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Agro

Mosaic inaugura primeiro laboratório integrado de fertilizantes e biológicos do Brasil

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Primeiro laboratório integrado de fertilizantes e biológicos no país

A Mosaic Biosciences, divisão de bionutrição da Mosaic no Brasil, inaugurou oficialmente seu Laboratório de P&D em Bionutrição em Uberaba (MG), marcando um novo capítulo para a agricultura brasileira.

O espaço é o primeiro laboratório nacional totalmente dedicado ao desenvolvimento integrado de fertilizantes e biológicos, reunindo uma equipe multidisciplinar especializada em ambas as áreas. A iniciativa busca acelerar pesquisas, otimizar processos e fortalecer o pipeline de inovação da companhia.

Alexandre Alves, diretor da Mosaic Biosciences Brasil, destaca: “O investimento em equipamentos ultrapassa R$ 1 milhão e representa um marco na nossa estratégia de ampliar soluções em bioinsumos e práticas sustentáveis”.

Capacidade para análises avançadas e uso de inteligência artificial

O laboratório tem capacidade para 500 a 1 mil análises anuais, permitindo avaliações inéditas ao integrar parâmetros químicos, físicos e biológicos dos fertilizantes. Um destaque tecnológico é o uso de inteligência artificial, que possibilita analisar até 10 mil parâmetros em fertilizantes biológicos, aumentando a precisão e a agilidade das pesquisas.

O espaço também está integrado ao laboratório de fertilizantes já existente da Mosaic, potencializando o desenvolvimento, avaliação e aplicação prática das soluções para o campo.

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Investimentos e parcerias estratégicas

A Mosaic destinou 6% dos investimentos em P&D para bionutrição em 2026 e, no último ano, investiu R$ 4,2 milhões em pesquisa e desenvolvimento, em parceria com universidades de referência nacional.

Como parte da estratégia de inovação aberta, a empresa realizou a primeira edição do evento Porteira Aberta, reunindo startups do setor de biológicos para cocriar novas soluções agrícolas.

Novas tecnologias para 2026

Para o próximo ano, a Mosaic prevê o lançamento de três novas tecnologias voltadas para eficiência e produtividade:

  • Fixadores de nitrogênio com alto shelf life aplicados diretamente na semente
  • Solubilizadores de fósforo para aplicação direta nos fertilizantes
  • Solução foliar inovadora para direcionamento do enchimento de grãos, aumentando o potencial produtivo das lavouras
Crescimento na adoção de soluções integradas

O avanço da Mosaic Biosciences também se reflete na adoção de suas soluções pelo mercado. A base de clientes que combina fertilizantes e biológicos passou de 4% em 2024 para 18% em 2025, evidenciando maior integração e confiança nas tecnologias de bionutrição.

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Expansão logística e aproximação com o agricultor

A empresa também ampliou sua rede de distribuição, passando de três centros em 2024 para dez em 2025, incluindo novos estados como Rio Grande do Sul, Goiás e Bahia.

Além disso, a Mosaic planeja expandir sua rede de campos demonstrativos para mais de 1 mil áreas de teste na safra 2025/2026, permitindo que os produtores avaliem diretamente o desempenho das tecnologias em seu ambiente produtivo.

Alexandre Alves reforça: “A experiência do agricultor é um foco estratégico, e a expansão logística e dos testes de campo permite que nossos clientes vejam o potencial das soluções em prática”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Desenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar

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Produtores rurais têm até o próximo dia 20 de dezembro para regularizar débitos do Pronaf e fundos constitucionais sob as regras do Desenrola Rural. Com o semestre final se aproximando, especialistas alertam que a demora na busca pela agência bancária pode significar a perda de condições especiais de parcelamento e descontos de até 96%.

A medida, que visa dar fôlego financeiro aos produtores em um cenário de custos elevados e impacto climático na safra, é uma tentativa de estancar a inadimplência no setor, que já ultrapassa a marca de 8%, segundo dados da Serasa Experian. O programa foca na regularização de débitos de pequenos produtores, permitindo descontos que chegam a 96% sobre encargos e prazos de até 10 anos para o pagamento.

