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Ministério da Saúde fortalece pesquisa clínica com novos acordos de cooperação

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O Ministério da Saúde anunciou novas iniciativas para fortalecer a pesquisa clínica no Brasil e ampliar a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de desenvolver tecnologias inovadoras em saúde. A informação foi oficializada durante o evento SUS Inova Brasil – Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, realizada no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (17/04). O evento contou com a presença do ministro da pasta, Alexandre Padilha, autoridades, gestores públicos, instituições científicas e tecnológicas, setor produtivo, representantes de startups, investidores e sociedade civil.

Coordenados pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do ministério, as ações incluem dois acordos de cooperação técnica. O primeiro com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o segundo com a Rede HU Brasil, antiga Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). 

A ideia é ampliar a estrutura nacional para realização de estudos clínicos, fortalecer a formação de profissionais especializados e melhorar a articulação entre pesquisa, regulação e atendimento à população. A expectativa é que as ações contribuam para que o país participe mais de estudos internacionais e desenvolva soluções inovadoras voltadas às necessidades do SUS. 

Integração entre inovação e regulação

O acordo com a Anvisa prioriza a cooperação entre a política pública de inovação em saúde e o sistema de regulação sanitária do país. A iniciativa busca aprimorar o ambiente regulatório, de modo a favorecer o desenvolvimento de pesquisas clínicas no SUS fortalecendo a soberania tecnológica em saúde.

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Do ponto de vista estratégico, a parceria é um instrumento para aumentar a capacidade nacional de conduzir pesquisas de alta qualidade, alinhadas ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS). ​A expectativa é que, em cinco anos, o Brasil tenha uma base robusta e articulada nessa área, facilitando que tratamentos inovadores cheguem para a população. 

Entre as ações previstas, estão a qualificação de centros de pesquisa com base em padrões internacionais, a formação de profissionais na área e o desenvolvimento de ferramentas digitais para monitorar os estudos. O plano de trabalho também inclui a elaboração de diretrizes e estratégias para ampliar a pesquisa clínica em diferentes regiões do Brasil.

Busca-se, ainda, promover a adoção das chamadas Boas Práticas Clínicas (BPC), que são um conjunto de normas éticas e científicas que orientam como os estudos clínicos devem ser planejados, conduzidos, monitorados e registrados.

Hospitais universitários como centros de inovação

Já a segunda iniciativa, desenvolvida em conjunto com a HU Brasil, visa qualificar a rede de hospitais universitários federais como ambientes de inovação, para que sejam polos estratégicos para o desenvolvimento de pesquisas clínicas e inovação em saúde. A colaboração posiciona a rede HU Brasil como eixo operacional da política nacional de pesquisa clínica no SUS.

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O acordo tem vigência inicial de 36 meses e não envolve transferência direta de recursos financeiros. A cooperação está organizada em três grandes eixos:

  • formação e capacitação em pesquisa clínica (incluindo Boas Práticas Clínicas, bioética e regulação);
  • fortalecimento da infraestrutura e dos centros de pesquisa nos hospitais universitários; e
  • desenvolvimento de estudos clínicos estratégicos alinhados às prioridades do SUS.

A ação também prevê a consolidação da Rede Brasileira de Pesquisa Clínica (RBPClin); uso de plataformas digitais para gestão e monitoramento; e a promoção de qualidade, ética e integridade científica.

Importância dos estudos clínicos

A realização de estudos clínicos é um motor essencial para o avanço da medicina moderna, estabelecendo um caminho seguro e ético para a descoberta de novas vacinas e tratamentos de ponta. Pautadas por acompanhamento de comitês de ética e pela participação voluntária consciente, essas pesquisas garantem que a inovação caminhe lado a lado com a proteção e o bem-estar dos participantes.

O fortalecimento do investimento em pesquisa clínica é estratégico para a soberania nacional, pois reduz a dependência de tecnologias estrangeiras e permite a criação de soluções terapêuticas sob medida para as necessidades da população brasileira. Além disso, a iniciativa democratiza o acesso a tratamentos de última geração e fortalece o sistema público de saúde.

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Mercado Livre de Energia: entenda como funciona a migração e as regras para contratação de energia

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O Mercado Livre de Energia é a modalidade em que os consumidores habilitados podem escolher de quem comprar energia elétrica e negociar condições contratuais diretamente com fornecedores, geradores ou comercializadores, ampliando a competitividade. Nesse ambiente, é possível definir aspectos como preço, quantidade de energia contratada, prazo de fornecimento, forma de pagamento e, em alguns casos, a origem da energia adquirida.

Todos os consumidores conectados em média e alta tensão, classificados no Grupo A (tensão igual ou superior a 2,3 kV), já estão aptos a migrar. Se a carga individual do consumidor for menor que 500 kW, a participação exige a intermediação de um agente varejista, que gerencia a compra e assume a representação do consumidor junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esse formato simplifica toda a gestão da comercialização no mercado livre para consumidores com pequenas cargas.

No Brasil, a comercialização ocorre em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR) – A energia é fornecida pelas distribuidoras com condições definidas pela regulação setorial.
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL) – As condições comerciais são negociadas entre compradores e vendedores.

Como funciona a contratação?

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No Mercado Livre de Energia, o fornecimento do serviço da entrega da energia para o consumidor continua utilizando a rede da distribuidora local, que permanece responsável pela entrega e manutenção do serviço de energia elétrica. A diferença está no modelo comercial, o consumidor segue pagando pelo uso da rede de distribuição (fio), mas ganha a liberdade de negociar o preço e as condições da energia diretamente com geradores, comercializadores ou produtores independentes.

Essa modalidade envolve diferentes agentes do setor elétrico:

  • Geradores – Responsáveis pela produção da energia elétrica;
  • Comercializadores – Realizam a compra e venda da energia;
  • Consumidores livres e especiais – Empresas e unidades consumidoras habilitadas a contratar energia no ACL;
  • Distribuidoras – Responsáveis pela operação e manutenção das redes de distribuição; e
  • Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – Entidade responsável pelo registro dos contratos e pela contabilização e liquidação das operações de mercado.

Quando os consumidores de baixa tensão poderão migrar?

A partir do final de 2027 os consumidores atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV), como pequenos estabelecimentos comerciais, propriedades rurais e indústrias de menor porte, hospitais e escolas, poderão exercer o direito de escolha do seu fornecedor de energia, de acordo com o Decreto nº 13.097/2026. Segundo o texto do regulamento, a abertura de mercado ocorrerá nas seguintes datas para esses consumidores: 

  • Em novembro de 2027 – Todos os consumidores industriais e comerciais com qualquer carga e tensão poderão começar a migrar para o mercado livre;
  • Em novembro de 2028 – Para todos os demais consumidores.
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O texto estabelece o prazo mínimo para que esses consumidores comuniquem à distribuidora a escolha de um novo fornecedor de energia elétrica, de acordo com as próprias necessidades, e determina as regras que precisarão ser obedecidas para fazer a migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Isso inclui requisitos para formalizar a opção, representação por agentes varejistas e prestação de informações aos consumidores. O texto também disciplina o chamado Supridor de Última Instância (SUI), que é quem vai garantir a energia elétrica ao consumidor, caso o novo fornecedor dele tenha algum problema.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | (61) 99129-3578 (fins de semana e feriados)
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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