Paraná
Morcegos e vacinação: ações da Adapar protegem rebanhos e saúde pública contra a raiva
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) atua diariamente no controle, acompanhamento de casos e planejamento das ações contra a raiva no Paraná. Isso envolve vigilância em campo e trabalho técnico dos departamentos que monitoram ocorrências e orientam as equipes regionais.
Entre as ações mais características está a revisão de abrigos de morcegos hematófagos, principal transmissor do vírus da raiva. Cavernas, furnas, bueiros, construções abandonadas ou até troncos de árvores são locais utilizados pelos morcegos para abrigar suas colônias. A revisão do número de abrigos é essencial para o controle da doença e exige ações de campo constantes realizadas pelos fiscais e assistentes da Adapar.
De acordo com a Divisão de Raiva dos Herbívoros da Agência, o Paraná possui mais de mil abrigos de morcegos cadastrados, sendo 951 considerados ativos, ou seja, locais onde há presença confirmada de morcegos hematófagos. “A Adapar faz isso de forma rotineira, com revisão uma vez por ano ou a cada dois anos em algumas situações. O importante é manter o controle atualizado e acompanhar essas populações”, explica a chefe da Divisão de Raiva, Elzira Pierre.
Essas ações são realizadas muitas vezes em áreas de mata, grutas ou propriedades rurais de difícil acesso. Munidos de equipamentos de segurança, lanternas e instrumentos específicos, os fiscais e assistentes de fiscalização da Adapar entram nos abrigos para observar a presença dos morcegos, estimar o tamanho das colônias e registrar informações sobre a espécie e o comportamento dos animais.
Esse levantamento técnico é essencial para identificar mudanças na dinâmica populacional e definir se há necessidade de intervenção. É importante destacar que somente a espécie Desmodus rotundus (morcego hematófago) pode ser manejada e tratada. As demais espécies são protegidas por lei e não devem ser capturadas.
PASTA VAMPIRICÍDA – Mas o trabalho da Adapar não se limita ao monitoramento. Quando há indícios da presença da doença, a resposta precisa ser imediata. Em caso de notificações de casos suspeitos de raiva, a Adapar atua prontamente, direcionando equipes para as propriedades. “Se estão ocorrendo focos na região e há um aumento expressivo da população de morcegos, é feita a captura e o tratamento com a pasta vampiricida. Essa resposta rápida é essencial para conter a disseminação da doença”, explica Elzira Pierre.
A pasta vampiricida é aplicada de forma controlada sobre o dorso de alguns morcegos capturados. Ao retornarem à colônia, eles transmitem o produto aos demais por meio do hábito de se lamberem, o que interrompe o ciclo de infecção.
As notificações podem ocorrer tanto pela presença de morcegos em propriedades rurais quanto por animais de produção com sintomas compatíveis com a raiva. Por isso, o olhar atento do produtor é fundamental para o funcionamento do sistema de vigilância, que depende diretamente das notificações feitas ao serviço oficial.
A partir dessas informações, a Adapar define as ações prioritárias de campo, com o objetivo de proteger os rebanhos e evitar prejuízos aos produtores. “O produtor notifica em caso de ataques na propriedade, e a gente investiga se existe um abrigo por perto de morcegos hematófagos”, explica Márcio de Andrade, assistente de Fiscalização da Adapar do Escritório Regional de Cascavel, que atua diretamente na revisão dos abrigos.
PREVENÇÃO E VACINAÇÃO – Além do controle de abrigos, a Adapar também atua de forma constante na orientação sobre a vacinação dos animais de produção. A imunização é a principal forma de prevenção.
O preço da vacina, que varia de R$ 2,00 a R$ 3,00 por dose, é acessível e pode ser adquirida nas casas veterinárias. Os animais que forem vacinados pela primeira vez devem ser revacinados entre 21 e 30 dias após a dose inicial. Depois disso, a vacinação passa a ser anual, garantindo a proteção contínua contra a raiva. Para 30 municípios da região Oeste, a vacinação é obrigatória.
