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Mercado do boi gordo inicia dezembro com alta no Tocantins, enquanto preços das fêmeas permanecem estáveis

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Boi gordo avança e fêmeas mantêm estabilidade no início de dezembro

O mês de dezembro começou com valorização no preço do boi gordo e estabilidade nas categorias das fêmeas na região Sul do Tocantins. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o cenário reflete a baixa oferta de animais prontos para o abate, que tem sustentado as cotações nas últimas semanas.

As escalas de abate seguem curtas, e a disponibilidade de bovinos permanece reduzida no estado, fator que reforça a firmeza do mercado neste fim de ano.

Preços sobem para o boi gordo e seguem estáveis para vacas e novilhas

Na comparação semanal, o boi gordo registrou alta de 0,7%, o equivalente a R$ 2,00 por arroba, sendo negociado a R$ 299,50/@.

Já as fêmeas apresentaram estabilidade: a vaca gorda foi cotada em R$ 282,50/@, enquanto a novilha permaneceu em R$ 287,50/@.

Os valores são a prazo e já estão descontados o Senar e o Funrural.

Diferença entre Tocantins e São Paulo segue próxima de 6%

O diferencial de base do boi gordo entre o Sul do Tocantins e o mercado paulista está atualmente em R$ 17,50/@, representando uma diferença de 5,8%.

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Nas praças de São Paulo, a arroba é negociada a R$ 317,00, considerando o preço a prazo e livre de impostos.

Perspectivas para o restante de dezembro

A tendência de curto prazo é de estabilidade nas cotações, segundo analistas da Scot Consultoria.

No entanto, o mercado pode registrar novas valorizações até o fim do mês, caso a oferta de animais permaneça limitada e a demanda interna siga firme com o avanço do consumo típico das festas de fim de ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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