Connect with us


Agro

3ª Exposição Virtual do Simental Brasileiro movimenta pecuária com julgamento online e vendas de touros

Publicado em

Exposição virtual começa nesta semana

Os criadores de Simental têm um compromisso marcado nesta semana com a 3ª Exposição Virtual do Simental Brasileiro, que começou no dia 19 e vai até 22 de março, com a grande final prevista para o dia 26. O evento utiliza ferramentas digitais para integrar participantes, avaliar os animais e fortalecer a divulgação da raça.

A organização é do Grupo do Simental Brasileiro, com apoio da Associação Brasileira dos Criadores das Raças Simental e Simbrasil.

Simental Brasileiro: genética adaptada ao clima e ao manejo local

Originária de uma das raças europeias mais difundidas do mundo, a raça Simental foi adaptada ao Brasil ao longo de mais de um século de seleção. O Simental Brasileiro é reconhecido por sua genética ajustada às condições tropicais e às demandas de pecuaristas que atuam com cria e recria a pasto, especialmente na região Centro-Oeste.

A raça apresenta características funcionais valorizadas, como maior tolerância ao calor, pelagem curta, resistência e desempenho em sistemas extensivos a pasto. Além disso, sua utilização em cruzamento industrial com zebuínos contribui para a produção de bezerros pesados, explorando o efeito da heterose.

Leia mais:  Picanha brasileira se destaca em ranking internacional e reforça protagonismo da carne nacional
Julgamento inovador e participação digital

O evento reúne a 3ª Exposição Virtual da raça e o 8º Shopping Simental Brasileiro, com julgamento realizado pelo sistema de Avaliação Global. Este método permite que todos os participantes votem nos animais, combinando suas avaliações com as notas do jurado oficial, José Roberto Potiens.

Os vídeos dos animais estão disponíveis no YouTube da Associação até 22 de março, e as inscrições podem ser realizadas pelo site oficial. No dia 26, serão divulgados todos os resultados, acompanhados de comentários detalhados do jurado.

Vendas de touros no 8º Shopping Simental Brasileiro

As transações comerciais acontecem no 8º Shopping do Simental Brasileiro, com animais oferecidos a preços fixos, consolidando o evento como referência para a aquisição de touros para cruzamento industrial no Centro-Oeste. O shopping é promovido pela Connect Leilões e transmitido pelo Canal Terraviva.

Mais informações estão disponíveis no site oficial: https://simentalsimbrasil.org.br

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Frio favorece plantio, mas produtores seguem cautelosos com custos e clima

Published

on

A chegada da primeira massa de ar polar de 2026 mudou o ambiente das lavouras de inverno no Sul do Brasil e trouxe um cenário diferente para cada fase do trigo no país. Enquanto o frio atual tende a beneficiar áreas recém-plantadas no Paraná, produtores do Rio Grande do Sul seguem cautelosos diante das incertezas climáticas e econômicas para a próxima safra.

O trigo é uma cultura típica de clima frio, mas os efeitos das baixas temperaturas variam conforme o estágio da lavoura. Neste momento, o frio ajuda mais do que atrapalha.

No Paraná, onde o plantio da safra 2025/26 já começou, cerca de 17% da área prevista havia sido semeada até a última semana, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral). As áreas implantadas estão principalmente em germinação e crescimento vegetativo inicial.

Nessa fase, temperaturas mais baixas favorecem o desenvolvimento da cultura. O frio ajuda na emergência uniforme das plantas, reduz parte do estresse térmico e cria um ambiente mais adequado para o crescimento vegetativo inicial.

Por isso, a onda de frio que derruba as temperaturas no Centro-Sul neste início de maio tende a ser positiva para o trigo recém-semeado no Paraná e em parte de Santa Catarina. O cenário muda completamente mais adiante, durante o florescimento e o enchimento de grãos. Nessas fases, geadas fortes podem provocar perdas severas de produtividade e qualidade, queimando espigas e comprometendo o potencial industrial do cereal. É justamente esse risco futuro que mantém parte dos produtores cautelosa neste início de safra.

Leia mais:  Acordo entre União Europeia e Mercosul entra em fase inicial de implementação em maio

No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional de trigo, a semeadura ainda não começou. Os produtores seguem em fase de planejamento da temporada, avaliando custos, clima e perspectivas de mercado antes de ampliar os investimentos.

Além da preocupação climática, o setor acompanha um cenário econômico mais apertado. Fertilizantes mais caros, custos elevados com operações mecanizadas, dificuldades no seguro rural e maior cautela no crédito vêm reduzindo o apetite por expansão da área cultivada.

Ao mesmo tempo, o mercado oferece sustentação importante aos preços. A baixa disponibilidade de trigo argentino com qualidade adequada para panificação continua limitando a oferta no Mercosul e fortalecendo as cotações no Brasil.

No Rio Grande do Sul, os preços seguem ao redor de R$ 1.300 por tonelada no interior. No Paraná, as referências se aproximam de R$ 1.400 por tonelada nos moinhos.

A dificuldade de encontrar trigo argentino com teor de proteína acima de 11,5% também vem levando parte da indústria brasileira a buscar produto nos Estados Unidos, operação mais cara e logisticamente mais complexa.

Leia mais:  Picanha brasileira se destaca em ranking internacional e reforça protagonismo da carne nacional

Esse ambiente ajuda a sustentar os preços internos justamente no momento em que o produtor começa a decidir quanto investir na nova safra.

Mesmo assim, a preocupação com o clima permanece no radar. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS), a previsão de maior frequência de chuvas durante o inverno e a primavera pode elevar riscos nas fases mais sensíveis da cultura, especialmente florescimento e enchimento de grãos.

Por isso, muitos produtores vêm adotando uma postura mais conservadora, reduzindo o pacote tecnológico, diminuindo investimentos em insumos e até substituindo parte da área de trigo por outras culturas de inverno.

O próprio Deral projeta queda de 15% na produção paranaense de trigo na safra 2025/26, reflexo principalmente da redução da área cultivada.

Neste início de maio, porém, o frio ainda joga a favor do trigo brasileiro. O desafio do setor será transformar esse começo climático positivo em uma safra rentável em meio aos altos custos, às incertezas do mercado internacional e aos riscos climáticos que costumam ganhar força ao longo do inverno.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262