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Agro

Mercado de fertilizantes segue estável no cenário global, aponta StoneX

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O mercado global de fertilizantes mantém um cenário de relativa estabilidade, sustentado pela combinação entre demanda enfraquecida e oferta ainda ajustada em importantes segmentos do setor. A avaliação é da StoneX, que destaca comportamentos distintos entre nitrogenados, fosfatados e potássicos, com preços influenciados pelo ritmo das negociações internacionais e pela disponibilidade dos produtos.

No segmento de nitrogenados, o viés continua baixista. A baixa atividade comercial e a postura cautelosa dos compradores seguem pressionando as cotações no mercado internacional. Segundo a consultoria, o ambiente atual reflete um menor interesse por novas aquisições, especialmente diante das incertezas sobre consumo e margens no setor agrícola.

Mesmo com esse cenário mais fraco, alguns fatores ainda oferecem sustentação parcial aos preços. A expectativa de novas compras por parte da Índia e a menor presença da China nas exportações ajudam a limitar quedas mais acentuadas nas cotações globais dos nitrogenados.

Fosfatados seguem firmes com oferta limitada

Entre os fosfatados, o comportamento do mercado é diferente. Os preços permanecem sustentados pelos elevados custos de produção e pela restrição de oferta em importantes regiões fornecedoras.

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Apesar da resistência dos compradores e do ritmo mais lento das negociações, a disponibilidade limitada do produto continua dando suporte às cotações. Com isso, o mercado de fosfatados mantém maior firmeza e reduz o espaço para movimentos mais intensos de baixa no curto prazo.

A StoneX destaca que esse equilíbrio entre oferta apertada e demanda moderada segue sendo um dos principais fatores de sustentação do segmento.

Potássicos apresentam mercado mais equilibrado

No mercado de potássicos, o cenário atual é de maior equilíbrio. A oferta considerada confortável contribui para a manutenção da estabilidade nos preços internacionais.

Além disso, a definição dos contratos de referência na Índia e na China continua servindo como parâmetro para as negociações globais, trazendo maior previsibilidade ao mercado.

Com isso, os potássicos apresentam comportamento mais estável em comparação aos demais nutrientes, em um ambiente marcado por menor volatilidade.

Setor opera sem espaço para fortes altas ou quedas

De forma geral, o mercado global de fertilizantes segue influenciado pela combinação entre demanda mais fraca e fatores específicos de oferta em cada segmento.

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Esse contexto reduz o espaço para altas expressivas nos preços, mas também impede quedas generalizadas, principalmente nos mercados em que a disponibilidade permanece restrita ou existe expectativa de compras relevantes por grandes importadores.

A tendência, segundo a StoneX, é de continuidade desse ambiente de estabilidade relativa no curto prazo, com oscilações pontuais dependendo do avanço das negociações internacionais e das movimentações dos principais países consumidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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