Paraná
Moody’s renova nota máxima do Paraná em perfil de crédito e destaca solidez fiscal
O Paraná manteve o rating AAA.br, a nota máxima na escala nacional, emitida pela agência de classificação de risco Moody’s. O reafirma a posição fiscal e econômica sólida do Estado, além de também afirmar que tais condições têm perspectiva estável para o futuro próximo.
O rating de crédito é uma avaliação realizada por agências de classificação de risco, como a Moody’s, que analisam a capacidade de um emissor de dívida – no caso, o Estado do Paraná – de cumprir suas obrigações financeiras. As agências consideram uma série de fatores, tais como saúde econômica, gestão fiscal, diversificação econômica e nível de endividamento, entre outros.
De acordo com a Moody’s, a manutenção do rating AAA.br para o Paraná reflete diversos pontos fortes do Estado, incluindo sua base econômica robusta e diversificada, resultados fiscais consistentemente positivos e um nível de endividamento moderado em comparação com os demais entes federados.
Além disso, destaca o desempenho operacional resiliente e a baixa dependência de transferências da União. A agência também ressaltou o forte suporte do governo federal brasileiro, com o Tesouro Nacional atuando como credor ou garantidor de 99% da dívida financeira do Estado.
O secretário da Fazenda do Paraná, Renê Garcia Junior, enfatizou a importância da gestão fiscal responsável e prudente para manter a posição de destaque do Estado. “Nossa prioridade sempre foi garantir uma administração financeira sólida e transparente, buscando sempre o equilíbrio entre as receitas e despesas do estado”, diz Garcia Junior.
Nos últimos cinco anos, o Paraná registrou um crescimento significativo em indicadores fiscais, incluindo o aumento de 1.553% no superávit orçamentário, que saltou de R$ 331,3 milhões em 2019 para R$ 5,48 bilhões em 2023.
A Moody’s também apontou como pontos positivos a economia diversificada do Paraná e sua alta capacidade de gerar de recursos próprios, que representam 75% da receita corrente do Estado em 2023, nível bastante acima da média das demais unidades da federação. Um ponto de atenção apontado pela agência foi o elevado gasto previdenciário, que continua em crescimento e absorveu 16% da receita total em 2023.
O relatório frisa que o rating pode ser rebaixado caso se verifique deterioração de métricas de crédito, o que precisaria incluir piora nos indicadores de margem operacional e superávit financeiro, ou elevação do endividamento acima de 80% da receita operacional e enfraquecimento sustentável da posição de liquidez.
A perspectiva estável atribuída pela Moody’s reflete a expectativa de que o Estado do Paraná continuará a ajustar sua estrutura de custos para manter o equilíbrio fiscal nos próximos 12 a 18 meses.
RATINGS – A Fitch, outra das principais agências de classificação de risco internacionais, também concede nota máxima ao Paraná. Os ratings emitidos por tais entidades são amplamente utilizados por investidores, instituições financeiras, governos e empresas para avaliar o risco de crédito antes de investir ou fazer negócios. Ratings mais altos indicam maior qualidade de crédito e menor risco, enquanto ratings mais baixos indicam maior risco de inadimplência.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR ajuíza ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra vereadora de Matinhos e seu esposo, investigados pela prática de “rachadinha”
No Litoral do estado, o Ministério Público do Paraná ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra uma vereadora de Matinhos e seu esposo, investigados pela possível prática de “rachadinha”. Eles teriam exigido de assessores ocupantes de cargos em comissão lotados no gabinete da parlamentar valores referentes a diárias pagas pela Câmara Municipal a pretexto de participação em cursos e atividades na capital.
Os fatos apurados teriam ocorrido entre 2025 e 2026. Pelos mesmos delitos, a vereadora e seu esposo já foram denunciados pelo crime de concussão (quando um agente público exige vantagem indevida em razão do cargo que exerce), e a ação penal já foi recebida pelo Judiciário. (Processo 0002180-03.2026.8.16.0116).
Coação – As investigações tiveram início a partir de representação feita por uma assessora da vereadora, que seria uma das vítimas da prática criminosa. De acordo com o apurado, os assessores eram coagidos a solicitar à Câmara Municipal o pagamento de diárias para a realização de cursos em Curitiba, devendo entregar à parlamentar, em dinheiro ou por Pix, o saldo remanescente (os valores restantes das diárias que não foram utilizadas para o custeio de despesas pessoais e que deveriam ser devolvidos aos cofres da Câmara).
A maior parte das cobranças era feita em reuniões na residência da vereadora e de seu marido, para as quais os assessores eram convocados e orientados a deixarem seus celulares do lado de fora do ambiente.
Além da condenação dos dois por ato de improbidade administrativa, a Promotoria de Justiça requer o imediato afastamento do cargo da vereadora e a decretação da indisponibilidade de bens de ambos no montante de R$ 45.299,64, valor equivalente ao enriquecimento ilícito supostamente obtido pelos investigados.
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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