Educação
MEC apoia projeto de educação antirracista e saberes tradicionais
O Ministério da Educação (MEC) oficializou, no sábado, 13 de dezembro, o apoio ao projeto “Afrobarroco”, que tem o objetivo de fortalecer a educação antirracista e integrar os saberes científicos e tradicionais. O evento aconteceu no Terreiro das Pretas, no Crato (CE). Na ocasião, o MEC anunciou o repasse de R$ 2 milhões à Universidade Federal do Cariri para a criação do Centro de Referência em Educação para a Equidade Racial do Cariri.
Os cursos que serão oferecidos no centro buscarão refletir sobre os planos nacionais, estaduais e municipais de educação e passarão a contar com a participação da população na construção desses planos. Os cursos também focarão no combate às desigualdades educacionais na região.
O projeto foi idealizado pelo cantor, compositor e pedagogo brasileiro Mateus Aleluia, que estava presente na cerimônia. Também estiveram no evento a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo, do secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piúba, além de representantes do Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec).
Zara Figueiredo ressaltou a urgência de incluir no currículo a discussão sobre cultura afro-brasileira e interromper o ciclo de “pedagogia de evento” para tratar sobre o tema. “O que a gente vê é um conjunto de atrações culturais e que todo mundo gosta, mas não entra no currículo. A gente tem que parar com a pedagogia de evento e efetivamente levar isso para dentro da sala de aula. A gente tem que efetivamente levar isso para o currículo, para as nossas formações. Passou de hora de a gente colocar os saberes tradicionais para conversar com esses saberes que a gente chama de saberes científicos”, destacou.
No segundo dia de evento, representantes das 29 secretarias de educação dos municípios que fazem parte da região do Cariri (CE), além de representantes dos movimentos sociais, reuniram-se no Centro Cultural do Cariri para discutir a integração desses saberes e avaliações sobre melhoria do currículo educacional. As discussões gerarão relatórios que serão entregues ao MEC para aperfeiçoamento de políticas e desdobramentos das discussões.
O apoio ao projeto “Afrobarroco” reafirma o compromisso do MEC com a equidade racial, a justiça social e a valorização dos saberes de origem africana e indígena na formação das novas gerações.
Afrobarroco – Desenvolvido por Mateus Aleluia, pedagogo de formação, o projeto se consolidou como prática educacional e artística comprometido com a implementação da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), que regulamenta as Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08.
O projeto prevê a produção de livros, palestra musical, palestras e podcasts com finalidade educativa, garantindo a difusão em escolas públicas, espaços formativos e ambientes acadêmicos, buscando integrar, sobretudo nos currículos da educação básica, saberes científicos modernos e saberes tradicionais
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Grupos do PET são orientados sobre uso de recursos
Durante o webinário, realizado nesta quarta-feira, 3 de junho, grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) foram orientados sobre os pagamentos e o uso de recursos do programa. O encontro, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Banco do Brasil (BB) e Comissão de Prestação de Contas do PET, apresentou as etapas de operacionalização e os procedimentos necessários ao sistema, a fim de ajudar as instituições de ensino superior, as pró-reitorias responsáveis pelo PET e os professores tutores quanto à correta utilização dos recursos. A transmissão está disponível no canal do MEC no YouTube e contou com mais de 400 pessoas acompanhando ao vivo, somando os participantes da live e da plataforma de vídeo. A disponibilização na plataforma do YouTube permitirá que as orientações possam ser revistas pelas instituições, pelos tutores e pelos integrantes da comunidade PET sempre que necessário.
“Essa gestão tem um profundo reconhecimento pelo PET e sabemos da importância que o programa tem para o processo de formação dos estudantes e de integração de ensino, pesquisa e extensão”, afirmou o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinicius David. “Por conta disso, e respondendo a uma demanda antiga das instituições, nos esforçamos muito neste ano para adiantar o pagamento de custeio do programa, que será feito ainda neste mês, garantindo que as equipes tenham tempo hábil para executar efetivamente os recursos do programa”, anunciou.
O webinário contou com a participação dos coordenadores de grupos do PET de várias regiões do Brasil. Na ocasião, foi divulgado o calendário de homologação do custeio pelas instituições e abordados temas como o envio das informações ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); a disponibilização dos valores por meio do Cartão-Pesquisador; as regras para uso dos recursos; as principais vedações previstas na regulamentação; e os cuidados necessários para a futura prestação de contas.
Durante o encontro, as equipes esclareceram dúvidas sobre a data real do crédito, comprovada por extrato bancário, que funciona como marco inicial para a utilização dos recursos. Para auxiliar os grupos, o MEC também criou um FAQ com respostas às dúvidas mais comuns sobre o custeio do PET.
Orçamento – Para 2026, está prevista a distribuição de R$ 7,4 milhões em recursos de custeio a 881 grupos do PET em todo o país. A ação integra o esforço do MEC em garantir a liberação dos recursos ainda no primeiro semestre do ano, fortalecendo o planejamento para as ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelos grupos.
O custeio deve ser aplicado integralmente nas atividades dos grupos PET, observadas as finalidades previstas na Resolução CD/FNDE nº 36/2013, que estabeleceu os procedimentos para creditar os valores destinados ao custeio das atividades dos grupos aos respectivos professores tutores. A sua utilização só é permitida após a efetivação do crédito no Cartão-Pesquisador.
PET – O Programa de Educação Tutorial, criado pela Lei nº 11.180/2005 e regulamentado pela Portaria nº 976/2010, com alterações da Portaria nº 343/2013, fomenta grupos de aprendizagem tutorial. A ação é realizada por meio da concessão de bolsas de iniciação científica a estudantes de graduação, e bolsas de tutoria a professores tutores. O programa contribui para a formação de futuros professores e pesquisadores, visando à qualidade da formação universitária e à consolidação do tripé ensino, pesquisa e extensão nas instituições de educação superior.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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