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MMA e Amapá reconhecem agricultores familiares que conservam a floresta

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o governo do Amapá entregaram, na última quinta-feira (9/10), certificados para cerca de 230 agricultores e agricultoras familiares reconhecidos por conservarem a floresta local. A iniciativa ocorreu no âmbito do Floresta+ Amazônia, projeto liderado pelo órgão federal que recompensa aqueles que protegem e recuperam a vegetação nativa, com contribuição direta para a redução de emissões de gases de efeito estufa.

A cerimônia ocorreu no auditório do Tribunal Regional Eleitoral, em Macapá (AP), com a presença do governador do Amapá, Clécio Luís, e da diretora de Políticas para Controle do Desmatamento e Incêndios da Secretaria Extraordinária de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, Roberta Cantinho.

O montante total repassado aos agricultores familiares chega a R$ 3,5 milhões. Até o momento, a ação beneficiou produtores de 12 municípios no estado, são eles: Amapá, Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari, Calçoene, Ferreira Gomes, Itaubal, Macapá, Mazagão, Porto Grande, Pracuúba, Santana e Tartarugalzinho.

Para Roberta Cantinho, cada reconhecimento aos esforços de estados, municípios e agricultores reforça que a política de REDD+ no Brasil é um caminho concreto e promissor para enfrentar o desmatamento e a degradação florestal, além de valorizar quem produz com responsabilidade.

“É gratificante ver resultados que comprovam ser possível conciliar produção, fortalecimento das práticas agrícolas locais e conservação da vegetação nativa. Isso demonstra que os produtores são protagonistas na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável para o país”, ressaltou a diretora.

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Nesse contexto, o Amapá se consolidou como referência na conservação de áreas de remanescentes de floresta na agricultura familiar, ao alcançar um dos maiores números de beneficiários no Lote 2 do Edital de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) da modalidade Conservação do Projeto Floresta+ Amazônia.

Desenvolvido em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e com financiamento do Fundo Verde para o Clima (GCF), o Floresta+ Amazônia é realizado por meio de parcerias locais com governos estaduais, órgãos ambientais e prefeituras. Os recursos têm origem nos resultados obtidos pelo Brasil na redução de emissões de gases de efeito estufa, por meio do mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+).

“O reconhecimento reforça a integração entre governos, comunidades e instituições internacionais no enfrentamento ao desmatamento e aos incêndios, fortalecendo o papel dos agricultores familiares do Amapá como guardiões da floresta amazônica”, destacou a coordenadora do Projeto Floresta+ Amazônia pelo PNUD, Regina Cavini.

Mulheres à frente da conservação

Outro destaque do Amapá é o protagonismo feminino. Mais de 40% dos beneficiários no estado são mulheres. Os números evidenciam o papel central delas na conservação da floresta e no fortalecimento da agricultura familiar de forma sustentável e produtiva.

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A secretária estadual de Meio Ambiente do estado, Taísa Mendonça, explicou que os resultados são frutos das parcerias e do empenho, entre governo estadual e governo federal, para promover regularização ambiental e habilitar agricultores a receberem a compensação do PSA.

“Esse recurso pago pelo Floresta+ é um grande incentivo para que os agricultores familiares mantenham seu Cadastro Ambiental Rural [CAR] em dia e se esforcem para manter a vegetação nativa. É uma junção perfeita, sobretudo para as mulheres agricultoras: conservação da floresta, geração de renda e produção a partir da agricultura com o apoio do Floresta+ Amazônia”, enfatizou.

Resultados nacionais e impacto no Amapá

Em toda a Amazônia Legal, o Projeto Floresta+ já alcançou mais de 8 mil inscritos com o Edital PSA Agricultura Familiar, com 1.424 agricultores familiares contemplados, abrangendo 87 municípios e garantindo a conservação de 62 mil hectares de floresta nativa, o equivalente a quase 87 mil campos de futebol.

