Paraná
Mobilização contra a dengue reforça importância das ações de combate ao mosquito
Profissionais de saúde, gestores municipais, crianças, adultos e instituições se uniram neste sábado (16) em todo o Estado para o combate à dengue. A ação fez parte da mobilização estadual da Secretaria de Estado da Saúde, Defesa Civil, integrantes do Comitê Intersetorial para o Controle da Dengue e da primeira-dama do Estado, Luciana Saito Massa, que convocaram os paranaenses a participarem ativamente do enfrentamento à doença, em várias frentes, como limpeza de locais onde o mosquito transmissor pode se reproduzir e ações educativas.
Mesmo com as altas temperaturas registradas em todo o Paraná, as equipes municipais, em parceria com as Regionais de Saúde, realizaram remoções de focos do mosquito Aedes Aegypti em casas, terrenos baldios e espaços públicos, como praças. Os profissionais também realizaram entrega de material impresso com orientações sobre a doença e sobre prevenção, em ruas e escolas do Estado.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, ressaltou a importância da iniciativa e da dedicação de todos que participaram das ações. “O combate à dengue no Paraná acontece todo dia, mas neste sábado o esforço foi dobrado. Temos de fortalecer as ações também dentro de casa, no fundo do quintal, contamos com a colaboração de todos para vencermos essa batalha”, disse.
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O Paraná está em situação de emergência em saúde pública para a dengue desde quinta-feira (14). A medida foi tomada pela Secretaria de Estado da Saúde devido ao aumento no número de casos e óbitos confirmados pela doença nas últimas semanas. O decreto 5.183/2024 terá vigência por 90 dias e tem como finalidade reforçar ações adotadas para o controle e combate à doença.
Nesta sexta-feira (15), o Governo do Estado lançou mais uma campanha para combater a dengue. Dessa vez, como forma de chamar atenção para o tema, recorreu à inteligência artificial para falar sobre a importância das medidas simples de combate ao mosquito, como não deixar água parada, ambiente propício para a criação do Aedes Aegypit.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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