Paraná
Ministério Público do Paraná participa de comitiva em solidariedade às vítimas das enchentes de União da Vitória
O procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, e a corregedora-geral do MPPR, Rosângela Gaspari, estiveram em União da Vitória, nesta terça-feira, 31 de outubro, em comitiva formada por representantes do Sistema de Justiça do Paraná e dos Poderes Executivo e Legislativo estadual e municipal para expressar solidariedade às vítimas das enchentes e dos alagamentos que atingiram a região nas últimas semanas. Durante a visita, as autoridades participantes discutiram sobre iniciativas a serem tomadas pelas instituições para, em regime de colaboração, enfrentar a calamitosa situação e recuperar o município.
Também integraram o grupo os presidentes do Tribunal de Justiça do Paraná, Luiz Fernando Tomasi Keppen, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Fernando Quadros da Silva, do Tribunal Regional do Trabalho, Célio Horst Waldraff, e da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná, Marilena Winter, o secretário de Estado da Justiça e da Cidadania, Hilton Santin Roveda, o deputado estadual Hussein Bakri, o prefeito de União da Vitória, Bachir Abbas, o presidente da Câmara de União da Vitória, Valdecir José Ratko, o juiz Emerson Luciano Prado Spak e o procurador do Ministério Público do Trabalho Claucio de Oliveira.
De acordo com Gilberto Giacoia, a visita à União da Vitória simboliza a preocupação com a situação lastimável que tem causado tanto sofrimento à população paranaense em determinados locais do estado. “A solidariedade manifestada por força desse movimento de deslocamento das instituições ao local mais atingido pelas inundações, no caso União da Vitória, tem o propósito de, ao mesmo tempo, apoiar a população e colocar as instituições públicas a serviço desse atendimento emergencial, assim como das inúmeras situações que ainda irão surgir no desdobramento desse triste episódio”, ressaltou. Giacoia também destacou que o Ministério Público do Paraná está atento ao desenvolvimento de ações preventivas. “É importante que a atuação aconteça não apenas em relação aos efeitos, mas também às causas, para se evitar futuros desastres lamentavelmente produzidos pela natureza, talvez por omissão de alguma ação preventiva que poderia ter evitado ou, ao menos, atenuado sensivelmente os danos e os sofrimentos do povo que ali habita e que tem o direito de continuar lá habitando e radicando. O que nós queremos, portanto, é contribuir para produzir uma sociedade cada vez mais justa e nivelada ao princípio da nossa cláusula pétrea da dignidade humana.”
Atuação institucional – Na ocasião, o procurador-geral de Justiça e a corregedora-geral se reuniram ainda com os promotores de Justiça que atuam na região, manifestando aos membros o compromisso de uma gestão do Ministério Público pujante, atuante, que possa interferir cada vez mais positivamente na realidade social, em situações como essa. Giacoia salientou que haverá o envolvimento dos Caops com atribuição na área na realização de ações coordenadas de acompanhamento, assistência e atendimento aos desdobramentos ocasionados pela tragédia.
Nesta quarta-feira, 1° de novembro, a corregedora-geral, o promotor de Justiça Júlio Ribeiro de Campos Neto e a servidora Angélica Cardoso Lima visitaram os locais em que estão abrigadas as famílias que tiveram suas casas atingidas pelas enchentes. “Nossa presença em União da Vitória, neste momento de calamidade pública, teve o objetivo de apoiar os promotores de Justiça e a população em geral e mostrar que não estão sozinhos. Essa situação extrema trará reflexos em todas as áreas jurídicas e, assim, o Ministério Público deverá estar atento às necessidades dos mais vulneráveis”, afirmou Rosângela Gaspari, que também destacou o trabalho que vem sendo realizado pela Central de Atendimento da União da Vitória. A corregedora-geral visitou ainda as futuras instalações da sede do Ministério Público na cidade.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Tecpar concede Selo de Inovação à plataforma que monitora dengue, chikungunya e zika
O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), por meio do seu Creative Hub, concedeu nesta sexta-feira (09), o Selo de Inovação à empresa EDL Brasil pela criação da Plataforma Digital Integrada de Inteligência Territorial para Vigilância de Arboviroses. A solução inovadora é voltada à modernização das ações de vigilância e controle de infecções virais transmitidas principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika.
A plataforma integra aplicativo móvel para as equipes de campo, portal web, dashboards (painel visual e interativo que reúne dados, métricas e principais indicadores de desempenho), georreferenciamento, gestão de instalações e manutenções, rotas, logística e informações epidemiológicas em um único ambiente. O aplicativo também funciona no modelo offline-first, permitindo o registro das atividades mesmo em locais com baixa conectividade.
