Agro
Exportações de milho do Brasil disparam 165% em abril e Região Sul lidera embarques
Exportações brasileiras de milho aceleram em abril
As exportações brasileiras de milho apresentaram forte crescimento em abril de 2026, impulsionadas principalmente pelo avanço dos embarques nos estados da Região Sul.
De acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 470,92 mil toneladas do cereal no período.
O volume representa alta expressiva de 165,63% em relação ao mesmo mês de 2025.
Rio Grande do Sul lidera exportações nacionais
O principal destaque do mês foi o Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte dos embarques brasileiros.
O estado exportou 302,41 mil toneladas de milho em abril, equivalente a 64,22% de todo o volume embarcado pelo país.
Segundo o Imea, o desempenho está diretamente ligado à maior disponibilidade do cereal na região, favorecida pelo avanço da colheita da primeira safra.
Região Sul concentra mais de 80% dos embarques
Os estados do Sul consolidaram protagonismo nas exportações brasileiras de milho durante o período.
Somados, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul embarcaram 395,32 mil toneladas em abril.
O volume representa:
- 83,95% das exportações nacionais do cereal
- Crescimento de 299,92% frente ao mesmo período da safra anterior
O resultado reforça a relevância da Região Sul no abastecimento externo durante a entressafra do Centro-Oeste.
Mato Grosso reduz embarques no período
Enquanto o Sul ampliou participação no comércio internacional, Mato Grosso apresentou retração nas exportações.
Segundo o Imea, o estado embarcou 39,38 mil toneladas de milho em abril de 2026, volume 40,80% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado.
Entressafra e mercado interno influenciam desempenho mato-grossense
A redução dos embarques em Mato Grosso está associada principalmente a:
- Menor disponibilidade de milho durante a entressafra
- Maior direcionamento da produção ao mercado interno
- Ajustes logísticos e comerciais antes da entrada da segunda safra
O estado segue como principal produtor nacional do cereal, mas enfrenta sazonalidade nos embarques até o avanço da colheita da safrinha.
Mercado acompanha evolução da safrinha brasileira
O desempenho das exportações nos próximos meses dependerá diretamente do avanço da segunda safra de milho no Brasil, especialmente no Centro-Oeste.
O setor acompanha fatores como:
- Ritmo da colheita
- Demanda internacional
- Logística portuária
- Câmbio
- Competitividade do milho brasileiro no mercado global
A expectativa do mercado é que o país mantenha forte participação no comércio internacional do cereal ao longo de 2026, sustentado pela elevada produção nacional e pela demanda aquecida de importadores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Milho safrinha no Sul de Minas exige atenção redobrada com clima irregular, pragas e janela de plantio
O milho safrinha 2025/2026 no Sul de Minas Gerais avança em um cenário de atenção máxima no campo. Produtores da região lidam com desafios simultâneos que impactam diretamente o potencial produtivo das lavouras, como instabilidade das chuvas, pressão crescente de pragas e atrasos na semeadura em função do calendário da soja.
O cenário regional acompanha as projeções nacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima produção de 108,4 milhões de toneladas na segunda safra de milho no país. No Sul de Minas, no entanto, o desempenho das lavouras varia conforme o momento de plantio e as condições climáticas de cada área.
Plantio fora da janela ideal amplia riscos produtivos
A principal preocupação dos especialistas está relacionada ao atraso na semeadura, que em muitos casos ocorreu após a colheita da soja. Esse fator resultou em lavouras com estágios de desenvolvimento distintos, aumentando a necessidade de manejo individualizado.
Segundo o diretor comercial da Agrobom, Marco Castelli, o momento exige atenção redobrada do produtor rural.
“Cada produtor vive uma realidade diferente nesta safrinha. Quem conseguiu semear dentro da janela adequada tem lavouras mais uniformes e com melhor potencial produtivo. Já quem atrasou o plantio precisa redobrar o monitoramento do clima e das pragas, pois qualquer falha pode comprometer o resultado final”, afirma.
Irregularidade das chuvas preocupa fase reprodutiva do milho
De acordo com especialistas, a instabilidade das chuvas durante as fases críticas de florescimento e enchimento de grãos é um dos principais fatores de risco para a produtividade da segunda safra.
A irregularidade hídrica pode provocar redução significativa no rendimento das lavouras, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente, que ficam mais expostas a períodos de estresse climático.
Pressão de pragas exige monitoramento constante
Além do clima, o avanço de pragas como a lagarta-do-cartucho também preocupa os produtores. As condições de calor e umidade favorecem a proliferação, exigindo acompanhamento frequente das áreas cultivadas e resposta rápida no controle.
O manejo preventivo e a tomada de decisão ágil são apontados como fatores determinantes para evitar perdas de produtividade neste estágio do ciclo.
Planejamento e comercialização ganham importância no cenário atual
Para a Agrobom, o momento também exige atenção ao mercado de milho, que segue com forte volatilidade de preços influenciada pelo desempenho da segunda safra em nível nacional.
Segundo Castelli, o acompanhamento das cotações é essencial para o produtor que ainda avalia o melhor momento de comercialização.
“O milho é uma cultura estratégica para o Sul de Minas. O planejamento, o acompanhamento constante da lavoura e decisões rápidas no campo fazem diferença tanto na produtividade quanto na comercialização”, destaca o executivo.
Gestão técnica e mercado definem resultado da safrinha
A combinação entre manejo adequado no campo e leitura correta do mercado é apontada como fator decisivo para o desempenho da safra 2025/2026 na região.
Com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento e clima instável, especialistas reforçam que o monitoramento contínuo será determinante para reduzir riscos e garantir melhores resultados na segunda safra de milho no Sul de Minas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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