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Educação

MEC vistoria obras do Hospital Universitário da UFCA

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O Ministério da Educação (MEC) visitou as obras do Hospital Universitário da Universidade Federal do Cariri (HU-UFCA), em Juazeiro do Norte (CE), empreendimento estratégico para o fortalecimento da assistência em saúde e da formação de profissionais na região. A unidade conta com investimentos de mais de R$ 227,25 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), sendo R$ 223,5 milhões para a execução da obra e R$ 3,75 milhões destinados ao projeto. O ministro da Educação, Camilo Santana, que esteve no Ceará neste sábado para cumprir uma série de agendas, também autorizou melhorias no campus da universidade. 

Na ocasião, Camilo observou que, para além do valor para construção do HU, o investimento para manter seu funcionamento por mês, que custa quase R$ 90 milhões, será garantido pelo MEC. “Vão ser mais de 2,2 mil funcionários trabalhando no hospital. Nós estamos construindo um hospital com o que há de mais moderno no Brasi — um hospital de alta complexidade, para, juntamente com o hospital regional, atender ao Cariri”, disse. 

O estudante de medicina Pedro Gomes, da UFCA, agradeceu à comitiva pela construção do HU, que, segundo ele, era um sonho dos alunos há mais de 23 anos, desde a criação do curso. “Essa região é rica de alunos, mas a gente não tinha ainda um hospital universitário. Então, eu só quero agradecer por essa conquista. Vem aí não só o hospital, mas todo o impacto que ele vai trazer aqui na região”, falou.  

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O hospital atenderá não apenas Juazeiro do Norte, mas, ao todo, 45 municípios. A iniciativa beneficiará pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), com assistência humanizada e tecnologia de ponta, ampliando o acesso da população a serviços de média e alta complexidade na região, além de desempenhar importante papel na formação de profissionais de saúde, residentes, estudantes e pesquisadores. “Esse é um hospital também de ensino, de formação dos nossos profissionais e um hospital de pesquisa. Não tenho dúvida que vai trazer desenvolvimento para a região e para a nossa Universidade Federal do Cariri”, completou o ministro. 

A unidade terá 220 leitos, incluindo 40 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de dez salas cirúrgicas, ambulatórios e centro de diagnóstico por imagem. O empreendimento será construído no bairro Cidade Universitária, ao lado do campus da UFCA, em um terreno de 67 mil metros quadrados doado pelo Governo do Ceará, com cerca de 34 mil metros quadrados de área construída. A previsão de conclusão das obras é agosto de 2028. 

Além do impacto na assistência à saúde, o HU-UFCA será um importante campo de formação e especialização para estudantes e profissionais da área da saúde, contribuindo para o desenvolvimento de pesquisas e para o fortalecimento do ensino, da extensão universitária e da produção de dados que subsidiem políticas públicas de saúde. 

O Ministério da Saúde também compôs a comitiva que visitou o HU-UFCA neste sábado. Na ocasião, a pasta assinou duas portarias que beneficiam hospitais de Barbalha, na região do Cariri. 

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UFCA – Durante a agenda, Santana também autorizou o início das obras do restaurante universitário (RU) e da biblioteca do Campus Juazeiro do Norte. A biblioteca conta com investimentos de R$ 4,5 milhões e o RU, com R$ 3,5 milhões, provenientes do Novo PAC.   

A biblioteca ampliará o acesso a acervos físicos e digitais, além de oferecer ambientes adequados para estudo, pesquisa e produção científica. Já o RU será um importante instrumento de assistência estudantil, garantindo alimentação de qualidade e contribuindo para a permanência de estudantes na universidade. 

Além das novas autorizações, o Governo do Brasil investe na melhoria contínua da UFCA por meio do Novo PAC. No próprio campus de Juazeiro do Norte, estão em andamento obras de novas estruturas acadêmicas, com aporte de R$ 5,5 milhões. A expansão se estende a outros campi da universidade, com destaque para o Campus Barbalha, que tem previsão de receber R$ 69 milhões para sua ampliação. O investimento destaca a vocação do campus à área de saúde, fortalecendo a estrutura para cursos que já atendem à região, como farmácia e psicologia. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) 

Fonte: Ministério da Educação

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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