Connect with us


Agro

Mercado do feijão desacelera com seletividade na qualidade e baixa liquidez no fim do ano

Publicado em

Feijão carioca encerra a semana com mercado parado e pouca liquidez

O mercado do feijão carioca encerrou a semana em forte desaceleração, com baixa liquidez, preços estáveis e ausência quase total de compradores expressivos. A aproximação do recesso de fim de ano reforçou o ritmo lento das últimas semanas, deixando a Bolsa sem referência efetiva e com negociações limitadas a casos pontuais após o pregão.

Segundo o analista Evandro Oliveira, da Safras & Mercado, o ambiente de comercialização segue travado pela falta de compradores ativos e pela dificuldade de alinhamento entre as pedidas dos produtores e o poder de compra do atacado.

Apesar da demanda pontual em estados como Goiás e Minas Gerais, as ofertas entre R$ 200 e R$ 210 por saca porta não encontram espaço na capacidade de pagamento do varejo e do atacado, pressionados pelos custos logísticos e operacionais. O resultado é um impasse que interrompe negociações e impede a formação de um padrão de mercado consistente.

Seletividade aumenta e apenas feijão carioca extra mantém referência

Na Bolsa, o feijão carioca extra segue como a única categoria com disponibilidade física, mas o escoamento é lento e altamente seletivo. Lotes isolados têm sido negociados entre R$ 255 por saca (nota 9,5) e R$ 235 por saca (nota 8,5), evidenciando que os compradores priorizam produtos de qualidade superior.

Leia mais:  Exportações do setor de árvores cultivadas somam US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026 apesar de cenário global adverso

De acordo com Oliveira, o mercado depende fortemente da oferta do Sudoeste paulista, enquanto aguarda o início das colheitas em Minas Gerais e Paraná, previstas para janeiro.

“A estabilidade nos preços das melhores notas reforça o cenário de seletividade e a falta de dinamismo do mercado”, destaca o analista.

Excesso de estoques e chegada da nova safra pressionam o feijão preto

O mercado do feijão preto também permanece travado, com demanda fraca e negociações quase inexistentes. O varejo enfrenta estoques elevados, dificuldade de giro e impossibilidade de repassar preços, o que limita a demanda da indústria e do atacado.

A desaceleração típica do final do ano leva os agentes a uma postura mais cautelosa, enquanto a proximidade da colheita no Sul do país — prevista para início de janeiro — adiciona pressão adicional sobre os preços, já em níveis baixos.

Condições climáticas no Sul agravam a situação do feijão preto

No Rio Grande do Sul, o clima adverso tem agravado o cenário. O estresse hídrico, aliado a ondas de calor e abortamento de flores, prejudica a formação das vagens e compromete a produtividade. O plantio avança de forma irregular, com apenas 60% da área semeada e grande variação nas fases de desenvolvimento das lavouras.

Leia mais:  Plantio de milho avança no Brasil e safra de inverno se aproxima do fim com atenção a clima e pragas

As referências de preço seguem apenas nominais: o FOB Paraná gira em torno de R$ 132 por saca, sem registro de negócios concretos. No Rio Grande do Sul, as cotações ficam entre R$ 115 e R$ 125 por saca, com grãos de qualidade inferior sendo negociados por menos de R$ 100.

“O corte expressivo de área é o único fator que oferece suporte estrutural ao mercado, impedindo quedas mais acentuadas, mas ainda sem força para reverter o viés de baixa no curto prazo”, conclui Oliveira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Outlook Agro Brasil será realizado em Brasília na quinta-feira (30)

Published

on

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), realiza, na próxima quinta-feira (30), em Brasília (DF), a primeira edição do Outlook Agro Brasil.

O evento reunirá especialistas nacionais e internacionais para apresentações técnicas e debates sobre perspectivas para a safra 2026/27, abordando temas como cenário econômico, comércio internacional, previsões meteorológicas, gestão de riscos climáticos, mercado de fertilizantes e tendências do consumo de alimentos. A programação também prevê painéis com representantes de entidades do setor agropecuário.

A abertura contará com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa; do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller; e da presidente executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Regina Zanella.

>> Confira a programação aqui.

SERVIÇO:

Outlook Agro Brasil 2026

Data: 30 de julho de 2026 (quinta-feira)
Horário: 9h30
Local: Sede da ApexBrasil – SGAS 903, Lote 80, Asa Sul, Brasília (DF)
Credenciamento de Imprensa: Até 20h do dia 29 de julho de 2026, quarta-feira –  https://forms.gle/3cRRbuBNQoqxPM7W9

Leia mais:  Exportações do agro paulista à China crescem 16,7% e somam US$ 6,8 bilhões em 2025

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262