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Ministério da Saúde envia Força Nacional do SUS para reforçar assistência e saúde mental após tornado no Paraná

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Após o tornado que devastou cerca de 80% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu (PR) no dia 7 de novembro, o Ministério da Saúde enviou equipes da Força Nacional do SUS (FN-SUS) para apoiar a reorganização da rede assistencial, fortalecer o cuidado psicossocial e garantir a continuidade dos atendimentos à população. O município, que teve o estado de calamidade pública decretado pelo Governo Federal em 8 de novembro registra seis óbitos, 775 feridos e 39 pessoas desabrigadas.

A Força Nacional do SUS foi disponibilizada para apoiar o município pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda na madrugada do ocorrido, e permanecerá no território por tempo indeterminado até que haja estabilização da situação. Um Posto Avançado de Coordenação foi instalado junto à Secretaria Municipal de Saúde. A prioridade é apoiar a retomada integral dos serviços de atenção primária e monitorar as condições sanitárias e psicossociais da população, especialmente nos assentamentos e áreas rurais afetadas.

Das sete unidades de saúde do município, duas permanecem com funcionamento parcial: a UBS Central, com danos leves a moderados, e a Clínica de Especialidades, que opera de forma restrita em serviços de ginecologia, pediatria, saúde mental e pequenas cirurgias. As UBS Arapongas e Herdeiros seguem em avaliação técnica devido aos danos estruturais severos, enquanto as unidades Centro Novo e Campo do Bugre funcionam como bases de apoio secundário.

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O atendimento de urgência e emergência foi centralizado no município de Laranjeiras do Sul, referência regional, onde foram registrados 835 atendimentos até o dia 9 de novembro, sendo 32 internações e 4 pacientes em UTI, todos estáveis.

Apoio psicossocial e intersetorial

A Força Nacional do SUS atua em parceria com as secretarias municipal e estadual de saúde e com a Defesa Civil, no âmbito da Estratégia Integrada de Apoio Psicossocial e Saúde Mental. As ações incluem acolhimento emocional de profissionais da linha de frente, acompanhamento de famílias afetadas e rodas de conversa em abrigos, escolas e igrejas.

A principal prioridade neste momento é o fortalecimento da saúde mental, diante da alta demanda por acolhimento e acompanhamento psicológico entre a população e os próprios profissionais de saúde. A estratégia da Força Nacional do SUS envolve o envio de psicólogos, psiquiatras, farmacêuticos e gestores técnicos, em articulação com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) regional.

No abrigo de Laranjeiras do Sul, onde estão alojadas 34 pessoas, a equipe multiprofissional garante escuta qualificada e encaminhamentos de maior complexidade, em conjunto com a assistência social. Além disso, seguem ativas as ações interinstitucionais com as companhias de energia e saneamento e com as equipes de engenharia, que trabalham na recuperação da rede elétrica, no saneamento e na avaliação estrutural dos prédios públicos e das unidades de saúde.

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Laís Dornelas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Capobianco debate como acelerar implementação da ação climática em reunião preparatória para a COP31 em Berlim

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O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, participa, nestas terça e quarta-feiras (22 e 23/4), do Diálogo Climático de Petersberg, em Berlim, na Alemanha. O encontro reúne representantes de alto nível de mais de 40 países para debater temas como medidas de redução de emissões de gases de efeito estufa (mitigação), financiamento climático e maneiras de acelerar a implementação dos objetivos do Acordo de Paris. O presidente e a CEO da COP30, André Corrêa do Lago e Ana Toni, também estão presentes.

Em discurso na terça-feira, o ministro afirmou que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) “é um exemplo concreto de que cumprir a meta de 1,5ºC está ao nosso alcance”. De acordo com ele, a redução de 50% do desmatamento na Amazônia e de 32% no Cerrado desde 2022, combinada a bons resultados em outros biomas, evitou a emissão de aproximadamente 800 milhões de toneladas CO₂ equivalente. Este fato, disse, demonstra a escala de impacto positivo que o TFFF pode ter para o atingimento do compromisso central do Acordo de Paris de limitar o aquecimento médio do planeta a 1,5ºC em comparação aos níveis industriais.

O TFFF é um mecanismo inédito liderado pelo Brasil para realizar pagamentos permanentes, em larga escala e baseados em desempenho a países tropicais que conservam suas florestas. Diferentemente de outros mecanismos de financiamento ambiental, o TFFF não se baseia em doações, mas em investimento feito por países, filantropia e empresas em um fundo. Desde que foi lançada na COP30, em novembro, a iniciativa mobilizou US$ 6,7 bilhões por meio de seis países. Já foi endossada, além da União Europeia, por 66 nações, que abrigam cerca de 90% do total das florestas tropicais e subtropicais do mundo. 

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A Alemanha é uma das apoiadoras do TFFF. Nesta semana, por ocasião da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Hanôver, o país europeu publicou declaração conjunta com o Brasil em que reafirma o compromisso, feito na COP30, de aportar EUR 1 bilhão ao mecanismo (leia mais aqui).

O ministro também citou o potencial do Brasil na área de biocombustíveis, que “desempenham um papel significativo na redução de emissões no setor de transportes” e “devem ser considerados como parte de um portfólio mais amplo de soluções, particularmente em setores em que a eletrificação permanece difícil no curto prazo”, destacou.

Capobianco enfatizou ainda que a Presidência da COP30 trabalha na elaboração de propostas de mapas do caminho para superar a dependência dos combustíveis fósseis e para pôr fim do desmatamento, pontos que não foram incluídos na decisão final na conferência de Belém, mas que angariaram o apoio de mais de 80 nações sob a liderança do presidente Lula.

“O clima já está integrado a todos os assuntos importantes que nós debatemos. Quando se fala de energia, estamos inevitavelmente falando de clima. Quando se fala de pobreza, injustiça, financiamento, também estamos falando de clima”, disse Corrêa do Lago, em sessão sobre as expectativas para a COP31. “Sabemos que 1,5 °C está ao nosso alcance e é extremamente importante compreendermos que a ambição não serve apenas para mitigação, mas também para financiamento. Todos nós queremos fazer muito, mas precisamos de recursos para agir”, completou o embaixador. 

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Diálogo Climático de Petersberg

Em sua 17ª edição, o Diálogo Climático de Petersberg é organizado anualmente pelo governo alemão em parceria com a Presidência Designada da COP do ano em questão. A conferência do clima de 2026 será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antália, na Turquia, que copresidirá a COP31 com o governo da Austrália.

O ministro do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor da Alemanha, Carsten Schneider, abriu o Diálogo de Petersberg, seguido de intervenções do presidente designado da COP31 e ministro do Meio Ambiente da Turquia, Murat Kurum; do presidente das negociações da COP31 e ministro do Meio Ambiente da Austrália, Chris Bowen, que participou remotamente; e do secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Simon Stiell. O secretário-geral da ONU, António Guterres, transmitiu mensagem por meio de vídeo gravado para a sessão.

Além das sessões plenárias, há sessões para debater temas relacionados à mitigação, ao financiamento climático e a como o regime climático pode acelerar a implementação. Representantes da COP30 também realizaram reuniões bilaterais e participaram de debates sobre os temas dos três Mapas do Caminho da Presidência da COP30. 

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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