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Agro

Mercado de carne suína segue estável com ritmo lento de negócios e consumo contido

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Negociações travadas mantêm estabilidade nos preços

O mercado de carne suína registrou pouca evolução nas negociações ao longo da semana, resultando em estabilidade nos preços do quilo vivo e dos principais cortes no atacado.

De acordo com o analista Allan Maia, da Safras & Mercado, os frigoríficos mantiveram uma postura reticente nas compras, acompanhando com cautela o comportamento do atacado.

“Os cortes estão patinando, sem sinais concretos de recuperação no curto prazo. A oferta de animais não é elevada, mas há dificuldade em sustentar os preços atuais”, afirmou Maia.

Ele acrescenta que o setor deposita suas expectativas em um aumento no consumo doméstico nas próximas semanas, impulsionado pela melhor capitalização das famílias e pelas festividades de fim de ano.

Exportações serão decisivas após a virada do ano

Segundo o analista, um alto volume de exportações será essencial para sustentar os preços e equilibrar o mercado em 2026, diante da possível retração da demanda interna no início do ano, período em que as famílias enfrentam maior carga de despesas sazonais.

Preços do suíno vivo e cortes permanecem estáveis

Levantamento da Safras & Mercado mostrou que a média nacional do quilo do suíno vivo teve leve recuo de R$ 7,93 para R$ 7,92 na semana.

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Os cortes de pernil mantiveram o preço médio em R$ 13,37, enquanto a carcaça suína ficou em R$ 12,43 no atacado.

Preços regionais do suíno vivo:

  • São Paulo – Arroba segue em R$ 166,00;
  • Rio Grande do Sul – Integração em R$ 6,75/kg e mercado independente de R$ 8,45 para R$ 8,40/kg;
  • Santa Catarina – Integração em R$ 6,70/kg e interior de R$ 8,40 para R$ 8,35/kg;
  • Paraná – Estável em R$ 8,40/kg no mercado livre e R$ 6,90/kg na integração;
  • Mato Grosso do Sul – Campo Grande em R$ 8,00/kg e integração em R$ 6,70/kg;
  • Goiás – Cotação estável em R$ 8,20/kg;
  • Minas Gerais – Preços mantidos em R$ 8,50/kg e R$ 8,70/kg no mercado independente;
  • Mato Grosso – Rondonópolis em R$ 8,00/kg e integração estadual em R$ 7,20/kg.
Exportações de carne suína caem 15,4% em novembro

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 231,3 milhões em novembro (19 dias úteis), com média diária de US$ 12,17 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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O país embarcou 92,59 mil toneladas no período, com média diária de 4,87 mil toneladas e preço médio de US$ 2.498,60 por tonelada.

Em comparação com novembro de 2024, houve:

  • queda de 15,4% no valor médio diário,
  • baixa de 14% na quantidade embarcada, e
  • recuo de 1,6% no preço médio da tonelada exportada.
Perspectivas: consumo interno deve impulsionar demanda no curto prazo

Apesar da estagnação atual, analistas esperam melhora nas vendas no atacado até o fim do ano, acompanhando o aquecimento do consumo doméstico típico do período de festas.

No médio prazo, as exportações deverão ditar o ritmo do mercado, especialmente com a concorrência crescente no cenário global e o desafio de manter a rentabilidade dos produtores diante dos custos elevados e do consumo interno instável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Títulos privados do agro movimentam R$ 580,78 bilhões em CPR no início da safra 2026/27

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou as finanças privadas do agro. Em julho de 2026, os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR) totalizaram R$ 580,78 bilhões, distribuídos em 372 mil cédulas, com ticket médio de R$ 1,56 milhão. Considerando apenas os títulos emitidos em julho, primeiro mês da safra 2026/27, foram registrados R$ 37,53 bilhões em novas CPR.

Os estoques de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 560,37 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,22 bilhões, precisa ser reaplicado no financiamento do setor agropecuário. Desse montante, pelo menos 45%, ou R$ 151,30 bilhões, precisa ser direcionado ao crédito rural oficial. Os valores consideram recursos destinados à safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.

Em julho, os estoques de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e de Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) foram de R$ 174,20 bilhões e R$ 30,21 bilhões, respectivamente.

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No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), considerando os dados de junho de 2026, o patrimônio líquido totalizou R$ 64,13 bilhões, distribuídos em 285 fundos.

Os dados são do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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