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Mercado da soja reage à percepção de risco no Brasil, mas preços recuam em Chicago com incertezas sobre a demanda chinesa

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O mercado da soja iniciou a semana com comportamento misto entre o Brasil e o exterior. Enquanto produtores brasileiros mostram cautela na comercialização, sustentando os preços em meio a preocupações climáticas regionais, as cotações internacionais da oleaginosa seguem em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionadas por um relatório neutro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e por dúvidas quanto à demanda chinesa.

Soja brasileira ganha sustentação com retenção e alerta climático

No Rio Grande do Sul, o mercado físico da soja apresenta forte sustentação, impulsionada pela combinação de demanda ativa e retenção por parte dos produtores, segundo a TF Agroeconômica.

No porto gaúcho, a soja foi negociada a R$ 142,00 por saca com pagamento e entrega em dezembro. No interior, os preços ficaram em torno de R$ 132,50/sc em Cruz Alta, R$ 137,00/sc em Santa Rosa e R$ 121,00/sc em Panambi, este último com recuo local indicando resistência à pressão compradora.

Em Santa Catarina, o cenário é semelhante, com sustentação dos preços pela demanda interna e preocupação com o clima regional. No porto de São Francisco do Sul, a soja foi cotada a R$ 142,37/sc, registrando leve alta de 0,44%.

Paraná desacelera comercialização com foco no armazenamento

No Paraná, os produtores ajustam o ritmo de vendas sob alerta hídrico, priorizando o armazenamento como estratégia de defesa comercial. Segundo o levantamento, os preços variam conforme as principais praças:

  • Paranaguá: R$ 142,06/sc (-0,29%)
  • Cascavel: R$ 131,86/sc (-0,38%)
  • Maringá: R$ 130,76/sc (-0,69%)
  • Ponta Grossa: R$ 133,43/sc (-0,51%)
  • Pato Branco: R$ 142,37/sc (+0,44%)
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No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram próximos de R$ 120,00/sc, refletindo um mercado mais cauteloso.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul mantêm postura defensiva

No Mato Grosso do Sul, o ritmo de vendas segue lento, com preços ajustados à realidade logística regional. Em Dourados, Campo Grande e Sidrolândia, a soja foi negociada a R$ 127,06/sc (-0,52%), enquanto Chapadão do Sul registrou leve alta de 0,22%, cotada a R$ 123,17/sc.

Segundo a TF Agroeconômica, a valorização do boi gordo tem ajudado produtores mistos a postergar as vendas de soja, fortalecendo o poder de barganha no curto prazo.

No Mato Grosso, a pressão de oferta antecipada tem redesenhado o comportamento do mercado. As cotações ficaram em R$ 122,78/sc em Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis (+0,09%), enquanto Lucas do Rio Verde e Nova Mutum registraram queda de 2,00%, a R$ 117,81/sc. Em Sorriso, o preço foi de R$ 120,22/sc.

Cotações da soja recuam em Chicago com relatório neutro do USDA

Enquanto o mercado brasileiro mantém sustentação regional, os futuros da soja em Chicago seguem em queda. Na quarta-feira (10), os contratos recuavam de 3 a 4,75 pontos, com:

  • Janeiro a US$ 10,82/bushel
  • Março a US$ 10,95/bushel
  • Maio a US$ 11,05/bushel

Farelo e óleo de soja também encerraram no vermelho. O novo relatório de oferta e demanda do USDA foi considerado morno, sem alterações relevantes em relação a novembro, o que manteve os traders na defensiva.

USDA mantém estimativas para safra e estoques

De acordo com o USDA, a safra norte-americana 2025/26 deve atingir 4,253 bilhões de bushels, o equivalente a 115,74 milhões de toneladas, com produtividade de 53 bushels por acre.

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Os estoques finais foram mantidos em 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), e as exportações projetadas em 1,635 bilhão de bushels. A estimativa global da safra 2025/26 é de 422,54 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo das 427,15 milhões esperadas para 2024/25.

Os estoques mundiais ficaram em 122,37 milhões de toneladas, também abaixo das projeções de mercado, que eram de 122,8 milhões.

