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Educação

MEC apresenta Política de Educação Ambiental na COP30

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Para apresentar e debater a Política Nacional de Educação Ambiental Escolar (Pneae), o ministro da Educação, Camilo Santana, e a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC), Zara Figueiredo, participaram, nesta quarta-feira, 12 de novembro, de painel no estande da Associação de Universidades Amazônicas (Unamaz), na Zona Verde da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, no Pará. 

Na ocasião, Santana destacou que a educação está integrada à agenda do meio ambiente pelo futuro do planeta e que tem um papel estratégico na ação climática global. “Nossas escolas, universidades e institutos federais são terreno fértil para cultivarmos consciência climática e sustentabilidade. O futuro passa pela nossa juventude!”, disse. 

O ministro também pontuou que todas as políticas públicas do MEC são elaboradas em parceria com estados e municípios brasileiros, como a construção da Pneae, que será lançada pelo MEC em breve. “Pensar na questão ambiental passa fundamentalmente pela questão da educação. Quando a gente fala em educação, na relação que ela tem com a questão ambiental, a gente fala de uma educação de qualidade, em que todos tenham acesso e permaneçam na escola. Mas nós queremos uma educação com equidade e com inclusão, e a questão climática não é mais uma questão do futuro, é uma questão do presente, fruto dos eventos extremos que o Brasil tem sofrido”. 

Nossas escolas, universidades e institutos federais são terreno fértil para cultivarmos consciência climática e sustentabilidade. O futuro passa pela nossa juventude!” Camilo Santana, ministro da Educação 

Os eventos climáticos que têm ocorrido no Brasil e no mundo, como o aquecimento global, as enchentes, tornados, entre outros, também foram lembrados pelo ministro como a consequência da ação do homem no meio ambiente. “Quase 1.500 municípios foram afetados por interrupção escolar, em 2024, devido a eventos climáticos extremos no Brasil. Nós estamos falando de mais de 10 mil escolas, mais de 2,5 milhões de alunos afetados com a interrupção de aulas. Isso afeta também o rendimento escolar dos nossos alunos”, afirmou. 

Painel – Durante o painel, a secretária Zara Figueiredo apresentou os detalhes da Pneae, que visa fortalecer as capacidades institucionais e as práticas pedagógicas das redes de ensino, para que sejam sustentáveis e consigam prevenir, além de se adaptarem e se recuperarem de crises, emergências e situações de risco climático ambiental.   

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“O que nós estamos fazendo aqui é buscar trazer a educação ambiental para dentro da política educacional e, desse modo, incidir sobre o Plano Nacional de Educação [PNE], para que ela ganhe um status de política de Estado”, disse. 

Zara Figueiredo destacou que a crise climática impacta a educação básica e que 1.941 municípios brasileiros apresentam um alto risco de deslizamentos, enxurradas e inundações. “Esses eventos climáticos impactam os estudantes mais pobres e aqueles que são de populações tradicionais. Os estudantes dos municípios mais pobres chegam a perder meio ano de aprendizado, pelo aumento das temperaturas, sendo que 35% das escolas localizadas em áreas mais quentes têm a maioria dos alunos negros. Embora essas populações tenham menor atribuição aos efeitos climáticos, são elas que mais sofrem”, observou.  

Dados do Censo Escolar 2024 apresentam o efeito dos eventos climáticos nas escolas. Segundo a estatística, 6,7% (10.541) das escolas e quase 6,1% (2,51 milhões) das matrículas foram impactadas com a suspensão de atividades escolares em 2024 em decorrência de eventos climáticos extremos.  Além disso, segundo dados de 2024 do Banco Mundial, estudantes de municípios mais pobres podem perder até meio ano de aprendizado pelo aumento das temperaturas.  

O Censo Escolar de 2024 também mostrou como as escolas brasileiras estão se preparando para lidar com as mudanças climáticas, seja em relação a sua estrutura física ou formação do corpo docente:  

Estrutura:   

  • 79,0% das escolas públicas têm coleta de lixo 
  • 64,8% das escolas públicas têm área verde  
  • 40,0% das escolas públicas têm salas climatizadas 

Aspectos pedagógicos relacionados à educação ambiental:  

  • 67,3% das escolas públicas desenvolvem ações de educação ambiental  
  • 60,3 % das escolas públicas declaram que a educação ambiental é um eixo do currículo 

A discussão contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; do presidente Pró-Tempore da Associação de Universidades Amazônicas (Unamaz), José Seixas Lourenço; do secretário de educação do Pará, Ricardo Sefer; da secretária de educação do Rio Grande do Sul, Raquel, representando o Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed); do presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Martins; e da presidente da Câmara Setorial de Educação do Consórcio Amazônia Legal, Sandra Cassimiro. 

