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Ministros Carlos Fávaro e Fernando Haddad discutem novo modelo de Seguro Rural

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se nesta terça-feira (11), em Brasília, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir aprimoramentos no Programa de Seguro Rural. O objetivo é modernizar o modelo atual, tornando-o mais acessível e efetivo para os produtores rurais.

“O seguro rural é uma ferramenta muito importante, mas que não cumpre mais a sua finalidade no Brasil. As apólices estão cada vez mais caras e as mudanças climáticas são uma realidade que não dá para contestar. Nós estudamos muito durante um ano e viemos apresentar uma proposta para reconstruir o seguro rural no país”, afirmou Fávaro após o encontro.

Entre os temas debatidos estiveram a adoção do seguro paramétrico e a universalização do acesso ao seguro rural para os produtores, medidas que, segundo o ministro, podem reduzir os impactos de perdas climáticas e minimizar a necessidade de renegociações de dívidas rurais.

“Trouxemos algo muito factível, que ainda precisa ser aperfeiçoada e debatida em outras instâncias do governo. Nosso objetivo é deixar como legado um novo modelo de seguro agrícola para o Brasil”, destacou Fávaro.

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Participaram da reunião os assessores especiais do ministro, Carlos Augustin e Pedro Machado; o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos; o secretário adjunto de Política Agrícola, Wilson Vaz; e o diretor de Gestão de Riscos, Diego Melo.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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