Redução das retenciones na Argentina amplia pressão sobre preços

Outro fator de pressão vem da Argentina, após o governo de Javier Milei reduzir novamente as retenciones, impostos sobre exportação de produtos agrícolas. A medida aumenta a competitividade do país vizinho no mercado internacional, ampliando a oferta global de soja e seus derivados.

Analistas alertam que, caso a comercialização argentina acelere, os preços internacionais podem enfrentar nova rodada de queda.

Soja encerra pregão com perdas e investidores atentos à China

Na terça-feira, os contratos da soja em grão com entrega em janeiro caíram 0,59%, fechando a US$ 10,87/bushel, enquanto a posição março recuou 0,67%, para US$ 10,98/bushel.

O farelo de soja caiu 1,63%, a US$ 301,30/tonelada, e o óleo de soja fechou a 51,02 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,31%.

A falta de novas compras da China, aliada às condições favoráveis das lavouras na América do Sul, segue como o principal fator de pessimismo no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Certificação de cruzamentos Hereford e Braford cresce 80% e impulsiona valorização da pecuária brasileira

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A certificação de produtos de cruzamento das raças Hereford e Braford registrou crescimento de aproximadamente 80% no Brasil até abril de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. O avanço reflete o aumento da procura por animais com genética comprovada e maior valorização da qualidade racial na pecuária de corte.

Os dados são da Associação Brasileira de Hereford e Braford, que aponta expansão consistente da demanda principalmente entre confinamentos da região Centro do país e compradores ligados ao mercado de exportação.

Confinamentos e exportação puxam crescimento da certificação

Segundo a entidade, a procura por animais certificados tem sido impulsionada principalmente pelos confinamentos brasileiros, que buscam maior padronização genética e desempenho produtivo.

O estado de São Paulo aparece entre os destaques na aquisição de fêmeas destinadas à exportação, especialmente para a Turquia.

A certificação funciona como ferramenta oficial de comprovação genética dos animais e agrega maior segurança nas negociações comerciais.

Para receber o documento, o produto de cruzamento precisa apresentar pelo menos 50% de genética Hereford ou Braford, condição validada por meio dos registros dos touros utilizados ou pela documentação referente ao sêmen empregado na inseminação artificial.

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Processo de certificação reforça rastreabilidade e segurança comercial

O procedimento inclui visita técnica às propriedades, avaliação dos animais aptos ao enquadramento racial e identificação individual por meio de brinco padrão.

Após a vistoria, as informações são encaminhadas à Associação Brasileira de Hereford e Braford, responsável pela emissão oficial do certificado.

Segundo a entidade, o reconhecimento da origem genética contribui diretamente para:

  • valorização dos lotes;
  • fortalecimento da rastreabilidade;
  • segurança nas negociações;
  • diferenciação comercial dos animais.

A certificação também favorece vendas em remates, leilões e negociações diretas, especialmente em mercados mais exigentes quanto à procedência genética.

Benefício fiscal aumenta competitividade dos criadores

Outro fator apontado pela ABHB é o impacto econômico proporcionado pela certificação.

Assim como ocorre com animais registrados, os produtos de cruzamento certificados contam com isenção de ICMS nas operações de venda, benefício que amplia a competitividade dos criadores e agrega valor aos negócios pecuários.

Pecuária valoriza genética comprovada

De acordo com a superintendente de registro genealógico da ABHB, Natacha Lüttjohann, o crescimento acompanha o fortalecimento do mercado pecuário e a maior valorização de animais com origem reconhecida.

“A procura pelos produtos de cruzamento tem aquecido de forma consistente o mercado, refletindo o bom momento da pecuária e a valorização de animais com origem e genética comprovadas”, afirmou.

Segundo ela, a entidade vem ampliando o suporte técnico aos criadores para acompanhar o aumento da demanda por certificação no país.

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Criadores podem solicitar certificação diretamente à ABHB

Os produtores interessados podem solicitar a certificação diretamente à associação, mediante apresentação da documentação que comprove a origem genética dos animais.

O atendimento técnico é realizado conforme a demanda das propriedades rurais que buscam o reconhecimento oficial dos produtos de cruzamento Hereford e Braford, mercado que segue em expansão na pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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