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Agro

Mercado do boi encerra janeiro com preços firmes e tendência de alta, aponta Cepea

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Oferta restrita mantém preços do boi firmes no fim de janeiro

O mercado pecuário brasileiro terminou o mês de janeiro com preços e volume de negócios em patamares firmes, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Em diversas regiões do país, os valores da arroba apresentaram reajustes, resultado direto da oferta limitada de animais prontos para o abate.

Com a necessidade de completar as escalas de abate, frigoríficos têm aceitado os preços pedidos pelos pecuaristas, o que contribui para sustentar o movimento de alta nas cotações.

Arroba se mantém entre R$ 325 e R$ 330 em São Paulo

No estado de São Paulo, principal referência do mercado nacional, o Cepea aponta que os negócios têm sido fechados, em média, entre R$ 325 e R$ 330 por arroba. Esse patamar reforça a firmeza observada nas negociações ao longo de janeiro, mesmo diante de oscilações pontuais em outras praças pecuárias.

Carne com osso perde fôlego no atacado da Grande São Paulo

Enquanto o boi gordo mantém preços firmes, o mercado atacadista de carne com osso na Grande São Paulo apresentou leve enfraquecimento nos últimos dias do mês. De acordo com o Cepea, os cortes que vinham registrando valorização passaram a enfrentar resistência dos consumidores, reflexo do menor poder de compra no período de pagamento de impostos, como o IPVA, e do fim do mês, quando o consumo tende a diminuir.

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Perspectivas: tendência de alta segue no radar

Apesar da leve retração no atacado, o cenário geral segue positivo para o pecuarista. A oferta limitada de animais e a demanda estável dos frigoríficos sustentam a perspectiva de manutenção — e até mesmo avanço — dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Títulos privados do agro movimentam R$ 580,78 bilhões em CPR no início da safra 2026/27

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou as finanças privadas do agro. Em julho de 2026, os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR) totalizaram R$ 580,78 bilhões, distribuídos em 372 mil cédulas, com ticket médio de R$ 1,56 milhão. Considerando apenas os títulos emitidos em julho, primeiro mês da safra 2026/27, foram registrados R$ 37,53 bilhões em novas CPR.

Os estoques de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 560,37 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,22 bilhões, precisa ser reaplicado no financiamento do setor agropecuário. Desse montante, pelo menos 45%, ou R$ 151,30 bilhões, precisa ser direcionado ao crédito rural oficial. Os valores consideram recursos destinados à safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.

Em julho, os estoques de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e de Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) foram de R$ 174,20 bilhões e R$ 30,21 bilhões, respectivamente.

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No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), considerando os dados de junho de 2026, o patrimônio líquido totalizou R$ 64,13 bilhões, distribuídos em 285 fundos.

Os dados são do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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