O edital do PSA segue com inscrições abertas até o final do ano. Para se inscrever, basta acessar o site do projeto ou seguir a agenda de mutirões presenciais que ocorrem semanalmente nos municípios da região.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Durante congresso em Brasília, ministro da Saúde destaca papel das instituições filantrópicas na assistência pelo SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quinta-feira (20), do encerramento do 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília (DF). Com o tema “Saúde: a escolha que transforma o País”, o fórum reuniu gestores, especialistas, autoridades públicas e sociedade civil para tratar de estratégias de fortalecimento do SUS e da assistência hospitalar filantrópica.

Durante o congresso, Padilha apresentou a previsão de acréscimo de R$ 450 milhões no Teto MAC dessas instituições no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. Com o reforço de 45%, o valor previsto passará de R$ 1 bilhão para R$ 1,45 bilhão, contribuindo para a continuidade dos atendimentos prestados à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“As Santas Casas têm um papel decisivo na assistência à população. Elas não representam apenas o cuidado em saúde, mas também geram empregos e movimentam a economia local. Nosso desafio é construir um novo modelo de financiamento que permita que os recursos cheguem rapidamente aos hospitais filantrópicos, ajude a organizar os serviços e garanta a sustentabilidade dessas instituições, porque fortalecer as Santas Casas é fortalecer o SUS”, afirmou Padilha.

As Santas Casas e os hospitais filantrópicos estão presentes em 1.317 municípios. Ao todo, são 1.846 unidades sem fins lucrativos com produção hospitalar registrada no SUS. Essas instituições representam 25% dos hospitais do país, corresponder por 40% dos leitos do SUS e realizam cerca de 60% dos atendimentos do sistema público.

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A atuação das instituições também é expressiva em áreas de alta complexidade. Em 2025, os hospitais filantrópicos realizaram 5,1 milhões dos 14,9 milhões de procedimentos cirúrgicos eletivos registrados no SUS. Entre 2012 e maio de 2026, as entidades sem fins lucrativos também responderam por 59,7% dos transplantes realizados pelo sistema público.

34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos

Ao longo de três dias, o 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos promoveu a troca de experiências e a construção de soluções voltadas à qualificação da gestão, ao financiamento do setor, à inovação e à ampliação do acesso da população aos serviços de saúde.

O evento reforça que as Santas Casas e hospitais filantrópicos são responsáveis por uma grande parcela dos atendimentos prestados à população do SUS, incluindo consultas, exames, internações, cirurgias, tratamentos oncológicos e transplantes. O encontro também destaca a parceria entre o poder público e a rede filantrópica como fundamental para ampliar o acesso e qualificar a assistência em todo o país.
 
 SUS reforça apoio às Santas Casas e hospitais filantrópicos

 O fortalecimento das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos inclui ações para apoiar o custeio da assistência, melhorar as condições de financiamento e garantir a continuidade dos atendimentos prestados à população. Entre elas está a execução da Portaria GM/MS nº 9.760/2025, que estabeleceu R$ 1 bilhão para entidades sem fins lucrativos que atendem pelo SUS, por meio do programa Agora Tem Especialistas. Desse montante, R$ 800 milhões já foram repassados, em duas parcelas de R$ 400 milhões, e outros R$ 208,4 milhões serão destinados às maternidades filantrópicas.

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O repasse às maternidades será distribuído de forma proporcional à atuação de cada estabelecimento, combinando uma parcela fixa, definida conforme o porte assistencial de cada unidade, e outra variável, calculada de acordo com o número de partos realizados. O formato contempla tanto hospitais com grande volume de atendimentos quanto maternidades menores, essenciais para garantir o acesso ao parto e ao nascimento em diferentes regiões. 

Somado a isso, foi sancionada a Lei nº 2465/2026, que prorrogou até 2030 o uso de recursos do FGTS para financiar Santas Casas, hospitais filantrópicos e instituições sem fins lucrativos que atuam no SUS. A medida também reabriu o Programa Caixa Hospitais FGTS, ampliando o acesso dessas entidades a linhas de crédito para investimentos e expansão dos serviços. 

A nova etapa do programa já contemplou importantes instituições do país, como o Instituto do Câncer do Ceará, a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia e a Santa Casa de Misericórdia de Barretos. Além disso, o Ministério da Saúde e a Caixa firmaram parceria para impulsionar a contratação dos recursos ainda disponíveis, estimados em R$ 2,1 bilhões. 

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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