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Educação

MEC acompanha qualificação do Mais Médicos em Campinas

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O aprimoramento do atendimento na Atenção Primária foi o eixo central da oficina regional do programa Mais Médicos para o Brasil realizada na terça-feira, 20 de maio, em Campinas (SP). Sob o acompanhamento do Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), cerca de cem médicos debateram e construíram estratégias conjuntas para o enfrentamento da sífilis, classificada como uma das principais emergências da saúde pública no país 

O evento materializa a etapa de supervisão acadêmica do programa, uma atribuição conduzida pela Diretoria de Desenvolvimento da Educação em Saúde (DDES), vinculada à Sesu. 

Prática e resolutividade – Organizado pela Escola de Saúde Pública de Campinas (ESPC), vinculada à prefeitura da cidade, em parceria com tutores, supervisores e a apoiadora local do MEC, o encontro mobilizou a equipe ligada a uma instituição de supervisão da região.  

Para garantir a aplicação do conhecimento no cotidiano das unidades de saúde, a programação mesclou palestras técnicas com a discussão de casos reais de sífilis congênita. Divididos em grupos, os profissionais analisaram ocorrências e elaboraram propostas de melhoria para o fluxo de trabalho das equipes de Saúde da Família do município. 

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Agenda – A mobilização em torno da qualidade técnica do programa foi tema da mesa de abertura, que contou com a presença ddiretor da DDES/Sesu, Aristóteles Cardonado prefeito de Campinas, Dário Saadido secretário municipal de Saúde, Lair Zambon; e de representantes do Ministério da Saúde (MS). Durante a atividade, Cardona avaliou o impacto do modelo formativo. 

A supervisão acadêmica, estruturada de forma prioritária no âmbito do MEC, assegura que o médico não atue de maneira isolada na ponta. Quando reunimos esses profissionais para um debate qualificado e focado em soluções para emergências locais, como o aumento dos casos de sífilis, o resultado é um atendimento muito mais assertivo e humanizado para a população do município. Todos saem ganhando para uma educação e saúde mais forte”finalizou. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Projeto da Univasf utiliza o esporte para apoiar jovens com TEA

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No meio do Sertão Pernambucano, em Petrolina, um projeto de extensão e pesquisa da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) tem transformado a vida de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) que necessitam de suporte nível 1. Há pouco mais de dois anos, de forma gratuita e aberta à comunidade, a iniciativa “Vem para o Jogo” utiliza o esporte para trabalhar não só a coordenação motora e os aspectos físicos dos jovens, mas também o respeito, o trabalho em equipe, o convívio social, o raciocínio lógico e tantas outras habilidades necessárias para o dia a dia. 

“Eu falo com os pais que o esporte é uma simulação da vida, porque ele desenvolve habilidades que serão fundamentais para todos os aspectos da nossa convivência”, explicou o professor responsável pelo projeto, Fernando de Aguiar. “Quando você está em um emprego, por exemplo, você tem um chefe, faz parte de uma equipe e tem um trabalho a cumprir, em que será necessário seguir regras e respeitar todos os envolvidos. O esporte também tem tudo isso e, por isso, nós conseguimos trabalhar várias dessas habilidades essenciais para que os alunos possam se desenvolver da melhor forma”. 

Para as pessoas no espectro autista, que podem necessitar de diferentes níveis de suporte, o esporte surge como uma possibilidade de exercitar habilidades que podem ser afetadas pela neurodivergência, como a capacidade de se expressar, de entender contextos sociais e de superar frustrações. O projeto atua com crianças e adolescentes que se encontram no nível 1 de suporte e que têm boa autonomia para as atividades cotidianas, mas que podem precisar de eventuais apoios para enfrentar desafios sociais e de rotina. 

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De acordo com o professor, como o esporte é uma atividade que exige comunicação, trabalho em equipe e inteligência para superar desafios, o projeto consegue auxiliar os estudantes a driblarem certas dificuldades que teriam em decorrência do TEA. “O que nós vemos com o projeto é que muitas crianças que já estão conosco há mais tempo conseguem antecipar certas situações e auxiliar aquelas que acabaram de entrar sobre as melhores formas de navegar por meio da prática esportiva. Assim, elas conseguem desenvolver uma nova percepção do mundo e do ambiente, com mais controle emocional, autoestima e capacidade de se autorregular”, afirmou. 

Além de desenvolver as atividades físicas, o projeto também fornece aos pais, a cada seis meses, um relatório completo com informações sobre padrões alimentares e de sono, além de dados sobre as habilidades cognitivas, psicológicas, emocionais e motoras dos filhos. Esse material pode ajudar a orientar familiares acerca do atendimento aos estudantes, a fim de se organizarem de acordo com a rotina deles. 

Luana Marques, mãe de um dos alunos, explicou que o projeto mudou completamente a vida do filho. “Logo que ele entrou, os meninos eram maiores do que ele, então eu senti que ele ficou um pouco desconfortável, mas ele disse que queria continuar. Desde então, ele se desenvolveu de uma forma que anos de terapia não teriam ajudado. Ele se sente mais capaz de fazer as atividades, de aprender coisas novas, de interagir com os colegas e de confiar nos amigos. Ele cresceu muito na parte social”, afirmou. 

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Desenvolvimento profissional – Por ser um projeto de pesquisa e extensão, desenvolvido em uma universidade federal, o “Vem para o Jogo” também contribui para o crescimento profissional dos estudantes de graduação. No projeto, que envolve os departamentos de educação física e ciências da computação, os alunos da universidade participam da criação de aplicativos que ajudam a mapear a rotina dos estudantes; da concepção de relatórios sobre comportamentos e preferências; e da avaliação física e psicológica das crianças e adolescentes atendidas.  

Universidades Federais – Para enviar as iniciativas e atividades desenvolvidas em sua instituição, basta responder ao formulário da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC. Nele, as universidades devem incluir um texto explicativo sobre o projeto e sua relevância para o atendimento público, bem como fotos e vídeos que ajudem a ilustrar as atividades. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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