Brasil
MCTI e Prefeitura de Belém firmam parceria de R$ 9 milhões para levar tecnologia às escolas
Em Belém (PA), o futuro começa a ganhar forma nas mãos das crianças. Na última quarta-feira (12), a titular do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, e o prefeito da cidade, Igor Normando, firmaram um acordo de cooperação técnica para destinar R$ 9 milhões à capital paraense. Com o investimento, vão nascer nas escolas municipais novas salas de tecnologia e novos laboratórios de experimentação científica. A ideia é despertar a curiosidade e o encantamento dos estudantes pela ciência, fortalecendo a formação integral e os aproximando da nova economia digital.
O encontro ocorreu no Palácio Antônio Lemos, sede da prefeitura, e simboliza a união de esforços entre o Governo do Brasil e o município para ampliar o acesso à ciência e à inovação na educação básica.
Com vigência de 36 meses, o acordo prevê ações conjuntas entre o MCTI e a Prefeitura de Belém para implementar programas como o Mais Ciência na Escola e o Pop Ciência, integrando políticas de popularização científica, tecnologias digitais e sustentabilidade ao currículo escolar. A parceria também contribui com a organização das ações educacionais e científicas ligadas à realização da COP30, que ocorre em Belém até o dia 21.
Durante o encontro, Luciana Santos destacou o papel transformador da ciência na formação das novas gerações e o compromisso do governo em garantir oportunidades educacionais conectadas às mudanças tecnológicas do País. “Na esteira da visão do presidente Lula, estamos introduzindo nas escolas a nova economia — da microeletrônica, da robótica, da impressora 3D — que já faz parte dessa transformação tecnológica que estamos vendo no Brasil e no mundo. É o aprendizado com a mão na massa, o aprender fazendo”, explicou a ministra.
O prefeito Igor Normando ressaltou que a iniciativa vai impactar diretamente os estudantes da rede pública e reforçou a importância da parceria para o desenvolvimento da cidade. “Com o apoio do MCTI, Belém vai receber R$ 9 milhões para garantir salas de tecnologia no contraturno escolar. É um investimento que amplia o tempo integral e oferece novas oportunidades para nossos estudantes. Todos juntos, somando forças por uma cidade melhor”, afirmou o prefeito.
O vereador Rodrigo Moraes também participou da assinatura, que marca mais um passo no legado da COP30 para a capital paraense e consolidar a ciência como parte do cotidiano das escolas e comunidades locais.
Brasil
Ministro Luiz Marinho defende a redução de jornada e o fim da escala 6×1 em Audiência Pública na Câmara
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou nesta quarta-feira (6), da primeira Audiência Pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute a PEC 221/2019 que analisa a redução da jornada de trabalho e o fim da jornada 6×1 no Brasil
O ministro falou aos deputados e as entidades presentes na Audiência Pública da importância da aprovação da PEC de redução de jornada encaminhada pelo governo, com urgência constitucional, que estipula uma redução para 40 horas semanais e com dois dias de folga remunerados. A proposta do governo é de implementação imediata. A mudança, segundo o ministro, vai gerar mais produtividade, redução do absenteísmo e melhora no ambiente de trabalho.
“Já poderíamos estar trabalhando há muitos anos com jornada de 40 horas semanais”, afirmou o ministro, lembrando que a proposta de redução já ocorreu anteriormente, mas acabou não sendo aceita pelas entidades na época por ser uma proposta fracionada. “Foi um erro, não aceitamos a proposta fracionada e nem conseguimos garantir de forma imediata, ou seja, ficamos sem nada. Já poderíamos estar com a redução da jornada de 40 horas há muitos anos”, lembrou.
Vantagens
Durante sua palestra “Diagnósticos sobre o uso do tempo para o trabalho”, o ministro pontuou as vantagens da redução da jornada, que como salientou, “já é realidade em quase todos os países. A jornada 5×2 é a regra, a 6×1 é a exceção. A maioria dos países já não mais utiliza a jornada de 44 horas”, disse.
Para Luiz Marinho, o parlamento precisa estar em sintonia com a sociedade, “que clama pelo fim da jornada 6×1”. Ele citou experiências práticas em empresas que adotaram a escala 5×2 e obtiveram aumento de desempenho e redução de faltas. O diagnóstico produzido pelo Ministério, explicou o ministro, demonstra que a proposta é economicamente viável e necessária para melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora brasileira”.
A discussão sobre jornada, avaliou, não pode ser limitada apenas ao impacto direto na folha salarial. “Existem custos invisíveis relacionados ao adoecimento físico e mental dos trabalhadores, ao absenteísmo, à rotatividade e aos acidentes de trabalho. A discussão da regulamentação deve ser construída em conjunto com negociações coletivas entre trabalhadores e empregadores, respeitando especificidades de cada setor”, avaliou.
Luiz Marinho também comentou sobre uma compensação pedida por empregadores de algumas frentes do setor produtivo, que desejam desonerações para compensar a redução da jornada. “O fim da escala 6×1 será compensada pelo ganho no ambiente do trabalho. Ela é compensada pelo ganho de melhoria da qualidade e da produtividade. É comprovado que quando você reduz a jornada, você elimina absenteísmo, evita acidentes, evita doenças. Tem um custo oculto aqui que os empregadores estão carregando. Eles vão eliminar esse custo oculto e essa é a compensação”, afirmou.
O diretor da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Vinícius Carvalho, pontuou posicionamentos da OIT a favor da redução da jornada, que segundo afirmou está associada a melhores indicadores de saúde e produtividade dos trabalhadores. “Há um esforço de todos os países de redução gradual da jornada, seguindo as convenções da OIT. É preciso ressaltar aqui que 745 mil das mortes por ano no mundo estão relacionadas ao excesso de trabalho, principalmente AVC e doenças cardíacas”, lembrou.
Para o deputado Pedro Uczai (PT-SC), líder da bancada, a redução da jornada precisa ser implementada de imediato, sem transição “O povo quer ver o cansaço e o adoecimento resolvidos agora. Não é sensato adiar uma resposta para 71% dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.
Presente na Audiência a vice-procuradora-geral do Ministério Público do Trabalho, Tereza Cristina Basto, afirmou que “o fim da escala 6×1 promove o trabalho decente e contribui para a construção de um meio ambiente de trabalho seguro, a redução de irregularidades trabalhistas e o fortalecimento das relações coletivas de trabalho”.
As audiências na Comissão Especial que discute a PEC continuam por todo o mês, com votação do relatório previsto para o dia 26 de maio.
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