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Mercado do milho sofre pressão no Brasil e em Chicago com avanço da safra, dólar fraco e clima favorável nos EUA

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O mercado do milho opera em queda no Brasil e no exterior neste início de maio, pressionado pelo avanço da safra brasileira, recuo do dólar e condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos. O cenário aumenta a cautela entre compradores e vendedores, reduz a liquidez no mercado físico e amplia a pressão sobre as cotações do cereal.

Segundo análise da TF Agroeconômica, a combinação entre maior oferta interna, enfraquecimento cambial e desaceleração das exportações brasileiras limita a recuperação dos preços no país. Ao mesmo tempo, a Bolsa de Chicago (CBOT) registrou forte baixa nas cotações do milho, acompanhando o avanço do plantio norte-americano e a queda do petróleo no mercado internacional.

Dólar mais baixo reduz competitividade do milho brasileiro

No mercado interno, um dos principais fatores de pressão é o comportamento do câmbio. Com o dólar em níveis mais baixos frente ao real, as exportações brasileiras perderam competitividade, aumentando a disponibilidade de milho no mercado doméstico.

De acordo com a TF Agroeconômica, esse cenário diminui o interesse exportador e dificulta uma reação mais consistente nos preços físicos do cereal.

Além disso, a proximidade da entrada mais intensa da segunda safra mantém compradores cautelosos, já que o mercado espera um aumento significativo da oferta nas próximas semanas.

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Mercado físico trava negociações em importantes regiões produtoras

A comercialização do milho segue lenta em diversas praças brasileiras. A diferença entre os preços pedidos pelos produtores e os valores ofertados pelas indústrias continua dificultando o fechamento de negócios.

Nos estados do Sul do Brasil, as cotações permanecem pressionadas pela maior disponibilidade do cereal e pela demanda considerada moderada. Já no Centro-Oeste, o bom desenvolvimento da safrinha amplia as expectativas de produção robusta em 2026.

O cenário de baixa liquidez reforça a postura defensiva dos agentes do mercado, que aguardam definições sobre o comportamento da oferta e da demanda nos próximos meses.

Chicago fecha em forte baixa com clima favorável nos EUA

No mercado internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago encerrou o pregão em queda para os contratos futuros do milho.

O avanço do plantio nos Estados Unidos e as condições climáticas favoráveis no cinturão produtor americano pressionaram as cotações. Além disso, expectativas de avanço em negociações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã impactaram negativamente o petróleo, fator que também pesou sobre os preços do cereal.

Os contratos de milho para julho fecharam cotados a US$ 4,68 1/2 por bushel, com recuo de 11,50 centavos, queda de 2,39%. Já os contratos para setembro encerraram a sessão a US$ 4,75 por bushel, baixa de 10,50 centavos ou 2,16%.

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Etanol de milho limita perdas no mercado internacional

Apesar da pressão negativa, a demanda da indústria de etanol de milho nos Estados Unidos ajudou a limitar perdas mais acentuadas em Chicago.

Dados da Administração de Informação de Energia (AIE) mostraram que a produção norte-americana de etanol avançou 0,79% na semana encerrada em 1º de maio, alcançando 1,017 milhão de barris diários.

Os estoques de etanol passaram de 25,9 milhões para 26 milhões de barris no período. Já as exportações recuaram 18,23%, passando de 170 mil para 139 mil barris semanais.

Mercado do milho segue atento ao clima e às exportações

O mercado global continua monitorando o desenvolvimento climático nos Estados Unidos e o avanço da segunda safra brasileira, fatores considerados decisivos para o comportamento dos preços ao longo do segundo semestre.

No Brasil, a expectativa de safra elevada mantém o viés de pressão no curto prazo. Entretanto, possíveis mudanças climáticas, oscilações cambiais e o comportamento da demanda internacional ainda podem alterar o rumo das cotações nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Suco de laranja enfrenta novo desafio global: produção cai e demanda segue em retração na safra 2026/27

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O mercado global de suco de laranja deverá enfrentar mais uma temporada desafiadora em 2026/27. Após a recuperação observada na safra anterior, a produção mundial volta a perder força, enquanto o consumo segue em trajetória de queda, ampliando as preocupações de produtores, indústrias e exportadores.

De acordo com relatório divulgado pela Rabobank, a oferta global de suco de laranja industrializado deverá recuar cerca de 13% na próxima safra, principalmente em função da redução da produção brasileira, impactada pelo avanço do greening, condições climáticas adversas e aumento dos custos de produção. Ao mesmo tempo, a demanda mundial continua enfraquecida, cenário que deve resultar em estoques elevados e dificuldades para uma recuperação consistente dos preços internacionais.

Safra brasileira deve recuar quase 13%

O Brasil, maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, deverá registrar uma safra significativamente menor em 2026/27.

A estimativa da Fundecitrus aponta produção de 255,2 milhões de caixas de 40,8 quilos no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro. O volume representa uma redução de 12,9% em relação à safra anterior, que alcançou 292,9 milhões de caixas.

