Política Nacional
Ministério da Fazenda aponta cooperação entre órgãos como chave contra lavagem de dinheiro em fintechs
A subsecretária de fiscalização do Ministério da Fazenda, Andreia Costa Chaves, reforçou nesta terça-feira (12) a importância da cooperação entre órgãos públicos para desarticular o uso de fintechs pelo crime organizado. O tema foi debatido pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.
“Cito a Operação Carbono Oculto como exemplo de sucesso dessa cooperação: os mandados de busca e apreensão dependem dos órgãos de persecução penal, mas a Receita foi extremamente importante pelo volume de informações e expertise em cruzar dados para fins tributários”, explicou a subsecretária.
Demora nos alertas
Segundo o delegado-chefe da Polícia Civil do Distrito Federal, Paulo Pereira, a demora das instituições financeiras em enviar alertas dificulta as investigações. Ele cobrou mais agilidade nos avisos sobre movimentações suspeitas.
“É vital que as fintechs, legalizadas ou em processo de legalização, padronizem e enviem esses alertas ao Banco Central o mais rápido possível. Quando a polícia consegue as ordens judiciais necessárias, muitas vezes as contas já foram zeradas e as empresas desconstituídas”, relatou o delegado.
‘Contas bolsão’ e regulação
Para o chefe de supervisão do Banco Central, Álvaro Freitas Júnior, o rápido crescimento do mercado de contas digitais acabou atraindo a atenção de criminosos em busca de brechas.
“Identificamos fragilidades, como o uso de ‘contas bolsão’ ou ‘contas ônibus’, em que instituições sem autorização movimentavam recursos, ocultando a verdadeira identidade dos donos por meio de contas em outras instituições”, afirmou Freitas Júnior.
As “contas bolsão” reúnem recursos de vários clientes sob um único CNPJ da plataforma financeira. Com isso, o sistema bancário pode deixar de identificar quem realiza cada transação.
Para evitar que essa falta de rastreamento facilite a lavagem de dinheiro, o Banco Central agora exige autorização oficial e fiscaliza de perto o dia a dia de todas as fintechs que oferecem o Pix.
Omissão estatal x fake news
O avanço das facções sobre o sistema financeiro foi alvo de divergência entre deputados.
O deputado Osmar Terra (PL-RS) apontou omissão estatal. “O crime organizado já controla 25% do território nacional. Esse crime organizado não pode continuar crescendo como um tumor, como um câncer, e, se cresce, é porque tem cumplicidade do Estado”, criticou.
Já o deputado Pedro Campos (PSB-PE) lembrou que alas do próprio Congresso dificultaram a aprovação de regras mais rígidas para as fintechs, espalhando boatos sobre uma “taxação do Pix”. “A fiscalização, que era exatamente para coibir esses crimes cometidos por organizações criminosas, acabou caindo por conta de mentiras e da politização de um assunto seríssimo”, rebateu.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Rachel Librelon
Fonte: Câmara dos Deputados
Política Nacional
Comissão promove nesta quarta-feira dois debates sobre redução da jornada de trabalho
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados sobre o Fim da Escala 6×1 realiza, nesta quarta-feira (13), duas audiências públicas para discutir temas relacionados à Proposta de Emenda à Constituição 221/19, que trata da redução da jornada de trabalho.
Às 10 horas, a comissão discute os impactos de uma jornada menor sobre a vida das mulheres e sobre os pequenos negócios. O plenário do debate ainda será definido.
Às 14 horas, o colegiado debate aspectos sociais e a importância do diálogo social para a redução da jornada de trabalho no Brasil. Entre os convidados está o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.
O debate será no plenário 2.
Mulheres
O foco do primeiro debate será a forma como a escala 6×1 afeta as mulheres. Os deputados querem avaliar, entre outros pontos, os efeitos da jornada de trabalho sobre as trabalhadoras, especialmente nos setores de comércio, serviços e trabalho doméstico.
Também serão discutidos questionamentos sobre os impactos da redução da jornada sem corte proporcional de salários, como o aumento de custos, a informalidade e os efeitos sobre micro e pequenas empresas.
Diálogo Social
Os parlamentares que pediram o debate da tarde querem discutir a importância de garantir a redução da jornada e o fim da escala 6×1 por meio de uma mudança constitucional, e não apenas por acordos coletivos ou individuais.
Os deputados e deputadas querem ouvir Guilherme Boulos sobre os impactos sociais e econômicos da proposta.
Também pretendem discutir com os convidados os impactos sociais no mundo do trabalho e as condições para implementar a redução da jornada sem diminuição salarial.
Outro ponto a ser debatido são os efeitos da escala 6×1 sobre a saúde, a vida familiar, o cuidado e o desenvolvimento econômico.
Da Redação – RL
Fonte: Câmara dos Deputados
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