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Agro

Mercado de carne suína registra estabilidade com indústria cautelosa e consumo moderado

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Indústria adota postura cautelosa nas negociações

O mercado brasileiro de carne suína apresentou pouca movimentação de preços ao longo da semana, com predominância de estabilidade tanto no quilo do suíno vivo quanto nos principais cortes comercializados no atacado.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, as negociações seguiram limitadas devido à postura cautelosa da indústria frigorífica.

De acordo com o especialista, o setor avalia que ainda há pouco espaço para recuperação mais consistente nos preços da carne, já que tanto a reposição de animais quanto o consumo no varejo seguem avançando de forma moderada, mesmo com o aumento temporário do poder de compra das famílias neste período do mês.

Concorrência com carne de frango pressiona o mercado

Outro fator que influencia o ritmo do mercado é a concorrência com outras proteínas, especialmente a carne de frango.

De acordo com Maia, a elevada oferta de frango no mercado tem pressionado os preços desse produto, tornando-o mais competitivo em relação aos cortes suínos. Esse cenário reduz a atratividade de novas negociações envolvendo a carne suína no mercado interno.

Oferta de animais pode ajudar a sustentar os preços

Apesar do cenário de cautela, os suinocultores mantêm expectativa de que o ajuste gradual entre oferta e demanda de animais contribua para dar sustentação às cotações.

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Além disso, o bom desempenho das exportações brasileiras de carne suína é considerado um fator positivo, pois ajuda a reduzir a disponibilidade de produto no mercado interno.

Preços do suíno vivo permanecem estáveis no país

Levantamento da Safras & Mercado indica que a média nacional do quilo do suíno vivo permaneceu em R$ 6,61 ao longo da semana.

No mercado atacadista, os preços médios registrados foram:

  • Carcaça suína: R$ 10,13 por quilo
  • Pernil: R$ 12,04 por quilo

A arroba suína em São Paulo manteve-se em R$ 133,00.

Cotações regionais do suíno vivo

As principais praças produtoras do país apresentaram estabilidade ou leves variações nos preços:

  • Região Sul
    • Rio Grande do Sul: R$ 6,45/kg na integração e R$ 6,90/kg no interior
    • Santa Catarina: R$ 6,45/kg na integração e R$ 6,65/kg no interior
    • Paraná: alta de R$ 6,80 para R$ 6,85/kg no mercado independente e R$ 6,50/kg na integração
  • Centro-Oeste
    • Mato Grosso do Sul (Campo Grande): R$ 6,50/kg e R$ 6,30/kg na integração
    • Goiás (Goiânia): R$ 6,50/kg
  • Sudeste
    • Minas Gerais (interior): R$ 6,60/kg, com mercado independente em R$ 6,80/kg
  • Centro-Oeste
    • Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 6,50/kg, com integração em R$ 6,20/kg
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Exportações de carne suína registram crescimento

As exportações brasileiras de carne suína in natura apresentaram desempenho positivo em março.

Nos cinco primeiros dias úteis do mês, o país registrou:

  • US$ 85,954 milhões em receita
  • 34,010 mil toneladas exportadas

A média diária ficou em:

  • US$ 17,190 milhões em valor exportado
  • 6,802 mil toneladas embarcadas

O preço médio da tonelada foi de US$ 2.527,30.

Na comparação com março de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 26,7% no valor médio diário exportado
  • Crescimento de 25,9% no volume médio diário embarcado
  • Avanço de 0,6% no preço médio
Perspectiva para o mercado

O mercado de carne suína segue em um momento de equilíbrio entre oferta e demanda, com preços estáveis e negociações cautelosas. A concorrência com a carne de frango limita avanços no mercado interno, enquanto as exportações continuam sendo um importante fator de suporte para o setor, ajudando a manter o equilíbrio entre produção e consumo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Desenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar

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Produtores rurais têm até o próximo dia 20 de dezembro para regularizar débitos do Pronaf e fundos constitucionais sob as regras do Desenrola Rural. Com o semestre final se aproximando, especialistas alertam que a demora na busca pela agência bancária pode significar a perda de condições especiais de parcelamento e descontos de até 96%.

