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Educação

MEC lança guia de apoio ao Plano de Expansão da Educação Integral

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O Ministério da Educação (MEC) realizará um webinário de lançamento do Guia de Apoio Técnico ao Plano de Expansão da Educação Integral em Tempo Integral. A publicação busca apoiar as redes de ensino na elaboração desses documentos, que devem definir as ações de planejamento e de implementação da educação integral nos territórios, conforme estabelecido na Resolução CIF nº 23/2026. O encontro acontecerá na quinta-feira, 2 de julho, às 15h (horário de Brasília), e será transmitido pelo canal do MEC no YouTube. 

O guia traz orientações para as três etapas que devem ser seguidas nos planos: diagnóstico, planejamento e monitoramento. O diagnóstico é um levantamento da realidade da rede de ensino, utilizando dados, indicadores e processos de escuta e diálogo com as escolas e os territórios para identificar necessidades e potencialidades da agenda da educação integral. 

O planejamento envolve a definição de metas, projeções de matrículas, objetivos e ações alinhadas às Diretrizes Operacionais Nacionais para a Educação Integral em Tempo Integral na Educação Básica. Por fim, o monitoramento das ações e dos objetivos planejados visa à promoção da equidade, da permanência dos estudantes, da territorialidade, do currículo e da valorização dos profissionais da educação, destacando a importância da transparência e da participação social para garantir a sustentabilidade das ações e o alcance dos objetivos propostos. 

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A ação ocorre no contexto da Emenda Constitucional nº 135/2024, que estabelece a destinação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) à criação de matrículas em tempo integral. A partir do exercício de 2026, os estados, os municípios e o Distrito Federal deverão aplicar, anualmente, no mínimo 4% dos recursos recebidos até atingir as metas de educação em tempo integral estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Essa vinculação reforça a necessidade de planejamento para a ampliação da oferta, articulando a previsão de novas matrículas às condições necessárias para sua implementação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

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Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

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Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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