O benefício não é universal. A regra vale exclusivamente para contratos de crédito rural firmados entre 2012 e 2022, especificamente nas operações do Pronaf e nos financiamentos via Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE). O enquadramento ignora o tamanho da propriedade, focando estritamente na natureza da dívida. Ao formalizar a adesão, o produtor tem o nome retirado dos cadastros de restrição ao crédito, o que devolve a capacidade de tomar novos financiamentos para a safra — peça-chave para a sobrevivência da atividade agrícola.

O principal gargalo para o sucesso do programa está na ponta do atendimento bancário. Especialistas em Direito Agrário alertam que instituições financeiras costumam ignorar a política pública para oferecer “pacotes internos” de renegociação, que frequentemente carecem das vantagens garantidas pelo programa federal.

A recomendação para o produtor ir à agência bancaria munido dos contratos e exigir, expressamente, a aplicação das regras do Desenrola Rural. Aceitar soluções genéricas oferecidas pelo banco sem comparar com as condições federais é um erro que pode custar a rentabilidade da propriedade e o acesso ao crédito no longo prazo.

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O Desenrola Rural, contudo, ignora o médio e o grande produtor, que também sofrem com a crise de rentabilidade do setor. Sem uma política pública universal, esse perfil de produtor depende da aplicação rigorosa do Manual de Crédito Rural (MCR) para a reestruturação de suas dívidas. Na prática, a falta de flexibilidade voluntária dos bancos tem forçado esses produtores a buscar o Poder Judiciário para garantir o direito de repactuar débitos sem colocar em risco a viabilidade do negócio.

Guia prático

Para garantir o direito à renegociação sob as regras do Desenrola Rural e evitar as armadilhas dos “pacotes genéricos” dos bancos, a preparação documental é o passo mais estratégico. O produtor deve encarar a ida à agência não como um pedido de favor, mas como uma formalização de direito garantido pelo programa federal.

Antes de comparecer à agência, o produtor deve organizar um dossiê completo. A falta de um único documento pode ser usada como justificativa pelo gerente para negar o enquadramento ou direcionar o cliente para outras linhas de crédito com juros mais altos.

Documentação essencial

  • Identificação Pessoal: RG e CPF (ou CNH) atualizados do titular do crédito.

  • Comprovação da Propriedade: Matrícula atualizada do imóvel rural, além do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e a última declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). Esses documentos atestam a regularidade da área e são fundamentais para o histórico de crédito junto à instituição.

  • Cédula de Crédito Rural ou Contrato: Este é o documento central. É ele que prova a origem da dívida (se Pronaf ou Fundos Constitucionais como FCO, FNO ou FNE) e o período de contratação (entre 2012 e 2022). Caso o documento original tenha sido extraviado, o produtor deve solicitar formalmente uma cópia autenticada ou declaração detalhada à própria agência antes da data da renegociação.

  • Extrato atualizado da dívida: Levar o demonstrativo do débito facilita a identificação imediata da operação na tela do gerente e evita divergências de valores na simulação do acordo.

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Postura no atendimento

O advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário, reforça que a documentação serve como escudo contra ofertas pouco vantajosas.

  • Exija o enquadramento: Ao apresentar os documentos, o produtor deve solicitar expressamente a aplicação das condições do Desenrola Rural. Se o gerente informar que “o sistema não libera”, o produtor deve pedir uma justificativa por escrito ou o número de protocolo do atendimento.

  • Não assine sem conferir: É comum que instituições ofereçam renegociações internas, que raramente trazem os descontos de até 96% previstos pelo programa federal. O produtor deve recusar qualquer proposta comercial que não apresente as condições estabelecidas pela norma do governo.

  • Formalize a recusa: Caso a agência insista em ignorar o programa, o produtor tem o direito de registrar uma reclamação no Banco Central, munido do protocolo de atendimento negado.

A organização prévia destes documentos é o que define se a renegociação será uma solução eficiente para o fluxo de caixa da propriedade ou apenas uma postergação de um problema financeiro. O prazo final para essa regularização é 20 de dezembro de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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