Brasil
Ministério da Saúde qualifica profissionais para facilitar a comunicação científica
O Ministério da Saúde (MS) tem dedicado esforços na promoção da Ciência no Brasil, adotando medidas que tornam a produção e a disseminação do conhecimento mais transparentes, colaborativas e acessíveis. A iniciativa está alinhada aos princípios e metas estabelecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Nesse sentido, a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS) promove a troca de experiências e oportunidades de aprimoramento, como ocorreu na terceira edição do “Workshop de Tradução do Conhecimento: Estratégias para Comunicar Pesquisas”. A formação foi realizada nos dias 24 e 25, em Brasília (DF), para apresentar conceitos fundamentais de tradução do conhecimento científico para a gestão, explorar estratégias de comunicação com linguagem simples e discutir boas práticas na divulgação de resultados de pesquisas.
Sediado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o workshop reuniu cerca de 50 representantes das áreas técnicas da SVSA/MS, ligados à pesquisa e interessados no tema. Na oportunidade, foram discutidas estratégias para possibilitar clareza da mensagem e adequação ao público-alvo, além de experiências de trabalho para comunicação de resultados de pesquisas fomentadas pela Secretaria.
A coordenadora-geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços, Vivian Gonçalves, celebrou a continuidade do projeto: “É uma alegria chegarmos à terceira edição do workshop. Temos, enquanto vigilância em saúde, uma agenda temática vasta. Não é mais aceitável que políticas públicas sejam feitas sem se basear na melhor evidência disponível”, afirmou. A coordenadora-geral de Fomento à Pesquisa em Saúde, Patrícia Couto, reforçou a disponibilidade em apoiar a SVSA na agenda de institucionalização do uso de evidências para tomada de decisão nas ações de vigilância.
A programação incluiu conteúdos teórico-práticos, para estimular o raciocínio e o senso crítico dos participantes, além de proporcionar a construção coletiva de estratégias e soluções em tradução do conhecimento. As palestras ficaram por conta de especialistas nas temáticas, como a jornalista do Núcleo de Educação e Humanidades em Saúde da Escola de Governo da Fiocruz, Fernanda Marques, a coordenadora de comunicação da Fiocruz, Fabiana Mascarenhas, e designer Gabriel Rezende, do INEP. Entre as explanações, foi abordada a necessidade de popularização da ciência, como comunicá-la e a importância do design para a comunicação dos resultados das pesquisas.
O encontro adotou metodologias ativas para promover a troca de experiências e a construção coletiva de soluções para melhorar a divulgação científica no âmbito da vigilância em saúde. A expectativa é que as discussões reverberem em ações concretas dentro da Secretaria, fortalecendo a integração entre pesquisa e gestão.
Para saber mais sobre as pesquisas apoiadas pela SVSA/MS, os internautas podem acessar o Painel de Pesquisas disponível no site do Ministério da Saúde. A ferramenta está dividida em áreas temáticas, situação das pesquisas, instituições envolvidas, tipo de incentivo realizado e publicações disponibilizadas.
Suellen Siqueira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
MMA e prefeitos debatem adaptação climática e fortalecem cooperação federativa para enfrentar eventos extremos
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) recebeu, na quinta-feira (18/6), representantes da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e gestores municipais para discutir o fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios na implementação de ações de adaptação e resiliência climática.
A agenda reuniu o deputado federal Leonardo Prates, presidente da Comissão Especial de Prevenção e Auxílio a Desastres e Calamidades Naturais da Câmara dos Deputados, além de prefeitas e prefeitos de municípios como Juiz de Fora (MG), Angra dos Reis (RJ), Betim (MG), Montes Claros (MG), Maringá (PR), São José dos Pinhais (PR) e Santa Bárbara do Tugúrio (MG).
O encontro ocorreu em um contexto de preparação diante das previsões de formação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, cujos impactos podem agravar a ocorrência de eventos climáticos extremos, como enchentes, deslizamentos, secas e incêndios florestais em diferentes regiões do país.
Na ocasião, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou as medidas adotadas pelo Governo do Brasil para enfrentar os impactos previstos e reforçou a importância da cooperação entre União, estados e municípios para reduzir riscos e fortalecer a capacidade de resposta a eventos climáticos extremos.
“Estamos trabalhando de forma integrada e antecipada para enfrentar os desafios que se apresentam. A participação dos municípios é fundamental para que possamos avançar em ações de prevenção, adaptação e resposta aos eventos extremos”, afirmou.
