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Melhorias do solo, pastagens e nutrição do rebanho fortalecem pecuária leiteira do Paraná

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O trabalho desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) por meio do programa Ação Integra do Solo e Água (Aisa), criado pela Itaipu Binacional, tem impactado na qualidade de vida de pequenos produtores de leite do Paraná. As ações do programa resultam em aumento da produção do leite e da rentabilidade da propriedade, melhorando as condições das famílias. Mais de mil produtores são atendidos por ano.

A iniciativa abrange 228 municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul, que integram a área do reservatório da Itaipu. O IDR-PR é um dos principais parceiros da iniciativa. O Instituto atua junto aos produtores prestando assistência e orientação voltadas à recuperação e renovação de pastagens degradadas, manejo da fertilidade das áreas de pastagem e da conservação de forragem, nutrição do rebanho leiteiro, melhoria da qualidade do leite, entre outras ações.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes, os resultados refletem o potencial do Estado. “Aqui no Paraná temos o melhor solo, a melhor água e a melhor pastagem, consequentemente, temos a melhor proteína animal. E com as ações que temos feito, isso tudo é potencializado e gera mais renda para o produtor rural”, ressalta.

Um dos casos de sucesso é o do sítio São Sebastião, em Goioerê, pertencente a agricultores familiares. Pai e filho tocam sozinhos a propriedade, que conta com 16 vacas em lactação. Com a assistência técnica do IDR-Paraná eles dobraram o volume de leite produzido e a rentabilidade. “A produção era de 125 litros de leite por dia, na média de 12 meses entre 2021 e 2022. O volume saltou para 268 litros diários em 2024 e 2025 e, atualmente, alcança cerca de 300 litros por dia”, aponta o técnico do IDR-Paraná, Salvador Sarto.

Ele também relata que a receita mensal da propriedade saltou de R$ 10.929,00 para R$ 22.140,00 – o que deixou Benedito Teodoro da Silva e seu filho Ricardo bastante satisfeitos.

Benedito trabalha com produção de leite desde os 10 anos de idade e conta que em toda sua vida esteve ligado à atividade agropecuária. “Moro aqui há 52 anos e sempre trabalhei com produção de leite, soja e milho. O Salvador, nosso técnico do IDR, tem sido um apoio importante para todos os projetos que a gente faz”, afirma o produtor.

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O filho Ricardo destaca os desafios do setor. “A produção de leite não é uma atividade fácil, tem imprevistos e dificuldades relacionados ao clima e à nutrição. O técnico do IDR ajudou bastante, trouxe planilhas com controle de produção e despesas, e orientou a gente a fazer um manejo diferente” contou.

“No começo estávamos um pouco perdidos, mas já existia uma relação de confiança, então, a gente seguiu a orientação do técnico e deu tudo certo”, destaca Ricardo.

Outro bom exemplo vem do extremo Oeste do Paraná, no município de Pato Bragado, onde o produtor Sérgio Paulo Marshnier trabalha com a produção de leite desde 1990. Sérgio não têm empregados e tudo é feito por ele e mais três pessoas: a esposa, o filho e a nora. Com acompanhamento do técnico do IDR-Paraná Adilson Winter, a família ingressou no programa em 2021 e o volume de leite teve um incremento de 72,23%.

“Todas as orientações do técnico facilitaram nosso trabalho, porque agora a gente tem mais informação sobre como fazer um manejo correto e como cuidar melhor do pasto e da nutrição dos animais. O Adilson falou sobre o programa, fez uma análise da propriedade e orientou sobre o que precisava ser feito”, contou Sérgio.

Entre as medidas implantadas esteve a criação adequada de bezerras e novilhas; balanceamento da dieta dos animais; adubação e correção do solo; uso de dejetos de suínos, aves e bovinos para melhorar a qualidade da terra; plantas de cobertura para ajudar a infiltração e retenção de água no solo.

Antes da assistência técnica, a produção era de 440 litros de leite por dia e, atualmente, o volume chega a 763 litros diários. “A receita mensal da propriedade também aumentou, passando de R$ 5.138,00 para R$ 7.165,00, demonstrando os ganhos de eficiência mesmo em uma propriedade de pequeno porte como esta”, observou o técnico do IDR-Paraná.

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PARCERIA – O programa Aisa existe há cerca de cinco anos, em parceria com o IDR- Paraná, investigando o comportamento da água no solo, os impactos das práticas agrícolas na qualidade dos rios e a relação entre uso da terra e produção hídrica. A iniciativa abrange 228 municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul, que integram a área do reservatório de Itaipu, e reúne um amplo banco de dados sobre solo, clima, vegetação, hidrologia e produção agropecuária.

Com base nessas informações, o IDR-Paraná ajuda os produtores a alcançarem maior eficiência produtiva e rentabilidade, promovendo mudanças estruturais nas propriedades rurais. “São orientações que parecem simples, mas que fazem toda a diferença no dia a dia do produtor e nos resultados finais”, reforça Simony Lugão, coordenadora de Pesquisa do IDR-Paraná, envolvida no projeto, ao lado do coordenador da Extensão, Rafael Piovezan.

A evolução da pecuária leiteira paranaense reforça a importância desse trabalho. Em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Departamento de Economia Rural (Deral) da secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná contava com cerca de 114 mil propriedades produtoras de leite e registrou crescimento de 10% na produção, alcançando 1 bilhão de litros apenas no primeiro trimestre, mantendo-se como o segundo maior produtor do país.

Estudos do IDR-Paraná mostram que a assistência técnica é decisiva para ampliar a eficiência, especialmente entre pequenos e médios produtores, que representam a maioria das propriedades desse setor no Estado.

Além do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, o programa Aisa da Itaipu Binacional conta com a parceria da Embrapa, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) e da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (Faped).

Em quatro anos, foram R$ 25,94 milhões investidos em 17 projetos voltados ao fortalecimento da sustentabilidade e da produtividade no campo.

Fonte: Governo PR

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MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré

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O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.

Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.

De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.

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Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.

Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.

Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.

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Processo 0007837-42.2025.8.16.0024

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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