Paraná
Moradores de Vitorino e Araucária vão receber o PCPR na Comunidade nesta semana
O PCPR na Comunidade, da Polícia Civil do Paraná, levará serviços de polícia judiciária para a população de Vitorino, no Sudoeste do Estado, nos dias 13, 14 e 15, e Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, nos dias 15 e 16. Os eventos acontecem em parceria com o programa Paraná em Ação, do Governo do Estado, e Justiça no Bairro, do Tribunal de Justiça do Paraná, respectivamente.
O coordenador do PCPR na Comunidade, João Mario Goes, destaca que serão ofertados diversos serviços gratuitos para a população destas cidades. “Eles incluem registros de boletins de ocorrência, solicitação de atestados de antecedentes criminais e também a confecção das novas carteiras de identidade para aqueles que fizeram o agendamento”, afirma.
Além disso, os policiais estarão disponíveis para repassar orientações sobre como fazer denúncias, prevenções e quais as medidas podem ser tomadas ao ser vítima de um crime. Os policiais civis ainda realizarão demonstrações de perícia papiloscópica, atividades lúdicas com as crianças e orientações para que a população conheça mais o trabalho realizado pela instituição.
Em Vitorino, o evento será no Ginásio Municipal Ademir Zilio, na Rua Barão de Capanema, n° 464, das 9h às 17h. O PCPR na Comunidade em Araucária ocorrerá no Centro de Convivência do Idoso, na Rua Nossa Senhora dos Remédios, n° 1.073, no bairro Fazenda Velha. Na sexta-feira (15), os serviços serão disponibilizados das 9h às 22h e, no sábado (16), das 9h às 17h.
Além das atividades de Polícia Judiciária, o Justiça no Bairro ofertará serviços jurídicos relacionados à divórcio consensual, guarda de filhos, pensão alimentícia, união estável, teste de DNA, reconhecimento de paternidade/maternidade, retificação de registro civil, entre outros.
SEMANA DA MULHER – As ações acontecem após o atendimento a 2,6 mil pessoas durante eventos em Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro, Londrina, no Norte, e Curitiba, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Em Santo Antônio da Platina, o PCPR na Comunidade levou um ciclo de palestras para mais de 200 mulheres. Em Londrina, foram realizados 122 agendamentos para a confecção da Carteira de Identidade Nacional (CIN) no Paraná Rosa em Ação. Na Capital, a ação aconteceu na Praça Ruy Barbosa. Foram distribuídos materiais informativos e 800 pessoas receberam orientações.
PROGRAMA – O PCPR na Comunidade é um programa que ocorre regularmente em todo o Paraná. O objetivo é levar serviços de polícia judiciária à população, promover atendimento humanizado, auxiliar na identificação de possíveis vítimas e na conclusão de investigações, além de fortalecer a eficiência na prestação do serviço público e representar a instituição em atividades em prol da sociedade.
Serviço:
Vitorino
Data: 13,14 e 15/03
Horário: 9h às 17h
Local: Ginásio Municipal Ademir Zilio, na Rua Barão de Capanema, n° 464
Araucária
Data: 15 e 16/03
Horário: dia 15, das 9h às 22h; dia 16, das 9h às 17h
Local: Rua Nossa Senhora dos Remédios, n° 1.073, no bairro Fazenda Velha
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo
São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.
Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.
O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.
Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
Processo 0001353-95.2026.8.16.0211
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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