Connect with us


Agro

Mercado de fertilizantes segue pressionado, mas queda do dólar melhora poder de compra do produtor, aponta Agrinvest

Publicado em

O mercado internacional de fertilizantes continua enfrentando um cenário de pressão, com variações distintas entre os principais insumos utilizados na produção agrícola. De acordo com análise divulgada pela Agrinvest Commodities, a ureia mantém estabilidade no mercado brasileiro, sendo negociada entre US$ 417 e US$ 425 por tonelada CFR.

A consultoria destaca que o novo tender da Índia tende a sustentar os preços do produto no curto prazo, evitando quedas mais acentuadas.

Fosfatados recuam, mas SSP se destaca com alta

Entre os fosfatados, o mercado mostra sinais de enfraquecimento. O MAP (fosfato monoamônico) recuou para cerca de US$ 650 por tonelada CFR, enquanto o DAP (fosfato diamônico) permanece com preços mais baixos, refletindo uma demanda global menos firme.

Por outro lado, o SSP (superfosfato simples) aparece como exceção, com reajustes positivos e valorização no mercado internacional, tornando-se um dos poucos produtos com movimento de alta entre os fertilizantes analisados.

Potássio segue estável com equilíbrio entre oferta e demanda

No segmento de potássio, o cloreto mantém estabilidade, negociado na faixa de US$ 355 a US$ 360 por tonelada CFR, o que indica equilíbrio entre a oferta e o consumo mundial. Essa estabilidade tem garantido um cenário de previsibilidade para as negociações de médio prazo, segundo a Agrinvest.

Leia mais:  Governo Federal regulamenta definições de produtos derivados de cacau e estabelece percentual mínimo de cacau em chocolates
Queda do dólar favorece o poder de compra do produtor rural

No mercado interno, a valorização do real tem beneficiado os produtores rurais. A cotação do dólar variou entre R$ 5,27 e R$ 5,29, o que melhora o poder de compra do agricultor e reduz o custo de importação de fertilizantes.

A consultoria destaca que o MAP atingiu o menor preço dos últimos doze meses, tornando-se mais atrativo nas negociações e fortalecendo a relação de troca — fator determinante nas decisões de compra e reposição de insumos para as próximas safras.

Logística fluida e formação de estoques mais cautelosa

Segundo a Agrinvest, a logística de distribuição segue sem grandes entraves, permitindo um fluxo constante de entregas e apoiando as operações de reposição programadas para o próximo ciclo agrícola.

Entretanto, o lineup de 2025 (agendamentos de embarques de fertilizantes) permanece abaixo do volume registrado no mesmo período de 2024, refletindo cautela das empresas na formação de estoques, em meio a um mercado internacional ainda pressionado por preços voláteis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia mais:  Juiz de Fora terá assistência técnica para criadores de abelhas

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

Published

on

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

Leia mais:  Governo Federal regulamenta definições de produtos derivados de cacau e estabelece percentual mínimo de cacau em chocolates

A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

Leia mais:  Juiz de Fora terá assistência técnica para criadores de abelhas
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262