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MMA debate resolução para ampliar benefícios de REDD+

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu a 3ª Reunião do Grupo de Trabalho Técnico sobre Repartição de Benefícios (GTT-RB), no âmbito da Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+), na última semana 

O encontro focou no aprimoramento das regras para a distribuição de benefícios gerados por iniciativas de REDD+  mecanismo internacional que remunera países por resultados na redução do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa. 

Uma proposta de resolução que amplia as possibilidades de captação de recursos foi discutida entre os representantes de estados, governo federal, povos e comunidades tradicionais, setor privado e sociedade civil. A iniciativa permite que estados e outras entidades elegíveis recebam pagamentos por resultados gerados localmente, mesmo quando o cenário de desmatamento e emissão de gases do efeito estufa for desfavorável em nível nacional 

A medida também busca viabilizar o uso de resultados de redução de emissões já alcançados, mas que, por diferentes razões operacionais ou institucionais, ainda não tenham sido utilizados para captação de recursos. 

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Os participantes discutiram, ainda, quais são os critérios de repartição de benefícios adotados em iniciativas federais e estaduais, considerando os desdobramentos da Lei nº 15.042/2024, que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).  

“A discussão sobre repartição de benefícios é muito importante e ocorre em uma etapa em que o Ministério consolidou bastante o arcabouço de REDD+ no país”, destacou o secretário nacional de Mudança do Clima, Aloísio de Melo. “O mecanismo de REDD+ é fundamental para a Política Nacional de Mudança do Clima e para os resultados em termos de redução de emissões que o país almeja e se comprometeu por meio da nossa Contribuição Nacionalmente Determinada, além de estarem também consignados no Plano Clima”, concluiu.  

Ampla participação é essencial 

No contexto do REDD+, a repartição de benefícios segue regras internacionais que dizem que os países devem garantir a participação ativa de todos os envolvidos, principalmente os povos indígenas e as comunidades locais, na criação e implementação dessas políticas. O objetivo é garantir que o uso dos recursos alcance novos resultados de REDD+, gerando um ciclo de conservação florestal e mitigação da mudança do clima.  

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Atualmente, o modelo brasileiro prevê a divisão dos resultados de redução de emissões entre o governo federal e os estadosAlém de também prever diretrizes para aplicação dos recursos em ações que contribuam para as políticas de florestas, clima e biodiversidade, o fortalecimento institucional e a geração de novos resultados de mitigação. 

As propostas discutidas ao longo da reunião serão posteriormente encaminhadas para deliberação no âmbito da CONAREDD+, que se reunirá ainda neste semestre. Ainda neste mês o colegiado também irá promover um encontro do GTT de Salvaguardas, que vai discutir questões relacionadas ao Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI) como requisito fundamental a ser atendido pelos programas jurisdicionais e projetos privados de REDD+ 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Turismo cívico: Ministério regulamenta visitação em órgãos e espaços públicos de relevância cultural, natural e histórica

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Com objetivo de fortalecer o turismo cívico como ferramenta de educação, cidadania e preservação da memória social e política do país, aproximando os cidadãos de sua própria história, o Ministério do Turismo publicou a portaria que regulamenta a visitação a espaços e órgãos públicos considerados atrativos culturais e naturais no Brasil.

De acordo com a norma, fica assegurado, principalmente aos estudantes, “o direito de visitação a espaços e órgãos públicos considerados atrativos turísticos culturais e naturais brasileiros, sobretudo àqueles que possuem acervos artísticos, paisagísticos, arqueológicos, paleontológicos, ecológicos e científicos”.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, disse que a regulamentação representa um importante passo para o fortalecimento do turismo nacional e para conectar o brasileiro com a sua própria história.

“Estamos garantindo o direito do nosso povo de visitar e conhecer os espaços e órgãos públicos que guardam a nossa memória cultural, política, natural e histórica. Isso vai possibilitar que os nossos jovens, especialmente estudantes, e cidadãos de todas as idades possam conhecer nossos monumentos e instituições de uma forma planejada e devidamente estruturada”, afirmou o ministro.

Segundo o ministro, a portaria foi redigida após amplas discussões no Conselho Nacional do Turismo, por meio da Câmara Temática de Legislação Turística.

A portaria regulamenta o art. 14-B, parágrafo único, da Lei Geral do Turismo, que obrigou espaços e órgãos públicos com potencial turístico a garantirem visitação pública.

Os interessados em visitar os locais deverão obedecer às normas internas e os regulamentos específicos de funcionamento de cada órgão ou entidade responsável pelos espaços; fazer a visitação nos horários de funcionamento e respeitando a capacidade de atendimento ao público definidos pelas autoridades competentes; observar as medidas de segurança e controle de acesso; e fazer agendamento prévio (em caso de exigência).

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Ainda de acordo com a portaria, é assegurado aos idosos, às pessoas com deficiência, aos jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes e aos estudantes regularmente matriculados na educação básica ou superior, pública ou privada, o acesso a atrativos naturais e culturais mediante pagamento de metade do valor do ingresso efetivamente cobrado do público em geral.

Guias de turismo, professores, monitores e demais profissionais de apoio às atividades educacionais poderão usufruir das gratuidades, isenções ou demais benefícios de acesso previstos na legislação ou nos regulamentos dos espaços visitados.

A visitação deverá ser compatível com as atividades institucionais desenvolvidas nos espaços e órgãos visitados, de modo a não comprometer seu regular funcionamento, a segurança de suas instalações ou a preservação de seus bens e acervos.

O ministro do Turismo instituirá, no prazo de 120 dias, o Comitê Técnico Interinstitucional de Turismo Cívico, com a finalidade de acompanhar a implementação da portaria; propor indicadores e metas para o monitoramento e a avaliação das ações de turismo cívico; e subsidiar a formulação, a implementação e o aperfeiçoamento de políticas públicas e instrumentos de planejamento relacionados ao turismo cívico.

Ainda segundo a portaria, o Ministério do Turismo vai promover a capacitação de guias, condutores, educadores e gestores públicos para atuação no turismo cívico; apoiar programas, projetos e ações para o desenvolvimento e fortalecimento do turismo cívico; e viabilizar o acesso a linhas de financiamento destinadas a prestadores de serviços turísticos cadastrados no Cadastur que desenvolvam atividades relacionadas ao turismo cívico.

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Turismo cívico

O turismo cívico é uma modalidade que valoriza a história, a identidade nacional, a cultura e as instituições democráticas.

Brasília, por exemplo, oferece roteiros e monumentos marcantes como o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. Outros locais de grande importância incluem a Praça dos Três Poderes, o Panteão da Pátria e o Memorial JK.

Rio de Janeiro, antiga capital federal, tem como destaques o Paço Imperial (primeira residência oficial da família real), a Praça XV de Novembro (onde a Proclamação da República foi anunciada), o Museu da República (localizado no Palácio do Catete) e o Monumento aos Pracinhas.

Em Ouro Preto (MG) o turismo cívico relembra os movimentos de independência e resistência. O Museu da Inconfidência preserva a memória dos inconfidentes, como Tiradentes, e destaca as raízes da luta por liberdade no Brasil.

Já a capital paulista possui forte importância histórica cívica. Os destaques são a Praça da Sé e o Memorial da América Latina, um complexo cultural e político que celebra a integração e o desenvolvimento democrático latino-americano.

Salvador, a primeira capital do país, tem uma enorme relevância histórica, desde a resistência colonial até a luta por direitos. Locais como o Pelourinho, o Forte de São Marcelo e o Forte de Santo Antônio relembram a formação da identidade nacional e a resistência afro-brasileira.

Por João Pedrini

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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