Ao apresentar o conjunto de ações em andamento, Capobianco informou que o Governo do Brasil mantém salas de situação coordenadas pela Casa Civil para monitorar riscos relacionados a incêndios florestais, estiagens, isolamento de comunidades e eventos decorrentes do excesso de chuvas, permitindo respostas mais rápidas e articuladas diante de cenários de emergência.
Durante o encontro, prefeitas e prefeitos apresentaram desafios enfrentados pelos municípios diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos, além de propostas para ampliar a cooperação federativa, fortalecer mecanismos de financiamento e simplificar o acesso a recursos destinados à prevenção e adaptação.
O presidente da FNP e prefeito de Porto Alegre (RS), Sebastião Melo, ressaltou a importância da integração entre os diferentes níveis de governo. “Se nós, os entes federados, estados, União e municípios, ficarmos juntos sobre esse tema, já é difícil. Se estivermos separados, será pior. A cooperação precisa ser intensa”, afirmou.
Federalismo climático e cidades resilientes
Entre os destaques da reunião esteve a apresentação do programa AdaptaCidades, iniciativa do MMA que apoia os municípios na elaboração de estratégias de adaptação climática, planejamento territorial e gestão de riscos. O programa oferece capacitação técnica e ferramentas para que as cidades possam identificar vulnerabilidades, estruturar projetos de prevenção de desastres e fortalecer a resiliência urbana diante dos impactos das mudanças do clima.
Capobianco destacou que os municípios desempenham papel central na implementação das políticas climáticas e que o ministério pretende ampliar o diálogo com os gestores locais.
Também foi apresentada a Câmara de Articulação Interfederativa (CAI), instância consultiva vinculada ao Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM). A iniciativa tem como objetivo ampliar a participação de estados, Distrito Federal e municípios na formulação, implementação e avaliação das políticas públicas de mitigação e adaptação às mudanças do clima, fortalecendo o diálogo federativo e incorporando as realidades locais ao processo decisório.
A reunião também foi marcada pela apresentação do programa Cidades Verdes Resilientes. Coordenado pelo MMA, a iniciativa reúne ações voltadas à arborização urbana, soluções baseadas na natureza, gestão de resíduos, economia circular e construção sustentável, apoiando os municípios na redução de vulnerabilidades climáticas e na melhoria da qualidade de vida da população.
O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, apresentou iniciativas em andamento para ampliar a adaptação das cidades brasileiras aos efeitos da mudança do clima, incluindo o Plano Nacional de Arborização Urbana, o Plano Nacional de Resfriamento das Cidades e mecanismos de apoio à elaboração de projetos aptos a acessar linhas de financiamento.
Financiamento e apoio aos municípios
Durante o encontro, também foram apresentados instrumentos financeiros disponíveis para estados e municípios, incluindo recursos do Fundo Clima e do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), além de medidas recentemente adotadas para simplificar o repasse de recursos destinados à prevenção e ao combate aos incêndios florestais.
Uma das iniciativas estabelece regras para transferências mais ágeis de recursos do FNMA a estados e municípios, dispensando a celebração de convênios. A medida, instituída pelo Decreto n° 13.013/2026, busca conferir maior celeridade e efetividade à descentralização dos recursos, fortalecendo a capacidade local de resposta aos incêndios florestais e às demandas relacionadas à proteção animal. Como contrapartida, os entes federativos deverão elaborar seus planos de combate a incêndios no prazo de até 18 meses.
Ao final da reunião, representantes do MMA e da FNP concordaram em fortalecer o diálogo institucional e estabelecer uma agenda permanente de cooperação voltada à implementação de ações de adaptação climática, prevenção de desastres e promoção do desenvolvimento urbano resiliente.
“O federalismo climático e a integração federativa são fundamentais. Precisamos fortalecer essa parceria para capacitar os municípios, melhorar o planejamento e preparar as cidades para enfrentar os desafios da emergência climática”, concluiu Capobianco.
Também participaram da agenda a secretária-executiva do MMA, Anna Flávia Franco; o secretário-executivo adjunto da pasta, Guilherme Checco; o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial, André Lima; e a secretária substituta de Mudança do Clima, Lidiane Melo.
Pela FNP, participaram Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre (RS) e presidente da entidade; Nina Singer, prefeita de São José dos Pinhais (PR); Donatinho, prefeito de Santa Bárbara do Tugúrio (MG); Guilherme Guimarães, prefeito de Montes Claros (MG); Cláudio Ferretti, prefeito de Angra dos Reis (RJ); e Silvio Barros, prefeito de Maringá (PR).
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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