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Minas Gerais anuncia suspensão da cobrança de ICMS para a pecuária

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O governo de Minas Gerais anunciou uma medida emergencial para ajudar os produtores de gado bovino atingidos pela seca no estado. Por um período de 90 dias, a cobrança do ICMS referente à movimentação desses animais em municípios impactados pela estiagem será suspensa.

Essa ação visa beneficiar cerca de 326 mil produtores mineiros, especialmente nas regiões Noroeste, Norte, Vales do Jequitinhonha e Mucuri, afetados pelo período prolongado de falta de chuvas. A suspensão da cobrança do ICMS se aplicará para a movimentação do gado dentro dessas áreas, bem como para transporte para outras localidades, como Bahia ou Espírito Santo, desde que sejam cumpridos os seguintes critérios:

  • Residir em municípios atendidos pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) e que tenham decretado situação de emergência devido à seca.
  • Garantir o retorno do rebanho a Minas Gerais dentro de 180 dias.

Essa ação foi viabilizada após aprovação de alterações junto à Comissão Técnica Permanente do ICMS (Cotepe) nesta quarta-feira (27.12). Essas modificações na cobrança de impostos estaduais exigem a autorização do órgão ligado ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

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Além da suspensão temporária do ICMS, o governo mineiro conseguiu também a prorrogação automática, por mais um ano, do pagamento das dívidas dos produtores mineiros com o Banco do Brasil, limitado a R$ 200 mil, em municípios que decretaram situação de emergência pela seca. Essa iniciativa já está em vigor e dispensa a apresentação de laudos comprobatórios.

Adicionalmente, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG) está trabalhando em colaboração com instituições financeiras para criar uma linha de crédito específica voltada para os produtores afetados pela seca. Essa linha de crédito visa dar suporte à agricultura familiar, possibilitando a compra de ração, alimentos e a recuperação das áreas de plantio e pastagens.

Fonte: Pensar Agro

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Integração entre Brasil e Estados Unidos no agro amplia oportunidades de negócios globais

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Integração no agro cria novas oportunidades entre Brasil e Estados Unidos

A agricultura mundial é fortemente influenciada por dois grandes protagonistas: Brasil e Estados Unidos. Mesmo atuando como concorrentes em diversas commodities, os dois países apresentam potencial para ampliar oportunidades por meio da integração, baseada na troca de conhecimento, tecnologia e estratégias de mercado.

Enquanto o modelo norte-americano se destaca pela alta tecnologia, eficiência operacional e liderança na produção de grãos, o Brasil consolida sua posição como um dos maiores produtores globais de alimentos, impulsionado pela diversidade produtiva, inovação no campo e capacidade de realizar até três safras anuais.

Troca de conhecimento fortalece competitividade global

Apesar da concorrência direta, Brasil e Estados Unidos compartilham desafios e oportunidades que vão além da disputa por mercado. A aproximação entre os dois sistemas agrícolas abre espaço para adoção de boas práticas, inovação e geração de valor.

Esse cenário é especialmente relevante para empresas e agroindústrias brasileiras que buscam ampliar sua presença no mercado internacional e aumentar sua competitividade global.

Adaptação cultural é essencial para atuar no mercado americano

Segundo especialistas do setor, entender as particularidades do mercado norte-americano é fundamental para quem deseja expandir operações. A diversidade cultural dos Estados Unidos também se reflete no ambiente de negócios, exigindo adaptação por parte das empresas estrangeiras.

Cada estado apresenta características próprias, tanto no perfil produtivo quanto na forma de relacionamento comercial. Em algumas regiões, especialmente no Sul, as relações tendem a ser mais reservadas no início, evoluindo gradualmente conforme a confiança é construída.

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Pesquisa de mercado é passo estratégico para entrada nos EUA

A realização de uma pesquisa de mercado detalhada é considerada essencial para empresas interessadas em atuar nos Estados Unidos. Compreender as especificidades regionais, demandas locais e perfis produtivos pode reduzir significativamente as barreiras de entrada.

Também é fundamental alinhar produtos e soluções às características de cada região. Tecnologias voltadas para culturas como soja e milho, por exemplo, podem não ter aderência em estados onde essas lavouras não são predominantes.

Por outro lado, regiões com forte presença de fruticultura e cultivos específicos oferecem oportunidades mais adequadas para determinados segmentos.

Inteligência de mercado e presença local fazem a diferença

O uso de informações disponíveis online é uma ferramenta importante na fase inicial de prospecção. Analisar estoques de revendas, tipos de maquinários utilizados e características operacionais pode tornar a abordagem comercial mais eficiente.

Além disso, contar com uma base ou parceiro local nos Estados Unidos representa um diferencial competitivo relevante. O mercado norte-americano valoriza a disponibilidade de peças, assistência técnica e suporte, fatores decisivos para o fechamento de negócios.

Comunicação e logística estão entre os principais desafios

Entre os desafios enfrentados por empresas brasileiras, a comunicação se destaca. O domínio do idioma inglês é essencial para fortalecer relações comerciais e facilitar negociações.

As exigências logísticas e regulatórias também demandam atenção. No entanto, a presença de empresas especializadas que oferecem suporte completo — desde transporte até desembaraço aduaneiro — contribui para simplificar o processo de internacionalização.

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Mercado de reposição surge como porta de entrada

O segmento de componentes para reposição (aftermarket) é apontado como uma das principais portas de entrada para empresas brasileiras no mercado norte-americano. Esse caminho tende a ser mais acessível em comparação à comercialização de máquinas e equipamentos completos.

Regiões com maior potencial para novos negócios

Entre as regiões mais promissoras para expansão inicial estão os estados do Sul dos Estados Unidos, como Geórgia, Alabama, Mississippi, Flórida, Carolinas, Oklahoma e Arkansas, que apresentam maior abertura para novos fornecedores.

A costa Oeste e parte do Noroeste, incluindo estados como Califórnia, Washington, Oregon e Idaho, também demonstram receptividade, especialmente em segmentos específicos.

O Texas é outro destaque, considerado um mercado relevante e com boas perspectivas de crescimento.

Corn Belt exige maior maturidade das empresas

Por outro lado, o Corn Belt — principal região produtora de grãos dos Estados Unidos — apresenta maior nível de competitividade e barreiras de entrada mais elevadas.

Trata-se de um mercado consolidado, altamente disputado e mais indicado para empresas que já possuem operações estruturadas e experiência internacional.

Perspectivas para internacionalização no agro

A integração entre Brasil e Estados Unidos no agronegócio tende a continuar evoluindo, impulsionada pela necessidade de inovação, eficiência e expansão de mercados.

Para empresas brasileiras, o sucesso nesse processo dependerá de planejamento estratégico, adaptação cultural, inteligência de mercado e capacidade de oferecer soluções alinhadas às demandas locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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