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Mercado de arroz segue pressionado por excesso de oferta e exportações insuficientes em junho

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O mercado brasileiro de arroz iniciou junho ainda enfrentando os mesmos desafios que marcaram o encerramento de maio. A combinação de ampla oferta física, baixo volume de negócios e exportações incapazes de absorver os excedentes continua limitando a recuperação dos preços e mantendo o setor em alerta.

De acordo com análise de Safras & Mercado, o cenário permanece desfavorável para os produtores, mesmo após a conclusão da colheita e a confirmação de elevados índices de produtividade na safra. A abundância de produto disponível no mercado segue pressionando as cotações em praticamente todas as regiões produtoras do país.

Indústria registra um dos meses mais fracos dos últimos anos

Um dos principais fatores que contribuem para a fragilidade do mercado é o desempenho abaixo do esperado da indústria beneficiadora. Segundo informações do setor, maio foi marcado por uma forte desaceleração na demanda, consolidando-se como um dos períodos mais fracos dos últimos anos para o segmento.

Em diversos casos, os volumes efetivamente comercializados ficaram abaixo de 70% das projeções iniciais, refletindo a cautela dos compradores e a menor movimentação ao longo da cadeia produtiva.

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A retração das compras por parte do varejo e dos distribuidores reduziu significativamente o ritmo de reposição dos estoques, comprometendo a fluidez dos negócios e limitando novas negociações entre produtores, indústrias e atacadistas.

Estoques do varejo podem estimular retomada das compras

Parte dos agentes de mercado atribui o enfraquecimento da demanda ao volume expressivo de compras realizado em abril, quando muitos varejistas reforçaram seus estoques diante das perspectivas de mercado.

Entretanto, cresce a percepção de que alguns canais de distribuição já operam atualmente com níveis mais ajustados de abastecimento. Caso essa avaliação se confirme, o mercado poderá registrar uma retomada gradual das compras nas próximas semanas, favorecendo uma melhora na liquidez.

Enquanto isso, produtores e indústrias permanecem atentos à formação de um possível piso para os preços, em meio à dificuldade de absorção da oferta disponível.

Exportações ainda não aliviam excedente interno

No cenário externo, as exportações seguem sendo o principal foco de atenção do setor. Os line-ups de embarque apontaram volume próximo de 137,5 mil toneladas em equivalente casca durante o mês de maio.

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Apesar de representar um fluxo relevante para o mercado brasileiro, esse volume ainda é considerado insuficiente para promover uma redução significativa dos estoques e aliviar a pressão provocada pela ampla disponibilidade de arroz no mercado interno.

Dessa forma, o comportamento das exportações nas próximas semanas será decisivo para definir o ritmo de escoamento da safra e a trajetória dos preços ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Encefalites equinas ameaçam rebanhos no Brasil e reforçam importância da vacinação preventiva

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Com um rebanho estimado em cerca de 5,8 milhões de equinos, o Brasil figura entre os maiores criadores de cavalos do mundo. A atividade movimenta bilhões de reais anualmente e desempenha papel estratégico em segmentos como esporte, lazer, trabalho e reprodução. Nesse cenário, a prevenção de doenças que afetam a saúde dos animais é considerada fundamental para a sustentabilidade da equideocultura nacional.

Entre os principais desafios sanitários do setor estão as encefalites equinas, enfermidades virais que afetam o sistema nervoso central e podem causar sérios prejuízos aos criadores. As doenças exigem atenção permanente de proprietários, médicos-veterinários e profissionais ligados à cadeia produtiva dos equinos.

Encefalites equinas representam risco para a saúde animal

As principais enfermidades desse grupo incluem a Encefalite Equina do Leste (EEE), a Encefalite Equina do Oeste (WEE) e a Encefalite Equina Venezuelana (VEE). Todas são transmitidas principalmente pela picada de mosquitos dos gêneros Culex e Aedes, que atuam como vetores dos vírus causadores da doença.

Os animais infectados podem apresentar sintomas neurológicos graves, alterações comportamentais, perda de coordenação motora, dificuldade de locomoção e redução significativa do desempenho físico. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para óbito.

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Por se tratar de enfermidades que afetam diretamente o sistema nervoso, especialistas alertam para a importância da adoção de medidas preventivas contínuas ao longo de todo o ano.

Cavalos de competição exigem atenção redobrada

Animais que participam regularmente de provas, exposições, leilões e competições equestres estão entre os mais expostos aos riscos sanitários.

O deslocamento frequente para diferentes regiões aumenta o contato com ambientes variados e pode elevar a exposição aos mosquitos transmissores, especialmente em locais com condições favoráveis à proliferação dos insetos.

Raças de grande relevância para a equideocultura brasileira, como o Quarto de Milha e o Mangalarga Marchador, somam mais de 700 mil animais registrados no país e movimentam mais de R$ 9 bilhões por ano em atividades relacionadas ao setor.

Diante desse cenário, a manutenção de protocolos sanitários rigorosos é considerada essencial para preservar a saúde e o desempenho dos animais.

Vacinação é a principal ferramenta de prevenção

Especialistas destacam que a vacinação continua sendo a medida mais eficiente para reduzir os riscos associados às encefalites equinas.

Além da imunização, outras práticas de manejo sanitário contribuem para o controle da doença, como a eliminação de criadouros de mosquitos, o controle de insetos nas propriedades, a drenagem de áreas com água parada e o acompanhamento rigoroso do calendário sanitário dos animais.

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Segundo Chester Batista, gerente técnico de Equinos da Zoetis Brasil, a prevenção deve ser tratada como prioridade dentro das propriedades.

“A vacinação associada a um manejo sanitário adequado contribui para proteger a saúde dos equinos, preservar seu desempenho e garantir o bem-estar dos animais ao longo de toda a vida produtiva”, ressalta.

Sanidade fortalece a competitividade da equideocultura

O avanço da equideocultura brasileira tem aumentado a necessidade de investimentos em sanidade animal, especialmente em um mercado cada vez mais profissionalizado e exigente.

A adoção de programas preventivos, aliada ao acompanhamento veterinário constante, reduz riscos sanitários, minimiza perdas econômicas e contribui para o desenvolvimento sustentável da atividade.

Além de proteger os animais contra enfermidades de alto impacto, a prevenção fortalece a segurança sanitária dos plantéis e ajuda a manter a competitividade do setor, que segue entre os mais relevantes da pecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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