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Mortes em rodovias federais do Paraná tem leve queda no 1º trimestre, aponta PRF

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O número de mortos, feridos e acidentes registrados nas rodovias federais do Paraná no primeiros três meses de 2020 registrou queda em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o balanço divulgado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal)
O total de mortes oscilou de 118 para 115, uma queda de 2,5%. O de feridos caiu 2,8%, de 2.035 para 1.977. E o número de acidentes também diminuiu 2,5%, de 1.809 para 1.762 ocorrências atendidas.

No geral, os dados apontam um quadro próximo à estabilidade quando comparados ao primeiro trimestre de 2019, apesar da redução de fluxo e de acidentes observada na segunda quinzena de março.

Apenas no Paraná, 9.000 vítimas de acidentes de trânsito são internadas anualmente nos hospitais. Essas vítimas ficam aproximadamente seis dias internadas, ocupando leitos dos hospitais.
Por isso, a queda nos números é algo positivo neste momento em que é fundamental preservar os leitos de hospitais e de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo)

ISOLAMENTO SOCIAL DIMINUIU VIOLÊNCIA, MORTES E ACIDENTES NO TRÂNSITO

Uma análise preliminar dos dados da PRFsobre acidentes atendidos de janeiro à março de 2020 nas rodovias federais do Paraná mostrou que o isolamento social teve papel decisivo na queda de mortos, feridos e acidentes.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o fluxo de veículos, especialmente de carros de passeio, caiu significativamente a partir do último dia 16 de março. Nas duas primeiras semanas de isolamento social, os índices de violência no trânsito caíram aproximadamente à metade no estado, em relação aos dados de 2019.

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Os dados apontam que as principais causas dos acidentes fatais de janeiro à março de 2020 foram: excesso de velocidade, desatenção do motorista, desobediência às normas gerais de trânsito e ingestão de bebidas alcoólicas, nesta ordem, segundo a análise da PRF.

Veja o gráfico:

 

As mortes por colisão frontal representam o maior número (29,6% dos óbitos), seguida por saída de pista (22,6%) e atropelamentos (12,2%). Em números absolutos, o total de pedestres mortos caiu pela metade, de 28 no trimestre inicial do ano passado para 14 este ano.

A principal causa dos acidentes fatais foi o excesso de velocidade (22,6% das mortes). Na sequência, aparecem desatenção do motorista (20%), desobediência às normas de trânsito (9,6%), desatenção do pedestre (7,8%), ultrapassagens malsucedidas (6,1%) e ingestão de álcool (5,2%).

A maioria das mortes aconteceu em trechos de pista simples (53,9%), à noite (56,4%) e com pista seca (75,6%). Quanto ao traçado, os trechos de reta concentraram 47,8% das mortes. As curvas, 31,3%. Homens representaram 72,2% dos óbitos.

Entre as 115 pessoas mortas no primeiro trimestre deste ano estão 22 ocupantes de motocicletas (19,1% do total de óbitos), 14 pedestres (12,2%) e três ciclistas (2,6%).

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Ao longo de todo o ano passado, a PRF registrou o segundo menor número de mortes em rodovias federais nos últimos dez anos. Foram 500 óbitos no estado.

AÇÕES DE FISCALIZAÇÃO

Foram abordados 1.094 motoristas dirigindo sob efeito de bebidas alcoólicas durante o primeiro trimestre deste ano no Paraná. Outros 4,9 mil foram autuados por realizar manobras proibidas de ultrapassagem.

Em 682 abordagens, os agentes da PRF encontraram crianças que eram transportadas sem cadeirinha, por isso, há um reforço na fiscalização destas condutas irregulares.

Mais de 5,3 mil veículos foram recolhidos aos pátios do órgão, por diversos tipos de irregularidades. Durante fiscalizações de veículos de carga, cerca de 2.372 toneladas de excesso de peso foram detectadas.

No Paraná, a Polícia Rodoviária Federal fiscaliza cerca de 3.824 quilômetros de malha viária.

BALANÇO DE ACIDENTES NAS RODOVIAS FEDERAIS DO PARANÁ

1º trimestre de 2020:
– 115 mortos;
– 1.977 feridos;
– 1.792 acidentes atendidos.

1º trimestre de 2019:
– 118 mortos;
– 2.035 feridos;
– 1.809 acidentes atendidos.

Fonte: PRF

Resumo das ações de fiscalização da PRF no Paraná
(janeiro a março de 2020)
– 1.094 flagrantes de embriaguez;
– 4.951 autuações por ultrapassagens proibidas;
– 682 crianças sem cadeirinha;
– 2.372 toneladas de excesso de peso;
– 5.330 veículos recolhidos.

 

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Em Campina Grande do Sul, Ministério Público do Paraná denuncia por homicídio culposo médica que dirigia UTI pediátrica na qual morreram seis crianças em 2024

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma médica que exercia a direção técnica da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica de um hospital. A profissional é acusada da prática de homicídio culposo contra seis crianças e recém-nascidos. A peça acusatória, oferecida no dia 14 de agosto, foi recebida pelo Judiciário nesta segunda-feira, 17 de agosto.

Áudio do Promotor de Justiça Éder Teodorovicz

As mortes ocorreram entre maio e julho de 2024. De acordo com a denúncia, os óbitos foram decorrentes de choque séptico e falência múltipla de órgãos, ocasionados por uma grave contaminação intra-hospitalar por bactérias multirresistentes no interior do setor.

A denúncia do Ministério Público aponta que a investigada deixou de observar regras técnicas de sua profissão e agiu com grave negligência ao se omitir na fiscalização e na garantia de aplicação de protocolos básicos de assepsia e biossegurança. A omissão da profissional permitiu um ambiente propício à contaminação cruzada por conta de práticas inaceitáveis realizadas pela equipe técnica, como a reiterada reutilização de luvas de procedimento entre pacientes distintos, a falta de higiene, incluindo privação de banhos, e o manuseio inadequado de tubos de intubação e acessos venosos.

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Além da responsabilização penal, o MPPR requereu a fixação de reparação financeira mínima de R$ 50 mil para cada família afetada.

Processo 0015945-30.2024.8.16.0013 (sob sigilo)

Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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