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Agro

Mercado de feijão inicia 2026 com estabilidade e seletividade nas negociações

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Feijão carioca começa o ano com suporte nos preços e vendas moderadas

O mercado de feijão carioca iniciou 2026 com desempenho mais sólido do que o esperado, mesmo diante de uma liquidez limitada e de um comportamento seletivo por parte dos compradores. Segundo análise de Evandro Oliveira, da Safras & Mercado, após uma leve correção nos preços — com quedas pontuais entre R$ 5 e R$ 10 por saca no início da semana — o mercado encontrou equilíbrio e manteve uma trajetória lateralizada.

A sustentação veio principalmente da retenção de oferta física e da concentração da demanda em grãos de melhor padrão comercial. No CIF São Paulo, o grão extra nota 9,5 foi negociado entre R$ 250 e R$ 255 por saca, as notas 8,5 entre R$ 225 e R$ 230, e o tipo 8, mais procurado, entre R$ 215 e R$ 225 — com relatos de negócios pontuais fechados a R$ 215.

Oliveira explica que o volume semanal oscilou entre 3.800 e pouco mais de 8.000 sacas, considerado moderado para o período, com origens concentradas em Minas Gerais e São Paulo. O Paraná, por sua vez, segue com participação mais tímida, enviando poucas amostras.

Minas Gerais lidera valorização no mercado FOB

No mercado FOB, o Noroeste de Minas se destacou como a região com maior valorização, com o grão extra chegando a R$ 240–242 por saca e notas 8 e 8,5 até R$ 225. Já o interior paulista manteve cotações próximas a R$ 237 por saca para o tipo extra e entre R$ 220 e R$ 222 para intermediários.

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No Triângulo Mineiro, o grão intermediário foi comercializado até R$ 215 por saca, enquanto Sorriso (MT) registrou preços entre R$ 194 e R$ 197 e o Sul do Paraná operou na faixa de R$ 199 a R$ 201.

Apesar da seletividade dos compradores, o analista destaca que o mercado segue tecnicamente ajustado, sustentado por uma demanda represada e pela retenção de estoques, especialmente do tipo 8, o que cria espaço para possíveis reajustes positivos nas próximas semanas.

Feijão preto mantém firmeza com destaque para grãos de maior qualidade

O feijão preto apresentou comportamento mais pressionado ao longo da semana, com baixa liquidez e formação de preços fragmentada, reflexo dos altos estoques nas indústrias e do consumo doméstico ainda contido.

No CIF São Paulo, os padrões superiores foram negociados entre R$ 165 e R$ 170 por saca, enquanto o feijão maquinado em sacas de 30 kg atingiu até R$ 185, evidenciando um prêmio adicional pela qualidade.

No FOB Paraná, os preços variaram entre R$ 136 e R$ 138 por saca no Noroeste, e de R$ 138 a R$ 142 no Sul do estado. O grão recém-colhido consolidou um novo patamar regional em torno de R$ 150 por saca.

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Colheita avança no Sul com destaque para Paraná e Rio Grande do Sul

O Paraná já colheu cerca de 40% da safra, mesmo com a área reduzida para menos de 104 mil hectares, uma queda de aproximadamente 40% em relação à temporada anterior. No Rio Grande do Sul, a colheita entra na fase final, com área estimada em 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg por hectare.

De acordo com Oliveira, há perdas localizadas por estresse hídrico e atrasos de colheita provocados pelas chuvas recentes. Em nível nacional, o especialista destaca que, embora o plantio tenha sido adiantado, a colheita segue em ritmo mais lento, resultando em uma oferta distribuída ao longo do tempo e contribuindo para a manutenção dos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Compras de fertilizantes e defensivos avançam com cautela no Brasil e mercado segue amplamente aberto para safra 2026/27

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O mercado brasileiro de insumos agrícolas iniciou junho com comportamentos distintos entre fertilizantes e defensivos, refletindo a cautela dos produtores rurais diante dos desafios econômicos, climáticos e de rentabilidade das próximas safras. Apesar de alguns sinais positivos, como a queda dos preços da ureia, as negociações seguem em ritmo moderado, especialmente para o milho safrinha 2027.

De acordo com análise de Jeferson Souza, especialista em inteligência de mercado da Agrinvest, o cenário atual ainda é marcado pela necessidade de recomposição das margens dos produtores, o que tem influenciado diretamente o ritmo das compras.

Ureia recua 30% e melhora poder de compra do produtor

Entre os fertilizantes, a ureia foi o principal destaque dos últimos meses. Desde meados de abril, o nitrogenado acumulou recuo próximo de 30%, contribuindo para uma melhora na relação de troca com o milho.

Apesar do alívio nos custos, o indicador ainda permanece acima das médias históricas em sacas necessárias para aquisição de uma tonelada do produto. Dessa forma, a redução dos preços ainda não foi suficiente para acelerar significativamente as negociações.

Segundo a análise, o movimento trouxe melhores oportunidades de compra, mas o produtor continua avaliando o cenário com cautela antes de assumir novos compromissos.

Compras para o milho safrinha 2027 registram menor avanço desde 2019

O levantamento aponta que as aquisições de fertilizantes destinadas ao milho safrinha 2027 apresentam o menor avanço para este período do ano desde 2019.

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Entre os fatores que explicam a lentidão estão os preços ainda pouco atrativos do milho, a preocupação com o comportamento climático nos próximos meses e as incertezas relacionadas ao desenvolvimento da safra de soja.

Além disso, o temor em torno dos impactos do fenômeno El Niño e seus reflexos sobre o calendário agrícola tem levado muitos produtores a postergar decisões estratégicas de compra.

Mercado de defensivos desacelera, mas ainda possui grande volume de negócios pela frente

No segmento de defensivos agrícolas, o ritmo das negociações mostrou avanço até o início de maio, mas perdeu intensidade ao longo das últimas semanas.

Mesmo com a desaceleração, os dados indicam que uma parcela expressiva do mercado permanece em aberto. Para a safra de soja 2026/27, mais da metade das compras ainda não foi realizada pelos produtores brasileiros.

Até 31 de maio, o percentual negociado alcançava 47%, superando os 44% registrados no mesmo período do ciclo anterior. No entanto, o desempenho segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 51%.

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O resultado demonstra um adiantamento de três pontos percentuais em relação à temporada passada, mas ainda distante dos patamares observados em anos de comercialização mais acelerada.

Defensivos para milho seguem com até 90% do mercado em aberto

No caso do milho, a abertura do mercado é ainda mais significativa. As estimativas indicam que entre 85% e 90% das compras de defensivos agrícolas para os próximos ciclos ainda não foram realizadas.

Esse elevado volume de demanda potencial abre espaço para novas negociações ao longo dos próximos meses, dependendo da evolução dos preços dos insumos, das condições climáticas e da percepção de risco por parte dos produtores.

Perspectiva para os próximos meses

A expectativa do mercado é de que a definição do clima para a safra de verão, o comportamento dos preços do milho e da soja e as oscilações do mercado internacional de fertilizantes sejam fatores decisivos para determinar o ritmo das compras no segundo semestre.

Enquanto isso, produtores seguem monitorando oportunidades pontuais e buscando equilibrar custos de produção com a necessidade de proteger margens em um ambiente ainda marcado por elevada volatilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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