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Ministério Público do Paraná cumpre quatro mandados de busca e apreensão na Operação Miragem, que investiga crimes ligados a loteamento irregular em Ibiporã

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, no Norte Central do estado, com apoio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu na manhã desta quinta-feira, 8 de janeiro, quatro mandados de busca e apreensão na Operação Miragem, que investiga crimes relacionados a loteamento sem autorização (Lei 6.766/79) e à instalação de atividade potencialmente poluidora sem licença ambiental (Lei 9.605/98), além de crimes correlatos, como falsidade ideológica. As medidas foram cumpridas em quatro endereços vinculados ao investigado (duas empresas e duas residências), todos em Londrina.

Acesse imagens do cumprimento dos mandados

Durante o cumprimento das ordens judiciais, expedidas pela Vara Criminal de Ibiporã, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos, e o investigado foi preso em flagrante por porte ilegal de munição. O material apreendido será periciado e deverá auxiliar na continuidade das investigações.

Investigações – Segundo apurado pela 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, foi formado no município um loteamento irregular com área de 68.100 m², subdividida em 62 lotes de aproximadamente 1.000 m² cada, em desacordo com o módulo rural mínimo de 20.000 m². Para evitar o comércio irregular dos terrenos, o MPPR acionou a Justiça e obteve uma liminar em 10 de outubro de 2025. No entanto, um dia antes da decisão que proibia o recebimento de valores dos compradores, o investigado criou uma nova empresa em nome de sua irmã e orientou os adquirentes a pagarem as parcelas via Pix para uma nova conta, alegando “instabilidade no sistema”. Além disso, mesmo ciente da interdição judicial, ofereceu descontos de 15% para quitação antecipada dos lotes, visando captar recursos rapidamente antes de um possível bloqueio

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Também é investigada a possível ocultação de provas, uma vez que o investigado descumpriu a ordem de apresentar em juízo a íntegra de todos os contratos de compra e venda. Para isso, alegou inicialmente proteção de dados (com base na Lei Geral de Proteção de Dados) e, posteriormente, afirmou que todos os contratos foram perdidos devido à “corrosão do disco rígido” de seu computador.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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Alunos de 88 colégios da rede estadual participam do Parlamento Jovem

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Estudantes participaram, nesta terça-feira (2), das eleições do projeto Parlamento Jovem em 88 colégios da rede estadual, distribuídos em 64 municípios paranaenses. A iniciativa, desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por meio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-PR), conta com a parceria da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e proporciona aos alunos vivência prática do processo democrático e do funcionamento das eleições.

Em todo o Paraná, cerca de 26 mil estudantes atuaram como eleitores e 988 concorreram como candidatos-mirins. Para a realização da votação, foram disponibilizadas 238 urnas eletrônicas, entre equipamentos utilizados e de contingência.

Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o projeto contribui para a formação cidadã dos estudantes ao aproximá-los das instituições democráticas. “A participação no Parlamento Jovem é uma oportunidade singular para que os estudantes vivenciem, na prática, o funcionamento do sistema democrático e do Poder Legislativo. Incentivamos fortemente a adesão dos alunos porque iniciativas como essa fortalecem o protagonismo juvenil, ampliam a compreensão sobre o processo eleitoral e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos”, afirmou o secretário.

Para o chefe da Seção de Educação para a Cidadania Política (SECP) do TRE-PR, Frederico Rafael Martins de Almeida, o projeto representa uma oportunidade de aproximar jovens da Justiça Eleitoral e incentivar a participação cidadã. “Ao conhecer na prática o funcionamento das eleições e do Poder Legislativo, os estudantes desenvolvem competências relacionadas à cidadania, ao diálogo, à ética pública e à participação política responsável”. 

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CIDADANIA – Segundo ele, o Parlamento Jovem é uma das principais ações de educação para a cidadania política desenvolvidas pelo TRE-PR. “Contribuímos para a formação de novas gerações de eleitores conscientes, participativos e comprometidos com os valores democráticos”, declarou Almeida. 

A coordenadora dos Programas Especiais da Seed-PR, Adriana Rigon Wille, destacou que a iniciativa complementa o trabalho desenvolvido pelas escolas na formação cidadã dos estudantes. “É uma experiência muito rica porque os estudantes vivenciam uma eleição de verdade dentro da escola. Eles organizam as chapas, apresentam propostas, fazem campanha e utilizam a urna eletrônica no processo de votação. Tudo isso ajuda a aproximá-los da democracia e torna o aprendizado muito mais significativo”, afirmou.

NOVIDADES – “A edição de 2026 marca uma nova fase do Parlamento Jovem, resultado de um amplo processo de modernização”, destacou Almeida. Entre os avanços implementados recentemente pelo TRE-PR, estão a criação do Regulamento Oficial do Parlamento Jovem e o lançamento de um hotsite que reúne informações sobre todas as etapas do projeto, incluindo cronogramas, materiais pedagógicos, vídeos explicativos, manuais operacionais, modelos de documentos e orientações destinadas às escolas, Cartórios Eleitorais e Câmaras Municipais.

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Também foram promovidas capacitações para servidores, professores, equipes pedagógicas e representantes das Câmaras Municipais, além da disponibilização de vídeos, checklists, cartilhas e manuais para consulta permanente. Neste ano, as instituições participantes passaram a formalizar a adesão ao projeto por meio de termos específicos, ampliando a integração entre a Justiça Eleitoral e os parceiros envolvidos.

VEREADORES – O Parlamento Jovem permite aos estudantes vivenciarem todas as etapas de uma eleição, de forma semelhante ao que ocorre nas disputas para cargos políticos. Nos meses que antecederam a votação, os alunos participaram de atividades como registro de candidaturas, campanhas eleitorais, apresentação de propostas e debates, utilizando as mesmas regras e procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.

Os estudantes eleitos serão diplomados e empossados como vereadores-mirins em seus respectivos municípios, passando a desenvolver atividades legislativas ao longo do ano. A proposta busca estimular o protagonismo juvenil e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento dos poderes públicos e os mecanismos de participação democrática.

Fonte: Governo PR

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