Desenvolvida para atender órgãos públicos e empresas privadas, a tecnologia já está em validação em ambiente real junto a secretarias municipais de saúde e no campus do Tecpar, com mais de 1.500 pontos georreferenciados monitorados em todo o país. Só no campus CIC do Tecpar estão em funcionamento 7 pontos, com a previsão da inclusão de mais 23 até o início do verão, período mais crítico de reprodução do mosquito.
CONTROLE VETORIAL – A ideia surgiu a partir da identificação de uma dificuldade recorrente no controle vetorial, pois as informações coletadas em campo, a logística e vigilância epidemiológica muitas vezes estão fragmentadas, o que não permite uma compilação geral desses dados para um monitoramento real da disseminação dessas doenças.
Com essa dificuldade, a EDL Brasil buscou integrar as informações para permitir uma visão territorial mais completa e apoiar a tomada de decisão dos gestores públicos.
A plataforma está associada às Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), que são armadilhas inteligentes, estruturas feitas com um recipiente plástico com água e uma superfície impregnada com um larvicida em pó muito fino, para atrair os mosquitos Aedes. Ao entrar em contato com a tela, a fêmea do mosquito transporta o produto para outros criadouros, impedindo o desenvolvimento das larvas e interrompendo o ciclo de reprodução do vetor. Esse processo de autodisseminação amplia o alcance do controle vetorial, permitindo que o larvicida alcance criadouros que muitas vezes são de difícil identificação ou acesso.
Enquanto as EDLs atuam fisicamente no território, a plataforma permite acompanhar onde estão os dispositivos, organizar as ações das equipes, controlar manutenções e transformar os registros de campo em informação para gestão.
MELHORIAS À SAÚDE PÚBLICA – Para o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, a valorização de tecnologias que têm o potencial de promover melhorias no âmbito da saúde pública é uma das missões do instituto.
“Nosso Selo de Inovação vem para reconhecer iniciativas como essa, que impactam diretamente na saúde e no bem-estar da população. A possibilidade de aumentar a capacidade de planejamento, rastreabilidade e utilização eficiente dos recursos públicos para controlar a disseminação de doenças como a dengue, chikungunya e zika é um divisor de águas no setor de saúde e merece ser valorizado”, destaca Marafon.
O CEO da EDL Brasil, Luiz Carlos Roque Junior, acredita que receber o Selo de Inovação do Tecpar representa uma importante validação institucional.
“É o reconhecimento de uma instituição paranaense de ciência, tecnologia e inovação sobre o caráter inovador e a viabilidade da nossa solução. Mais do que um reconhecimento, entendemos o selo como um estímulo para continuar desenvolvendo a tecnologia e ampliar sua aplicação em outros municípios e territórios brasileiros. Nossa visão é contribuir para que o controle das arboviroses avance de uma atuação fragmentada para uma gestão territorial integrada e orientada por dados”, afirma o CEO.
NA PRÁTICA – Hoje os agentes epidemiológicos vão até as casas e instalam as armadilhas inteligentes. Nessas visitas eles levam um tablet, onde registram o endereço para o georreferenciamento e tiram fotos da instalação e do local. Após 30 dias, eles voltam para fazer a troca do larvicida e orientam o morador para a manutenção da armadilha.
Todas as informações de geolocalização de cada ponto instalado bem como o histórico das atividades são inseridas no aplicativo e entram na plataforma, o que permite uma gestão, com acompanhamento dos dados da cidade.
“Podemos saber qual manutenção está em atraso, qual está em dia e qual está na rota de visitação. Conectando essas atividades, cruzamos todas as informações coletadas com outros dados entomológicos, ou seja, de conhecimentos específicos do mosquito Aedes, e conseguimos trabalhar com mais qualidade na gestão de combate à arboviroses. Em suma, o aplicativo faz essa conexão do físico com o digital gerando dados para os gestores tomarem as melhores decisões. Conseguimos unir controle vetorial, território, operação e inteligência de dados em uma única plataforma”, explica Roque Júnior.
A intenção da EDL Brasil é transformar os dados coletados em inteligência para que gestores públicos possam antecipar riscos, direcionar recursos e tornar o enfrentamento das arboviroses cada vez mais eficiente.
SELO DE INOVAÇÃO – O Selo de Inovação é concedido pelo Creative Hub do Tecpar a produtos, processos e serviços que apresentam características inovadoras e potencial para gerar impactos positivos no mercado e na sociedade. O Selo reconhece soluções que utilizam conhecimento e tecnologia para aumentar a competitividade, promover ganhos de eficiência e contribuir para o desenvolvimento econômico e social.
Saiba como obter o Selo de Inovação do Tecpar neste link: https://www.tecpar.br/Pagina/Selo-de-Inovacao.
Fonte: Governo PR
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