Paraná
Ministério Público do Paraná e Polícia Civil prendem ex-vereador de Formosa do Oeste condenado por estupro de vulnerável que estava foragido da Justiça
Em operação conjunta, o Ministério Público do Paraná e a Polícia Civil do Paraná realizaram nesta quinta-feira, 19 de abril, a prisão de um ex-vereador de Formosa do Oeste denunciado pelo MPPR e condenado por estupro de vulnerável. Ele foi detido em uma casa na zona rural na região do Município e deve iniciar o cumprimento da pena, fixada em 8 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado. O processo já transitou em julgado, ou seja, a condenação é definitiva e não há mais possibilidade de recurso.
O então agente político foi denunciado em 2020 pela Promotoria de Justiça de Formosa do Oeste por abusar de uma criança de 2 anos e 11 meses. Na ação penal, foi comprovado o estupro de vulnerável pela prática de atos libidinosos diversos da conjunção carnal (o denunciado passou a mão nas partes íntimas da criança). Houve a condenação em primeiro grau em agosto de 2021, e o trânsito em julgado, com expedição de mandado de prisão, ocorreu em novembro de 2022 – desde então, o condenado estava foragido.
Cassado – A localização do ex-vereador foi possível após registro de prática de violência doméstica na Polícia Civil, feito recentemente contra ele pela própria filha. Ele estava em um sítio da família, nas imediações da cidade. Além do estupro de vulnerável, o ex-político já havia sido condenado judicialmente por diversos atos de violência doméstica, praticados contra a esposa (autos 0000572-58.2015.8.16.0082 e 0000138-98.2017.8.16.0082), que levaram inclusive à cassação de seu mandato como vereador. Ele foi integrante do Legislativo Municipal de Formosa do Oeste entre 2017 e 2019.
Processo número 0001150-79.2019.8.16.0082
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(41) 3250-4469
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR recomenda que Município de Icaraíma adote medidas urgentes para a realização de melhorias na Unidade Básica de Saúde do distrito de Porto Camargo
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito de Icaraíma, no Noroeste do estado, para que sejam adotadas providências para a regularização da Unidade Básica de Saúde (UBS) localizada em Porto Camargo, distrito do município. A recomendação decorre de apuração conduzida pela Promotoria de Justiça de Icaraíma, que constatou graves irregularidades e a precariedade da infraestrutura, das instalações elétricas e das condições sanitárias da unidade.
Áudio do Promotor de Justiça Rafael Vittorazze Azola
Vistoria técnica conduzida pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) e pela equipe técnica da 12ª Regional de Saúde de Umuarama concluiu que a atual estrutura da unidade representa grave ameaça à segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde, em razão da existência de rachaduras profundas e infiltrações. Além disso, o estabelecimento não possui cadastro junto ao CRM-PR nem conta com médico responsável técnico.
A Promotoria de Justiça recomenda que seja apresentado em até 15 dias um plano de ação formal para a reestruturação da UBS, assinado por profissionais habilitados de engenharia civil e de gestão em saúde, além de projetos executivos de engenharia e um cronograma físico-financeiro detalhado para a reforma e adequação ou reconstrução do prédio.
Serviços sem interrupção – Para que seja assegurada a manutenção dos serviços prestados à população, deverá ainda ser estruturado e formalizado um fluxo temporário para atendimento aos moradores de Porto Camargo durante todo o período de interdição da UBS. O local físico escolhido para o atendimento provisório deverá preencher os requisitos mínimos de salubridade, higiene, conforto e segurança exigidos pela Vigilância Sanitária e pelo CRM. Outra medida que deverá ser observada é a oferta de transporte sanitário gratuito e seguro para o deslocamento de pacientes que necessitem de atendimento na sede do município ou na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
O prazo concedido para as adequações necessárias foi de 15 dias. Em caso de não atendimento às medidas indicadas, poderão ser adotadas pela Promotoria de Justiça as medidas judiciais cabíveis, entre elas, a proposição de ação civil pública.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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