O principal fator por trás da retração é o avanço contínuo do greening, considerado atualmente a maior ameaça fitossanitária da citricultura brasileira. Além disso, o clima mais quente e seco vem reduzindo o potencial produtivo dos pomares.

Mesmo com um aumento de 1% no número de árvores produtivas, os rendimentos devem cair de forma expressiva. A projeção indica redução de 17% na quantidade média de frutos por planta, refletindo diretamente na produtividade dos pomares.

Greening provoca perdas bilionárias no campo

O greening continua avançando no cinturão citrícola brasileiro e aumentando os prejuízos aos produtores.

Segundo os dados do relatório, a incidência da doença atingiu 47,6% das árvores em 2025, contra 38% em 2023. A severidade da doença também segue crescendo e deve avançar novamente em 2026.

As perdas associadas ao greening são estimadas em quase 50 milhões de caixas na safra 2026/27, gerando impacto econômico próximo de R$ 1,5 bilhão para os citricultores.

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Além da queda na produção, a doença eleva os custos operacionais devido à necessidade de monitoramento constante, controle intensivo do psilídeo e eliminação de plantas contaminadas.

O cenário se torna ainda mais complexo diante do aumento dos custos com fertilizantes, defensivos agrícolas e mão de obra, comprimindo as margens dos produtores.

Mudanças climáticas reduzem tamanho dos frutos

Outro fator que vem afetando a produtividade dos pomares brasileiros é a alteração no comportamento climático.

Temperaturas mais elevadas e períodos de estiagem durante fases críticas do desenvolvimento das plantas têm reduzido a participação da primeira florada, tradicionalmente responsável pelos frutos maiores e de melhor rendimento industrial.

Com isso, cresce a dependência de segunda, terceira e até quarta floradas, que produzem frutos menores e mais leves. O resultado é uma necessidade maior de frutas para completar cada caixa colhida e uma menor eficiência industrial na produção de suco.

Produção mundial também perde força

A redução da safra não é exclusividade do Brasil.

A Rabobank projeta que a oferta global de suco de laranja industrializado cairá de 1,34 milhão para aproximadamente 1,16 milhão de toneladas em 2026/27.

Outros importantes fornecedores internacionais também enfrentam dificuldades produtivas. México, Flórida e União Europeia deverão registrar quedas relevantes na produção, contribuindo para a retração da oferta mundial.

Mesmo assim, a menor disponibilidade de produto não será suficiente para impulsionar os preços de forma significativa.

Consumo global continua em queda

Enquanto a oferta diminui, o mercado enfrenta outro desafio: a retração do consumo.

Segundo o estudo, os preços internacionais do suco concentrado congelado de laranja (FCOJ) recuaram cerca de 60% desde os picos registrados em 2024. Apesar disso, os preços ao consumidor permanecem próximos dos níveis recordes observados nos principais mercados, especialmente Estados Unidos e Europa.

Esse descompasso entre os preços internacionais e os valores praticados no varejo vem reduzindo o volume de compras por parte dos consumidores.

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A projeção da Rabobank é de nova retração de 3% na demanda global durante a safra 2026/27. Caso a estimativa se confirme, o consumo mundial terá acumulado queda de aproximadamente 40% nos últimos dez anos.

A inflação dos alimentos, os elevados custos de energia e a busca dos consumidores por alternativas mais acessíveis continuam limitando a recuperação do mercado.

Estoques elevados devem pressionar preços

Mesmo com a redução da produção, a demanda mais fraca deverá permitir novo aumento dos estoques globais de suco de laranja.

As projeções indicam que os estoques finais poderão alcançar cerca de 490 mil toneladas em equivalente FCOJ ao final da safra 2026/27, o maior nível dos últimos sete anos.

Esse cenário dificulta uma recuperação sustentável dos preços internacionais e aumenta a pressão sobre toda a cadeia produtiva.

Em São Paulo, os preços da laranja já refletem esse ambiente de mercado. As negociações no mercado spot estão abaixo de R$ 30 por caixa, patamar muito distante dos valores superiores a R$ 100 registrados durante 2024.

Para muitos produtores, os preços atuais já operam abaixo dos custos de produção.

Perspectiva preocupa citricultores e indústria

A combinação entre produção menor, consumo em retração e estoques elevados desenha um cenário de margens apertadas para a citricultura mundial.

Segundo a Rabobank, caso os preços permaneçam deprimidos por um período prolongado, poderá haver desaceleração nos investimentos, adiamento de projetos de expansão e até redução de áreas cultivadas em algumas regiões produtoras.

Além disso, a menor rentabilidade pode comprometer os investimentos necessários para o controle do greening, ampliando os riscos para a sustentabilidade da produção brasileira no longo prazo.

Diante desse contexto, a safra 2026/27 deverá ser marcada por desafios significativos para produtores, indústrias processadoras e exportadores, exigindo eficiência operacional, gestão de custos e avanços no combate às principais ameaças fitossanitárias da citricultura nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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