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Mercado do algodão inicia 2026 pressionado por estoques elevados e queda nas cotações internacionais

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Algodão registra alta moderada em janeiro, mas perde ritmo em fevereiro

O mercado de algodão encerrou janeiro com desempenho misto, segundo o relatório Agro Mensal – Itaú BBA. Após acumular alta de 1,1% em Nova York, atingindo US$ 0,642 por libra-peso, as cotações voltaram a cair nas primeiras semanas de fevereiro, recuando 3,7%, para US$ 0,618/lb.

O movimento positivo observado em janeiro foi sustentado pela valorização do petróleo, que elevou os preços das commodities têxteis. No entanto, o mercado segue em patamar historicamente baixo, pressionado por estoques elevados e pela demanda internacional mais contida.

Preços internos do algodão recuam com ampla oferta

No Brasil, as cotações da pluma apresentaram estabilidade em janeiro e leves quedas em fevereiro, refletindo o excesso de oferta e a concorrência externa. Em Rondonópolis (MT), o preço ficou em R$ 3,30/lb, sem variação; já em Barreiras (BA), houve recuo de 1,5%, para R$ 3,29/lb.

A ampla disponibilidade de produto no mercado interno, combinada com estoques globais elevados e demanda internacional moderada, tem limitado o avanço das cotações. Segundo o Itaú BBA, o cenário de oferta confortável deve continuar restringindo movimentos de alta no curto prazo.

Caroço de algodão recua diante da forte safra e concorrência com a soja

O caroço de algodão, subproduto usado na alimentação animal, também apresentou queda nos preços neste início de 2026. O recuo está relacionado à grande safra colhida em 2025, ao avanço da colheita de soja e à redução na demanda interna.

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Historicamente, os primeiros meses do ano são de valorização para o caroço de algodão, mas o excesso de oferta e a competição com a oleaginosa vêm limitando os ganhos do produto neste ciclo.

Produção chinesa em alta pressiona o mercado global

No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima a produção de algodão da China, estimada em 7,6 milhões de toneladas na safra 2025/26 — um aumento que elevou a produção mundial para 26,1 milhões de toneladas, crescimento de 1,1% em relação ao ciclo anterior.

Com o consumo global ajustado para baixo, em 25,8 milhões de toneladas, o estoque final mundial subiu para 16,4 milhões de toneladas, um aumento de 1,8% em comparação à safra anterior e acima da média dos últimos cinco anos.

Esse acúmulo de estoques deve manter a pressão sobre os preços no curto prazo, até que a oferta global comece a se ajustar nas próximas safras.

Mato Grosso reduz área plantada e projeta menor produção em 2026

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a área de cultivo de algodão em Mato Grosso foi revisada para 1,4 milhão de hectares na safra 2025/26, queda de 8% em relação ao ciclo anterior.

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A decisão dos produtores de reduzir o plantio está associada ao aumento dos custos de produção e à compressão das margens de lucro. A produtividade esperada é de 291 arrobas por hectare, uma queda de 7,7%, resultando em produção total de 2,6 milhões de toneladas de pluma, frente a 3 milhões de toneladas em 2024/25 — uma retração de 15%.

Perspectivas indicam possível recuperação a partir do segundo semestre

Apesar do cenário atual de pressão, o Itaú BBA aponta que a redução esperada na produção mundial a partir da safra 2026/27, especialmente no Brasil, nos Estados Unidos e na China, pode estimular uma recuperação gradual dos preços no segundo semestre de 2026.

A curva futura da bolsa de Nova York já sinaliza essa tendência de retomada, com projeções de valorização moderada conforme a oferta global se ajusta e o consumo volta a ganhar ritmo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño 2026: saiba detalhes sobre o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do fenômeno no Brasil

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O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) divulgaram nesta segunda-feira (29), o Boletim nº 1 com o objetivo de apresentar o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2026.

O documento é resultado do trabalho realizado em parceria pelos órgãos nacionais e oficiais sobre monitoramento, regulação do uso das águas, gestão de riscos e previsão do clima e tempo. Mensalmente, o conteúdo será atualizado para disponibilizar informações acerca do fenômeno e, assim, apoiar os órgãos federais e estaduais além de contribuir para a tomada de decisões governamentais referentes ao País.

De acordo com o boletim, em junho de 2026 as condições observadas de temperatura da superfície do mar mostram um padrão típico do fenômeno El Niño. Este padrão se apresenta na forma de uma faixa de águas quentes em grande parte do Oceano Pacífico Equatorial que, próximo à costa da América do Sul, são superiores a 2°C.

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Previsão para os próximos meses

A previsão climática para o trimestre julho-agosto-setembro de 2026 indica, de forma geral, chuvas acima da média em áreas da Região Sul do Sul e, chuvas abaixo da média no centro-norte do País.

Ainda, as previsões indicam alta probabilidade de temperaturas acima de média no segundo semestre que, podem aumentar os eventos de onda de calor e a ocorrência de incêndios florestais.

Sobre a previsão da persistência do El Niño e sua intensidade, os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno até, pelo menos o início de 2027, com alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, quando as anomalias/desvios de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial ficam acima de 2,0°C, entre a primavera e o verão de 2026.

Monitoramento contínuo e previsão de impactos

O boletim destaca a importância do acompanhamento das atualizações diárias e mensais dos órgãos para informações acerca de possíveis impactos na agricultura, níveis de rios e reservatórios prioritários além de riscos para inundações e deslizamentos.

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Importante também as recomendações e orientações da Defesa Civil Nacional, especialmente sobre as medidas de autoproteção para a população.

A atuação antecipada e coordenada entre os diferentes níveis de governo e instituições parceiras é fundamental para reduzir os impactos do fenômeno El Niño sobre a população brasileira. O monitoramento contínuo, o planejamento integrado e a adoção tempestiva de medidas de preparação e resposta constituem elementos essenciais para o fortalecimento da gestão de riscos e desastres no país.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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