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Brasil

MMA lança chamada pública para pagamento por serviços ambientais no manejo sustentável do pirarucu no Amazonas

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio da Secretaria Nacional de Bioeconomia, e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lançam, nesta quarta-feira (6/5), a Chamada Pública MMA/CONAB nº 01/2026 do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais da Sociobiodiversidade para o Manejo Comunitário Sustentável do Pirarucu, no Amazonas. 

A iniciativa tem como objetivo valorizar atividades produtivas realizadas por povos e comunidades tradicionais em áreas protegidas, que contribuem para a conservação e recuperação da sociobiodiversidade.  

O edital prevê a habilitação de organizações comunitárias envolvidas no manejo sustentável do pirarucu para o pagamento por serviços ambientais referentes ao ano de 2025.  

O manejo sustentável do pirarucu é uma prática consolidada no estado do Amazonas e regulamentada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

Podem se candidatar organizações comunitárias formalmente constituídas, como associações, cooperativas ou colônias de pescadores, que atendam a critérios como regularidade jurídica, atuação comprovada no manejo sustentável do pirarucu e vínculo com unidades de manejo autorizadas pelo Ibama para os anos de 2025 e 2026. 

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Como se inscrever 

As organizações interessadas deverão realizar o cadastro em duas etapas: 

A íntegra do edital e seus anexos está disponível na página oficial do Programa no site do MMA, aba “Editais”. 

Sustentabilidade 

Atualmente, o manejo sustentável do pirarucu envolve cerca de 5.500 manejadores e manejadoras, organizados em mais de 40 organizações comunitárias, que atuam em 41 áreas protegidas, como Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Essas áreas somam mais de 20 milhões de hectares e abrangem aproximadamente 2.600 ambientes aquáticos monitorados, com uma população estimada de 1,2 milhão de pirarucus, evidenciando o papel estratégico da iniciativa na conservação da biodiversidade e dos ecossistemas de várzea. 

PSA Pirarucu é resultado de uma construção conjunta entre o MMA, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Ibama e a Conab. O programa contará com investimento previsto de R$ 7 milhões em 2026, com recursos provenientes de resultados de REDD+ (2014–2015), financiados pelo Green Climate Fund e implementados no âmbito do Projeto Floresta+ Amazônia. 

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Essa prática reforça o papel da bioeconomia e dos instrumentos de pagamento por serviços ambientais como estratégias para conciliar geração de renda, conservação da biodiversidade e fortalecimento da sociobioeconomia e dos modos de vida tradicionais. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA
 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Ministro Luiz Marinho defende a redução de jornada e o fim da escala 6×1 em Audiência Pública na Câmara

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou nesta quarta-feira (6), da primeira Audiência Pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute a PEC 221/2019 que analisa a redução da jornada de trabalho e o fim da jornada 6×1 no Brasil

O ministro falou aos deputados e as entidades presentes na Audiência Pública da importância da aprovação da PEC de redução de jornada encaminhada pelo governo, com urgência constitucional, que estipula uma redução para 40 horas semanais e com dois dias de folga remunerados. A proposta do governo é de implementação imediata. A mudança, segundo o ministro, vai gerar mais produtividade, redução do absenteísmo e melhora no ambiente de trabalho.

“Já poderíamos estar trabalhando há muitos anos com jornada de 40 horas semanais”, afirmou o ministro, lembrando que a proposta de redução já ocorreu anteriormente, mas acabou não sendo aceita pelas entidades na época por ser uma proposta fracionada. “Foi um erro, não aceitamos a proposta fracionada e nem conseguimos garantir de forma imediata, ou seja, ficamos sem nada. Já poderíamos estar com a redução da jornada de 40 horas há muitos anos”, lembrou.

Vantagens

Durante sua palestra “Diagnósticos sobre o uso do tempo para o trabalho”, o ministro pontuou as vantagens da redução da jornada, que como salientou, “já é realidade em quase todos os países. A jornada 5×2 é a regra, a 6×1 é a exceção. A maioria dos países já não mais utiliza a jornada de 44 horas”, disse.

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Para Luiz Marinho, o parlamento precisa estar em sintonia com a sociedade, “que clama pelo fim da jornada 6×1”. Ele citou experiências práticas em empresas que adotaram a escala 5×2 e obtiveram aumento de desempenho e redução de faltas. O diagnóstico produzido pelo Ministério, explicou o ministro, demonstra que a proposta é economicamente viável e necessária para melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora brasileira”.

A discussão sobre jornada, avaliou, não pode ser limitada apenas ao impacto direto na folha salarial. “Existem custos invisíveis relacionados ao adoecimento físico e mental dos trabalhadores, ao absenteísmo, à rotatividade e aos acidentes de trabalho. A discussão da regulamentação deve ser construída em conjunto com negociações coletivas entre trabalhadores e empregadores, respeitando especificidades de cada setor”, avaliou.

Luiz Marinho também comentou sobre uma compensação pedida por empregadores de algumas frentes do setor produtivo, que desejam desonerações para compensar a redução da jornada. “O fim da escala 6×1 será compensada pelo ganho no ambiente do trabalho. Ela é compensada pelo ganho de melhoria da qualidade e da produtividade. É comprovado que quando você reduz a jornada, você elimina absenteísmo, evita acidentes, evita doenças. Tem um custo oculto aqui que os empregadores estão carregando. Eles vão eliminar esse custo oculto e essa é a compensação”, afirmou.

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O diretor da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Vinícius Carvalho, pontuou posicionamentos da OIT a favor da redução da jornada, que segundo afirmou está associada a melhores indicadores de saúde e produtividade dos trabalhadores. “Há um esforço de todos os países de redução gradual da jornada, seguindo as convenções da OIT. É preciso ressaltar aqui que 745 mil das mortes por ano no mundo estão relacionadas ao excesso de trabalho, principalmente AVC e doenças cardíacas”, lembrou.

Para o deputado Pedro Uczai (PT-SC), líder da bancada, a redução da jornada precisa ser implementada de imediato, sem transição “O povo quer ver o cansaço e o adoecimento resolvidos agora. Não é sensato adiar uma resposta para 71% dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.

Presente na Audiência a vice-procuradora-geral do Ministério Público do Trabalho, Tereza Cristina Basto, afirmou que “o fim da escala 6×1 promove o trabalho decente e contribui para a construção de um meio ambiente de trabalho seguro, a redução de irregularidades trabalhistas e o fortalecimento das relações coletivas de trabalho”.

As audiências na Comissão Especial que discute a PEC continuam por todo o mês, com votação do relatório previsto para o dia 26 de maio.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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