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Mercados Globais em Queda: Temores com Inteligência Artificial e Dados dos EUA Pressionam Bolsas na Ásia e Europa

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Ásia: Quedas Generalizadas com Setor de Novas Energias em Destaque

As bolsas da Ásia-Pacífico fecharam a terça-feira (18/11/2025) no campo negativo, refletindo a aversão ao risco global. A expectativa pela divulgação de indicadores econômicos importantes dos Estados Unidos, atrasados devido à recente paralisação do governo americano, elevou a cautela entre os investidores.

O mercado na China e em Hong Kong foi particularmente afetado pela queda das ações de empresas de novas energias, com o principal subíndice do setor recuando 3,19% e outro subíndice setorial desvalorizando 3,56%.

  • China Continental: O índice de Xangai (SSEC) teve queda de 0,81%, fechando a 3.939 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,65%, a 4.568 pontos.
  • Hong Kong: O índice Hang Seng caiu 1,72%, encerrando a 25.930 pontos.
  • Tóquio: O índice Nikkei registrou uma forte queda de 3,22%, fechando a 48.702 pontos.
  • Outros Mercados Asiáticos: O KOSPI (Seul) teve desvalorização de 3,32% (3.953 pontos), o TAIEX (Taiwan) perdeu 2,52% (26.756 pontos) e o S&P/ASX 200 (Sydney) recuou 1,94% (8.469 pontos). Em Cingapura, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,80%, fechando a 4.507 pontos.
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Europa e EUA: Risco de “Bolha” em IA e Taxas de Juros Elevadas

A aversão ao risco também pressionou os mercados na Europa, que operam em baixa, e os futuros dos índices dos Estados Unidos, que sinalizam uma abertura em queda, seguindo o movimento do dia anterior. A principal preocupação reside na avaliação da sustentabilidade do entusiasmo com a Inteligência Artificial (IA) e nas perspectivas de política monetária do Federal Reserve (Fed).

O temor de uma possível supervalorização das empresas de tecnologia, somado à baixa probabilidade de um corte rápido nos juros pelo Fed, alimenta o debate sobre uma possível “bolha” no setor de IA, arrastando o sentimento global. A expectativa pelo balanço da Nvidia e a conferência de desenvolvedores da Microsoft (com foco em IA) também mantêm os investidores em compasso de espera.

  • Futuros dos EUA: Por volta das 9h52 (horário de Brasília) do dia anterior, os futuros do Dow Jones caíam -1,18%, os do S&P 500, 0,52%, e os do Nasdaq 100, 0,83%. O movimento de baixa sinaliza cautela para a abertura do mercado.
  • Europa: O índice pan-europeu STOXX 600 caiu cerca de 1,3%. Os principais mercados da região acompanharam o movimento: tanto o DAX (Alemanha) quanto o CAC 40 (França) recuaram cerca de 1,3%.
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Foco nos Dados dos EUA

A atenção dos mercados se volta para a agenda econômica dos EUA, especialmente com o fim da paralisação governamental. O acúmulo de dados atrasados começará a ser resolvido esta semana. A divulgação do importante relatório sobre os empregos não agrícolas de setembro, prevista para quinta-feira, será um indicador chave para avaliar o cronograma do Federal Reserve para a flexibilização da política monetária e o impacto nas condições financeiras globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE

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O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.

A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.

Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.

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O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.

Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.

Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.

O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.

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Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.

Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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