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Ministério do Turismo promove webinar sobre a nova FNRH Digital em parceria com a ABIH-SP

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O Ministério do Turismo deu mais um passo decisivo para a modernização do setor hoteleiro no Brasil com a divulgação da nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital. Na última quinta-feira (05/01), a Pasta promoveu um webinar em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (ABIH-SP) e o Portal do Hoteleiro. A iniciativa faz parte de uma mobilização nacional que envolve orientações às 27 Unidades da Federação sobre a transformação digital nos meios de hospedagem.

A apresentação técnica foi conduzida por especialistas do Ministério do Turismo e do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados). O webinar proporcionou explicações quanto à implantação da solução, acessada via conta Gov.br. O objetivo é simplificar as rotinas dos estabelecimentos e elevar o padrão de segurança e qualidade dos dados coletados a partir da FNRH Digital.

No encontro, foram destacados os pilares da nova ficha: facilitar o processo de check-in, melhorar a experiência de turistas e empresários e garantir a proteção de informações conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Na prática, o modelo vai eliminar o uso de papel, introduzindo uma plataforma única nacional, a autenticação digital e o uso de QR Code para pré-check-in. A mudança busca encurtar filas na recepção de hóspedes, reduzir a burocracia e gerar estatísticas ao aprimoramento das políticas públicas de turismo.

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VANTAGENS – A modernização traz benefícios diretos às duas pontas do balcão. Para o hóspede, a FNRH Digital significa um check-in muito mais ágil, com o pré-preenchimento automático de dados por meio do sistema Gov.br e facilidades para a inclusão de turistas estrangeiros. A experiência de chegada ao hotel torna-se mais fluida e moderna, eliminando o tempo perdido com o preenchimento manual de formulários.

Já para o empresário, a ferramenta representa economia de tempo e de custos operacionais, além de mais segurança jurídica. A automação e a integração digital, que permitem conexão com sistemas online, oferecem relatórios em tempo real e aprimoram a gestão na área. O trabalho resulta em uma plataforma integrada, auditável e rastreável, contribuindo com dados estratégicos que ajudam no planejamento do turismo nacional.

PROCEDIMENTOS – O Ministério do Turismo reforça que a adesão à nova ferramenta exige preparação por parte dos meios de hospedagem, independentemente de utilizarem ou não sistemas de gestão próprios. Durante o evento desta quinta-feira, foi estimulada a realização de experiências com o pré-check-in via QR Code em ambiente de teste, permitindo que os gestores se familiarizem com a tecnologia antes de sua total implementação.

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Para quem não pôde acompanhar o webinar ao vivo ou deseja rever as orientações, o encontro virtual está disponível na íntegra. Além disso, de modo a auxiliar o segmento, o Ministério do Turismo preparou um material exclusivo com as perguntas mais frequentes a respeito do assunto.

Para assistir ao webinar completo, clique AQUI.

Para acessar o material com as orientações, clique AQUI.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Brasil

Seminário Brasil Saudável reúne organizações e sociedade civil para discutir caminhos para a eliminação de doenças determinadas socialmente

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O 3º Seminário do Programa Brasil Saudável reúne, neste domingo (16), na capital federal, representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, organismos internacionais, entidades da área da saúde e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento dos determinantes sociais e das desigualdades que impactam as condições de saúde da população. As atividades contam com a moderação técnica do Ministério da Saúde (MS) e apresentam como eixo central o caminho para eliminação das doenças determinadas socialmente.

Os debates têm como foco aproximar diferentes perspectivas e experiências, fortalecendo a construção coletiva de estratégias para enfrentar condições sociais, econômicas, ambientais e territoriais que contribuem para a persistência de doenças e desigualdades em saúde. O evento acontece como atividade prévia do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop 2026, considerado maior encontro multidisciplinar sobre doenças infecciosas, parasitárias e saúde pública da América Latina, e promove discussões em torno da integração entre ciência, políticas públicas, participação social e ações intersetoriais. São aguardadas, durante a semana, cerca de 4 mil pessoas no evento.

Em sua fala inicial, a secretária adjunta de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Marília Santini, explicou que o diferencial da abordagem debatida no seminário é integrar o tema das doenças socialmente determinadas sob uma nova perspectiva. “Não o tratamos apenas como uma questão clínica, mas como um desafio social complexo, marcado pela desigualdade. Compreendemos que a solução depende de fatores estruturais, como o acesso à água potável, saneamento básico, melhoria das condições de moradia e aumento da renda. O grande desafio, é promover uma mudança de hábitos e de cultura”, declarou.

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Santini contextualizou, ainda, que as parcerias de trabalho eram focadas estritamente em doenças específicas, como a malária ou o tracoma – o que muda com um novo olhar trazido pelo Brasil Saudável. “Com o Programa Brasil Saudável ampliamos essa rede e passamos a focar na melhoria das condições do território, visando prevenir diversas enfermidades de forma integrada”, disse.

A programação, que acontece até o fim do dia, recebeu, ainda, na mesa de abertura, representantes da Rede Brasileira em Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Coletivo da Sociedade Civil no Programa Brasil Saudável, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Painéis temáticos

No período da manhã, o primeiro painel abordou o tema “Saúde nos Trópicos e os desafios contemporâneos para a eliminação das doenças determinadas socialmente no Sul Global”. Os expositores falaram sobre o panorama e os desafios atuais para a eliminação dessas doenças, além dos obstáculos para a implementação de programas públicos nos territórios. Também foram discutidas as relações entre mudanças climáticas, desigualdades territoriais e proteção dos territórios tradicionais, assim como a importância da participação social e da articulação intersetorial.

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O segundo painel trouxe enfoque para diferentes formas de racismo, iniquidades e direito à saúde. A mesa ampliou o debate sobre os determinantes sociais da saúde a partir das experiências de diferentes populações. Entre os temas discutidos destacam-se racismo, território e direito à saúde, violências e exclusão social da população negra, iniquidades e direitos dos povos indígenas, além de racismo estrutural.

No período da tarde, o terceiro painel debate a proteção social e convergência de políticas públicas. Em pauta serão discutidos determinantes sociais e as interseccionalidades, as vulnerabilidades que atravessam territórios e gerações, a intersetorialidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento das iniquidades vivenciadas pela população LGBTQIAPN+. O quarto e último painel tem como objetivo amplificar o olhar a respeito de ciência, inovação e implementação territorial, e destaca, também, a contribuição da pesquisa e da produção de conhecimento para o enfrentamento dos determinantes sociais.

No encerramento será apresentada a sistematização das atividades e realizada discussão sobre perspectivas para fortalecer ações intersetoriais entre ciência, gestão e sociedade civil na eliminação das doenças determinadas socialmente. As participações destacam que o enfrentamento das doenças determinadas socialmente exige uma atuação articulada entre diferentes setores do Estado e da sociedade, com políticas públicas capazes de considerar as especificidades dos territórios e as diferentes situações de vulnerabilidade que influenciam o processo saúde-doença.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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