“A medida mais importante é a vacinação dos animais contra a raiva. É somente através da imunização que conseguimos efetivamente controlar a doença”, reforça a veterinária Luíza Coutinho Costa, fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar.
Para reforçar a vacinação preventiva e esclarecer informações de forma educativa para apoiar os produtores, a agência realizou no início do mês uma mobilização que percorreu municípios do Oeste do Paraná conscientizando produtores, estudantes e profissionais sobre a doença.
DIAGNÓSTICO E MONITORAMENTO LABORATORIAL – O diagnóstico da raiva no Estado é realizado pelo Laboratório de Diagnóstico Marcos Enrietti, da própria Adapar, responsável pelos exames que confirmam ou não os casos e apoiam as ações de campo. O laboratório mantém comunicação direta com os departamentos de epidemiologia animal e com as secretarias municipais e estaduais da Saúde, garantindo o monitoramento conjunto dos casos e o alerta rápido para possíveis riscos zoonóticos.
“No laboratório, as amostras são testadas inicialmente para raiva, e os primeiros resultados saem em até 48 horas. Isso é essencial para as ações de defesa sanitária e de saúde pública”, explica Rubens Chaguri de Oliveira, chefe do Departamento de Laboratórios da Adapar. “Caso as amostras sejam negativas, elas seguem ainda para uma série de diferenciais, para que possamos compreender o que causou a morte do animal e identificar outras doenças com sintomas neurológicos semelhantes”.
DOENÇA – A raiva é uma zoonose que representa risco tanto para os rebanhos quanto para as pessoas. Transmitida principalmente por morcegos hematófagos, a doença causa prejuízos econômicos aos produtores e ameaça à saúde humana, já que não há cura após o surgimento dos sintomas.
A Adapar reforça que casos suspeitos devem ser notificados imediatamente, pois atua de forma preventiva e técnica em prol da sanidade dos rebanhos e da segurança da população rural. Também é importante evitar o contato direto com morcegos e com a saliva de animais que apresentem sinais neurológicos, como dificuldade de locomoção, salivação excessiva ou comportamento agressivo. Em situações assim, a recomendação é manter distância e comunicar imediatamente a Adapar.
Fonte: Governo PR
Paraná
Professor de jiu-jitsu de Faxinal denunciado pelo Ministério Público do Paraná é condenado a 13 anos, 3 meses e 22 dias de prisão por estupro de vulnerável
Um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná em Faxinal, no Norte Central do estado, pelo crime de estupro de vulnerável foi condenado a 13 anos, 3 meses e 22 dias de prisão em regime fechado. Os fatos denunciados ocorreram entre julho e agosto de 2025, quando a vítima, de apenas 12 anos de idade, era aluna de jiu-jitsu do autor.
Áudio do promotor de Justiça Gabriel Thomaz da Silva
De acordo com as apurações, durante uma aula, a vítima se queixou de dores no joelho a um dos professores, momento em que o acusado, que era líder na academia, aproveitando-se da posição de autoridade que possuía entre os alunos, praticou atos libidinosos contra a vítima – ele a tocou indevidamente, sob o pretexto de massagear seu joelho. Após o ocorrido, ele passou a enviar mensagens de cunho sexual à jovem por meio de aplicativo de mensagens, inclusive com a intenção de marcar um encontro. Ao tomar conhecimento dos fatos, o pai da ofendida levou o caso às autoridades policiais, sendo requerida e concedida a prisão preventiva do professor, que seguirá detido para o cumprimento da pena.
Além da pena de prisão, o réu também foi condenado ao pagamento de R$ 5 mil de indenização por danos morais causados à vítima. O MPPR recorrerá da decisão buscando o aumento da pena.
Processo 2141-48.2025.8.16.0081
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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