A medida, que visa dar fôlego financeiro aos produtores em um cenário de custos elevados e impacto climático na safra, é uma tentativa de estancar a inadimplência no setor, que já ultrapassa a marca de 8%, segundo dados da Serasa Experian. O programa foca na regularização de débitos de pequenos produtores, permitindo descontos que chegam a 96% sobre encargos e prazos de até 10 anos para o pagamento.

O benefício não é universal. A regra vale exclusivamente para contratos de crédito rural firmados entre 2012 e 2022, especificamente nas operações do Pronaf e nos financiamentos via Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE). O enquadramento ignora o tamanho da propriedade, focando estritamente na natureza da dívida. Ao formalizar a adesão, o produtor tem o nome retirado dos cadastros de restrição ao crédito, o que devolve a capacidade de tomar novos financiamentos para a safra — peça-chave para a sobrevivência da atividade agrícola.

O principal gargalo para o sucesso do programa está na ponta do atendimento bancário. Especialistas em Direito Agrário alertam que instituições financeiras costumam ignorar a política pública para oferecer “pacotes internos” de renegociação, que frequentemente carecem das vantagens garantidas pelo programa federal.

A recomendação para o produtor ir à agência bancaria munido dos contratos e exigir, expressamente, a aplicação das regras do Desenrola Rural. Aceitar soluções genéricas oferecidas pelo banco sem comparar com as condições federais é um erro que pode custar a rentabilidade da propriedade e o acesso ao crédito no longo prazo.

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O Desenrola Rural, contudo, ignora o médio e o grande produtor, que também sofrem com a crise de rentabilidade do setor. Sem uma política pública universal, esse perfil de produtor depende da aplicação rigorosa do Manual de Crédito Rural (MCR) para a reestruturação de suas dívidas. Na prática, a falta de flexibilidade voluntária dos bancos tem forçado esses produtores a buscar o Poder Judiciário para garantir o direito de repactuar débitos sem colocar em risco a viabilidade do negócio.

Guia prático

Para garantir o direito à renegociação sob as regras do Desenrola Rural e evitar as armadilhas dos “pacotes genéricos” dos bancos, a preparação documental é o passo mais estratégico. O produtor deve encarar a ida à agência não como um pedido de favor, mas como uma formalização de direito garantido pelo programa federal.

Antes de comparecer à agência, o produtor deve organizar um dossiê completo. A falta de um único documento pode ser usada como justificativa pelo gerente para negar o enquadramento ou direcionar o cliente para outras linhas de crédito com juros mais altos.

Documentação essencial

  • Identificação Pessoal: RG e CPF (ou CNH) atualizados do titular do crédito.

  • Comprovação da Propriedade: Matrícula atualizada do imóvel rural, além do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e a última declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). Esses documentos atestam a regularidade da área e são fundamentais para o histórico de crédito junto à instituição.

  • Cédula de Crédito Rural ou Contrato: Este é o documento central. É ele que prova a origem da dívida (se Pronaf ou Fundos Constitucionais como FCO, FNO ou FNE) e o período de contratação (entre 2012 e 2022). Caso o documento original tenha sido extraviado, o produtor deve solicitar formalmente uma cópia autenticada ou declaração detalhada à própria agência antes da data da renegociação.

  • Extrato atualizado da dívida: Levar o demonstrativo do débito facilita a identificação imediata da operação na tela do gerente e evita divergências de valores na simulação do acordo.

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Postura no atendimento

O advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário, reforça que a documentação serve como escudo contra ofertas pouco vantajosas.

  • Exija o enquadramento: Ao apresentar os documentos, o produtor deve solicitar expressamente a aplicação das condições do Desenrola Rural. Se o gerente informar que “o sistema não libera”, o produtor deve pedir uma justificativa por escrito ou o número de protocolo do atendimento.

  • Não assine sem conferir: É comum que instituições ofereçam renegociações internas, que raramente trazem os descontos de até 96% previstos pelo programa federal. O produtor deve recusar qualquer proposta comercial que não apresente as condições estabelecidas pela norma do governo.

  • Formalize a recusa: Caso a agência insista em ignorar o programa, o produtor tem o direito de registrar uma reclamação no Banco Central, munido do protocolo de atendimento negado.

A organização prévia destes documentos é o que define se a renegociação será uma solução eficiente para o fluxo de caixa da propriedade ou apenas uma postergação de um problema financeiro. O prazo final para essa regularização é 20 de dezembro de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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