Agro
Brasil deve registrar recorde de entregas de fertilizantes em 2025, apesar da alta nos custos
Custos de produção sobem com fertilizantes mais caros
Com a aproximação da safra de soja, que começa em setembro, produtores rurais enfrentam um aumento estimado de 10% nos custos em comparação à temporada anterior. O principal fator de alta são os fertilizantes, especialmente o fósforo e o cloreto de potássio (KCl).
A baixa oferta global de MAP tem impulsionado os preços, levando produtores a recorrerem a alternativas como Super Simples (SSP) e Super Triplo (TSP), que também registraram aumentos. De acordo com o RaboResearch, a expectativa é de alta de 18% no MAP, 6% no SSP e 23% no TSP. Já o KCl deve encarecer cerca de 13%.
Ureia em alta impacta milho safrinha
A ureia, insumo essencial para o milho safrinha, também apresenta preços elevados. O movimento de alta foi intensificado após tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã e se mantém sustentado pela forte demanda de grandes mercados como Brasil e Índia.
Entre janeiro e julho, o Brasil importou 3 milhões de toneladas de ureia, volume 16% abaixo da média dos últimos cinco anos. No entanto, como o período de maior importação ocorre entre julho e novembro, ainda há espaço para recuperação.
Entregas e importações em ritmo recorde
Apesar dos custos elevados, a demanda segue firme. Dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) apontam que, entre janeiro e maio de 2025, foram entregues 15,8 milhões de toneladas de fertilizantes, o maior volume já registrado para o período, 12% acima da média histórica.
No mesmo ritmo, as importações também bateram recorde: de janeiro a julho, o Brasil comprou 24 milhões de toneladas, cerca de 16% acima da média dos últimos cinco anos. Com isso, a expectativa é de que 2025 registre novo recorde anual de entregas.
Geopolítica segue como risco para o mercado
O cenário internacional ainda exige cautela. Possíveis sanções secundárias a países que mantêm comércio com a Rússia podem trazer riscos ao Brasil nos próximos meses, caso sejam implementadas.
Essas incertezas, somadas à valorização dos insumos, reforçam a necessidade de planejamento estratégico por parte dos produtores para equilibrar custos e garantir a competitividade da safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
China disponibiliza procedimentos para exportação de polpas e frutas congeladas brasileiras
A Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) disponibilizou o modelo de certificado sanitário aplicável às exportações brasileiras de polpas e frutas congeladas em seu sistema. Com isso, os estabelecimentos interessados já podem realizar o registro no sistema China Import Food Enterprise Registration (CIFER), etapa necessária para a habilitação das exportações ao mercado chinês.
O procedimento aplica-se às polpas e frutas congeladas produzidas a partir de espécies já reconhecidas como alimento pelas autoridades chinesas. Entre os produtos abrangidos estão açaí, manga, goiaba, abacaxi, maracujá e outras frutas admitidas para consumo humano na China. Frutas ainda não reconhecidas permanecem sujeitas aos procedimentos regulatórios específicos previstos na legislação chinesa para novos alimentos.
O registro no sistema CIFER deve ser realizado diretamente pelo estabelecimento exportador, responsável pelo envio da documentação exigida. Após a aprovação da GACC, será atribuído um número de registro ao estabelecimento, requisito para a exportação. As remessas deverão estar acompanhadas do certificado sanitário oficial acordado entre os dois países.
Orientações aos exportadores
Antes de iniciar o processo de registro, os estabelecimentos interessados devem consultar os procedimentos e requisitos estabelecidos pelas autoridades chinesas.
- Consulta sobre frutas reconhecidas como alimento na China: https://zwfw.nhc.gov.cn/kzx/tzgg/xspylsp_225/
- Sistema CIFER para registro dos estabele cimentos: https://cifer.singlewindow.cn
- Consulta pública de estabelecimentos registrados: https://ciferquery.singlewindow.cn
Após a aprovação do registro pela GACC e a emissão do certificado oficial pela autoridade competente brasileira, as exportações poderão ser realizadas em conformidade com os procedimentos sanitários e aduaneiros aplicáveis.
Informações à imprensa
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