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Mostra de Calderari será inaugurada no sábado na Praça Alfredo Andersen

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Músicos, fotógrafos, pintores e também alunos de instituições artísticas participam neste sábado (8), às 10h, da abertura da exposição recortes de “Calderari: Amar, Além do Mar”, instalada na Galeria da Praça Alfredo Andersen, em Curitiba. O espaço, implementado em 2024 para levar arte ao ar livre, agora celebra a trajetória de Fernando Calderari, um dos grandes pioneiros do abstracionismo no Paraná. 

O Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA) – responsável por preservar a memória e o legado do artista – passou a cuidar da curadoria das obras exibidas nos totens dispostos na galeria a céu aberto. Na primeira exposição realizada na praça foram exibidas pinturas de Alfredo Andersen. Agora, a nova mostra “Calderari: amar, além do mar” amplia esse diálogo, conectando arte, cidade e natureza, e levando a atuação museológica do MCAA para além das paredes do museu.

Para Luiz Gustavo Vardanega Vidal Pinto (Vidal), curador da exposição e diretor do Museu Casa Alfredo Andersen, a mostra reafirma os propósitos que o próprio Andersen defendia. “A proposta da galeria transforma a Praça Alfredo Andersen em um verdadeiro ateliê a céu aberto, aproximando o público de uma experiência artística gratuita, educativa e acessível”.

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O evento de abertura contará com a apresentação do Grupo de Choro e Seresta da Fundação Cultural de Curitiba e a presença de diversas comunidades artísticas: as turmas de desenho, fotografia e pintura da Academia Alfredo Andersen; artistas da APAP/PR (Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná); o coletivo Urban Sketchers Curitiba, que registra a cidade por meio de desenhos feitos in loco; além dos alunos do Centro Cultural Carboni e do projeto Rolê Fotográfico da Toca Cultural, com participação especial do artista Wagner Melo.

A realização é do Museu Casa Alfredo Andersen, em parceria com a Secretaria  do Meio Ambiente de Curitiba e a Fundação Cultural de Curitiba, reafirmando o compromisso das instituições com a valorização da arte, da educação e do espaço público como território de convivência e expressão.

A EXPOSIÇÃO – Mais do que uma homenagem, “Calderari: amar, além do mar” revela a pluralidade do artista. Conhecido por suas emblemáticas cenas marítimas, o artista também explorou paisagens ao ar livre, experimentações entre pintura e gravura e um expressivo conjunto de autorretratos que afirmam sua identidade criativa e sensível.

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A mostra também ressalta a linhagem artística que moldou a história das artes plásticas no Paraná. Calderari foi aluno de Theodoro De Bona e de Alfredo Andersen, reforçando o elo entre mestres e discípulos que atravessa gerações e constrói o legado artístico do Estado.

“A exposição reafirma o papel transformador da arte como experiência coletiva, viva e cotidiana – um convite a redescobrir Calderari e o próprio centro histórico de Curitiba sob novas cores e perspectivas”, afirma Vidal.

Serviço:

Recortes de “Calderari – Amar, Além do Mar” na Praça Alfredo Andersen

Data: 08/11, sábado

Horário: 10h

Entrada livre e gratuita

Praça Alfredo Andersen, em frente ao Hospital Evangélico, no bairro Bigorrilho, entre as ruas Capitão Souza Franco e Augusto Stellfeld

Fonte: Governo PR

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Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação

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Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.

O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).

A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.  

“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual. 

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A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca. 

O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina. 

Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação. 

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GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.

ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.

Fonte: Governo PR

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