Pneae – A Política Nacional de Educação Ambiental Escolar consolida uma política pública inovadora e específica para apoio às escolas e redes de ensino, atuando de forma transversal, articulando educação, meio ambiente e clima no âmbito escolar. Ela fortalece a cooperação federativa, a formação de profissionais e a construção e ampliação da resiliência das redes de ensino, em alinhamento às metas nacionais de adaptação às mudanças climáticas e à Agenda 2030 da ONU (ODS 4, 13 e 18, destacando atenção à justiça climática e o apoio aos municípios, territórios e escolas que enfrentam maior vulnerabilidade climática e socioambiental, com a valorização e integração aos saberes científicos, tradicionais e populares.  

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Embora a educação ambiental seja uma temática transversal e dialogue com ações e práticas desenvolvidas em espaços não formais, como coleta seletiva, ações de catadores e práticas de reflorestamento, há uma dimensão da educação ambiental que deve ser fortalecida, financiada e monitorada pelas políticas educacionais, no âmbito das redes de ensino de educação. 

Nesse sentido, o MEC desenhou a Pneae com os seguintes eixos: 

  • Coordenação Federativa – Com estrutura de governança tripartite entre MEC, Consed e Undime, uma Rede Executiva de Governança, com 53 agentes estaduais, municipais e Distrital, além de 346 agentes territoriais de educação ambiental escolar; 
  • Protocolos, Diretrizes e Cadernos Orientativos – Planos de Resiliência para redes e escolas; 
  • Formação – Currículo e práticas pedagógicas para escolas sustentáveis e resilientes, adaptação e resposta aos desafios do clima, com ênfase em soluções baseadas na natureza e em saberes tradicionais e populares, em pátios verdes e bioconstruções; e  
  • Compartilhamento de Saberes e Práticas – criação do Selo Chico Mendes de Educação Ambiental Escolar (reconhecimento de escolas e redes sustentáveis); Dia da Virada Climática para mobilização educacional em torno da justiça climática; editais públicos de incentivo às práticas educacionais sustentáveis de juventudes; e Comunicação voltada à difusão de saberes tradicionais. 

MEC na COP30 – Em novembro de 2025, o Brasil sedia a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), no coração da Amazônia. Na conferência, o Ministério da Educação participa ativamente da Agenda de Ação da COP30, que reúne 30 objetivos-chave voltados à transformação de compromissos em resultados concretos. A pasta atua no 18º objetivo, que contempla os temas “Educação, capacitação e geração de empregos para enfrentar a mudança do clima”. Confira a programação completa do MEC na COP30. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Espírito Santo registra queda na taxa de analfabetismo

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O Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo da série histórica, de acordo com os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). Em 2025, o índice caiu para 4,9% entre a população de 15 anos ou mais, faixa etária incluída nas políticas de educação de jovens e adultos (EJA) nos estados da federação. Os dados da Pnad-C também apontam que o índice de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais no Espírito Santo saiu de 3,9%, em 2024, para 3,8%, em 2025. 

A superação do analfabetismo tem sido trabalhada pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), um conjunto de ações colaborativas, implementadas com a participação dos entes federativos, como o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA) – plataforma virtual criada para facilitar o acesso de pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade regular. 

Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA possibilita a manifestação por parte de quem deseja retomar os estudos, além de oferecer orientação sobre como encontrar uma oportunidade de matrícula. 

A iniciativa também organiza a atuação das redes de ensino por meio de quatro perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores. 

Usuário – Pessoas com 15 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Fundamental, ou com 18 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Médio. 

Na plataforma, basta clicar em “Quero voltar a estudar”, preencher os dados solicitados e aguardar o contato de um operador. 

Operador – É responsável por acompanhar os cadastros realizados, entrar em contato com os usuários e auxiliá-los no encaminhamento de oportunidades de matrícula. 

