Agro
Mercados Globais e Ibovespa Recuam com Expectativas Sobre Relatório de Emprego nos EUA
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, opera em leve queda nesta terça-feira (11), acompanhando o movimento de cautela nos mercados globais. Investidores ajustam posições antes da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos referente a janeiro, considerado determinante para o rumo dos juros americanos.
De acordo com dados mais recentes, o Ibovespa oscila próximo dos 186 mil pontos, refletindo o comportamento misto dos mercados internacionais e a volatilidade local.
Bolsas Internacionais Apresentam Desempenho Misto
Nos Estados Unidos, os principais índices registram movimentos divergentes: o Dow Jones avança cerca de 0,10%, enquanto o S&P 500 e a Nasdaq operam em queda, pressionados pelo desempenho negativo das ações de tecnologia.
Na Europa, os mercados também apresentam pouca variação. O índice STOXX 600 recua levemente, com o DAX (Alemanha) e o CAC 40 (França) em baixa, enquanto o FTSE 100 (Reino Unido) apresenta pequena alta.
Na Ásia, os pregões mostraram estabilidade, com o Nikkei (Japão) e o Hang Seng (Hong Kong) registrando altas moderadas, impulsionadas por ganhos no setor metalúrgico e políticas de estímulo econômico anunciadas pela China.
Mercado Chinês Mantém Estabilidade com Apoio do Banco Central
As bolsas chinesas encerraram a sessão com desempenho praticamente estável. O índice de Xangai subiu 0,09%, enquanto o CSI300 caiu 0,22%. Em Hong Kong, o Hang Seng registrou alta de 0,31%.
A melhora no setor de metais não ferrosos, que avançou cerca de 2,5%, compensou as perdas das empresas de semicondutores. O Banco Central da China prometeu intensificar o apoio financeiro para estimular a demanda interna, em meio à desaceleração do consumo e preocupações com o excesso de capacidade industrial.
Expectativas se Voltam ao Relatório de Emprego dos EUA
O mercado internacional aguarda a divulgação do relatório de emprego (Payroll) dos Estados Unidos, que havia sido adiado por conta da paralisação parcial do governo americano.
As projeções apontam para a criação de aproximadamente 70 mil vagas e uma taxa de desemprego de 4,4%, o que pode influenciar diretamente a decisão do Federal Reserve sobre eventuais cortes nas taxas de juros nos próximos meses.
Setores Tradicionais Ganham Espaço Frente à Tecnologia
Com as recentes oscilações, investidores têm redirecionado recursos para setores tradicionais, como energia e indústria, enquanto ações de tecnologia sofrem correções após altas expressivas nos últimos meses.
Analistas destacam que o movimento reflete a busca por maior estabilidade e proteção contra volatilidade, especialmente diante das incertezas sobre o impacto da inteligência artificial e o ritmo de crescimento global.
Perspectivas: Volatilidade Deve Continuar no Curto Prazo
Os mercados globais devem manter o tom de cautela nas próximas sessões, com atenção redobrada aos dados econômicos americanos e às políticas monetárias adotadas por bancos centrais.
Enquanto isso, o desempenho das bolsas tende a seguir volátil e setorialmente desigual, com destaque para as movimentações de commodities, tecnologia e energia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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