Brasil
Ministério da Saúde apresenta avanços do SUS Digital na 2ª Jornada Mineira de Saúde
O Ministério da Saúde apresentou os progressos do programa SUS Digital durante a 2ª Jornada Mineira de Saúde. Com adesão integral do estado, os 853 municípios mineiros planejaram sua transformação digital, reforçando o compromisso com a modernização do sistema. O encontro, promovido pela Frente Mineira de Prefeitos, em Belo Horizonte, reuniu lideranças municipais para debater os desafios da saúde pública, inovação na gestão e transformação digital no SUS.
No estado, 122 cidades já receberam 216 kits de telessaúde como parte das ações do Novo PAC, distribuídos pelo Ministério da Saúde. Os equipamentos potencializam o atendimento remoto em nove modalidades, ajudando a reduzir filas e facilitando o acesso da população a médicos especialistas em diversas regiões, fortalecendo as ações do Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no SUS.
João Pedro Braga Félix, diretor de Saúde Digital do Ministério da Saúde, destacou que a tecnologia é estratégica para fortalecer a gestão e ampliar o cuidado. Segundo ele, quase todos os municípios mineiros já registraram procedimentos na Rede Brasileira de Telessaúde, evidenciando o impacto direto das ações na ampliação do cuidado e na organização da assistência.
O diretor também citou a expansão dos Núcleos de Telessaúde em Guaxupé, Mariana, Montes Claros e no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, contando com aporte federal para consolidar a rede no estado.
Foram apresentados, ainda, o Índice de Maturidade em Saúde Digital (INMSD) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) como plataforma oficial do Ministério da Saúde que integra sistemas público e privados.
A jornada marcou também o lançamento da pesquisa “Avaliação de Políticas de Saúde nos Municípios de Minas Gerais”, conduzida pelo Instituto DataTempo.
Israel do Vale
Emanoel Cardoso
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México
Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.
A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.
“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.
O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.
Como funciona o SasiSUS
Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.
A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.
Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.
Rayane Bueno
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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