Para atuar como operador, é necessário acessar o CadEJA utilizando os dados cadastrados na conta Gov.br. No sistema, o operador terá acesso às demandas por região e poderá auxiliar os cidadãos no processo de retorno aos estudos. 

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Agente de Cadastro – É o responsável por apoiar pessoas que enfrentam dificuldades para acessar a plataforma e registrar sua demanda de vagas na educação de jovens e adultos. Esse agente deve ser servidor público. Para atuar, é necessário realizar um cadastro individual e assinar um Termo de Responsabilidade. 

Gestor CadEJA – É o servidor público indicado pelo governo estadual, municipal, distrital ou por uma instituição federal de ensino para gerenciar as demandas de EJA registradas na plataforma. Por meio do gestor, o CadEJA organiza as demandas e facilita o encaminhamento dos interessados às instituições que ofertam a modalidade. 

Confira os números de escolas e matrículas da EJA por unidade da federação (UF) em 2025: 

Escolas da rede pública e privada com matrículas na EJA, por UF (2025) 

UF 

Escolas de EJA 

Matrículas na EJA 

Total de escolas públicas e privadas 

Rede pública 

Total de matrículas na rede pública e privada 

Rede pública 

Total 

29.696 

28.204 

2.252.069 

2.084.947 

Norte 

4.487 

4.337 

255.014 

233.101 

 Rondônia   

91 

80 

13.038 

12.647 

 Acre   

341 

334 

21.041 

20.535 

 Amazonas   

1.330 

1.315 

56.831 

54.986 

 Roraima   

88 

83 

6.367 

5.575 

 Pará   

2.219 

2.153 

131.380 

119.486 

 Amapá   

173 

161 

15.924 

11.756 

 Tocantins   

245 

211 

10.433 

8.116 

 Nordeste  

16.901 

16.753 

1.205.167 

1.185.878 

 Maranhão   

3.104 

3.070 

134.643 

131.896 

 Piauí   

1.306 

1.293 

98.975 

98.525 

 Ceará   

1.633 

1.603 

148.616 

144.271 

 Rio Grande do Norte   

652 

644 

46.335 

45.221 

 Paraíba   

1.402 

1.384 

89.977 

87.886 

 Pernambuco   

1.608 

1.591 

116.631 

114.429 

 Alagoas   

1.082 

1.078 

108.630 

107.965 

 Sergipe   

481 

477 

33.472 

33.382 

 Bahia   

5.633 

5.613 

427.888 

422.303 

 Sudeste  

5.027 

4.671 

493.690 

459.438 

 Minas Gerais   

1.937 

1.730 

125.517 

118.527 

 Espírito Santo   

317 

308 

31.486 

30.145 

 Rio de Janeiro   

1.145 

1.070 

150.054 

144.197 

 São Paulo   

1.628 

1.563 

186.633 

166.569 

 Sul  

2.287 

1.641 

192.944 

118.872 

 Paraná   

974 

565 

75.543 

42.770 

 Santa Catarina   

474 

393 

46.933 

29.442 

 Rio Grande do Sul   

839 

683 

70.468 

46.660 

 Centro-Oeste  

994 

802 

105.254 

87.658 

 Mato Grosso do Sul   

177 

122 

16.098 

12.573 

 Mato Grosso   

281 

209 

19.978 

12.645 

 Goiás   

413 

359 

46.571 

41.322 

 Distrito Federal   

123 

112 

22.607 

21.118 

Fonte: Censo Escolar da Educação Básica. IBGE/MEC, 2025. 

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Entre as estratégias desenvolvidas pelo MEC no âmbito do Pacto EJA consta também o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA) que contribui para fortalecer a política nacional e aproximar a demanda da oferta educacional existente nas redes de ensino.  

Com o ProfEJA, o MEC cumpre o papel de contribuir para a formação continuada dos profissionais da educação que atuam na EJA e dos educadores populares vinculados ao Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e outras iniciativas voltadas à alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais, conforme a Portaria nº 38/2026.  

Pacto EJA – O Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA é uma política pública que tem como objetivos superar o analfabetismo e elevar a escolaridade; ampliar a oferta de matrículas da educação de jovens e adultos (EJA) nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e ampliar a oferta da EJA integrada à educação profissional. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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