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MCTI debate Estratégia Nacional de Inteligência Artificial no REC’n’Play

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) participa do maior festival de inovação, tecnologia e cultura do País: o REC’n’Play. O evento segue até sábado (18), no Recife (PE). Na quarta-feira (15), houve uma roda de conversa sobre a Estratégia Nacional de Inteligência Artificial (IA), em que especialistas e representantes do governo, da academia e do setor produtivo discutiram as diretrizes do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia). Eles debateram seus impactos nas empresas e na sociedade e as oportunidades de cooperação entre diferentes setores para o desenvolvimento ético e sustentável da IA no Brasil. 

“Foi muito interessante, a gente recebeu algumas ideias muito boas, sobretudo como forma de descentralizar os recursos e ver as coisas acontecerem”, detalhou o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do MCTI, Hugo Valadares. “De forma geral, todos foram muito elogiosos ao Pbia e se colocaram absolutamente à disposição para continuar debatendo com o ministério para as próximas etapas de implementação”, completou o diretor. 

Para o professor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco e associado e consultor de Conhecimento do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), Germano Crispim, que participou da roda de conversa, atualmente existem duas visões opostas sobre a inteligência artificial: de um lado, os que a enxergam como uma ameaça capaz de causar destruição e desemprego em massa; de outro, os que acreditam que ela será a solução para todos os problemas da humanidade.  

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“Eu acho que o Plano Brasileiro de IA é um passo muito importante. Temos questões de ética, de privacidade, de regulação, que fazem parte da discussão, e é importante que seja feita. No fim, o resultado vai sair do meio: a IA vai ser muito mais benéfica do que ruim, e depende de a gente fazer com que isso aconteça”, pontuou Crispim. 

Pbia

O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê R$ 23 bilhões em investimentos na área. O objetivo é usar a tecnologia a serviço do País na solução de demandas sociais. O plano conta com 54 ações estruturantes nos eixos infraestrutura; difusão, formação e capacitação; melhoria dos serviços públicos; inovação empresarial e apoio ao processo regulatório e governança de IA. 

MCTI no REC’n’Play

Até o sábado, o MCTI marca presença no Festival Rec’n’Play, com um estande no evento, no Armazém 14, no Bairro do Recife. No espaço, os visitantes poderão conhecer o Programa Mata Atlântica, desenvolvido pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene). Também é possível interagir, por meio de realidade aumentada, com o físico César Lattes, iniciativa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT).  

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E ainda será possível aprender sobre a importância do oceano, por meio de um jogo de tabuleiro, no qual os participantes exploram ecossistemas marinhos brasileiros (Recifes de Coral, Manguezais, Mar Profundo, Costões Rochosos, Praias Arenosas e Ilhas Oceânicas), conhecendo a biodiversidade marinha e a importância da Cultura Oceânica. O jogo remete ao tema 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), de 21 a 26 de outubro: Planeta Água: Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil

É falso que o Ministério do Turismo vai monitorar dados pessoais de turistas; confira tudo sobre a Ficha Digital de Hóspedes

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Meios de hospedagem de todo o Brasil, como hotéis, pousadas, hostels e resorts, vêm implementando a nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNHR). O que antes era feito no papel, tomando tempo de turistas e gerando custos ao setor, agora é feito em formato 100% digital, que agiliza a identificação de clientes cumprindo rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Inspirada nos check-ins de aeroportos, a plataforma passou a ser exigida desde segunda-feira (20). A ficha digital é preenchida pelo hóspede, que pode digitar as informações ou optar pelo preenchimento automático pelo Gov.br.

A FNRH Digital foi desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e pode ser preenchida antes da chegada no hotel, por link enviado pela hospedagem, ou direto no balcão da recepção, por meio de um QRCode. Pessoas sem celular podem fazer pelo serviço próprio da hospedagem.

A nova Ficha Digital de Hóspedes foi aprovada pelo Congresso Nacional (deputados[a] e senadores[a]) e sancionada em 2024 pela Presidência da República, e foi apoiada pelo setor. O processo de adesão da hotelaria à ferramenta – iniciado ainda em novembro do ano passado, com a permanente orientação do Ministério ao setor – marca o fim da era do papel e da burocracia desnecessária no balcão dos empreendimentos de norte a sul do país.

Aos viajantes, o benefício é imediato: rapidez. Com o sistema, o check-in agora pode ser concluído em segundos. Já para os meios de hospedagem, a plataforma representa redução de custos, eliminando a necessidade de se manter arquivos físicos por longos períodos.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça a segurança do novo sistema e incentiva a adequação da hotelaria.

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“Todo o sistema foi construído sob o rigor da LGPD, com dados criptografados e total respeito à privacidade. O que estamos fazendo é usar a tecnologia para facilitar a vida do hóspede e profissionalizar o setor, garantindo que ele esteja preparado para oferecer as melhores experiências possíveis aos seus clientes. Especialmente no momento em que o turismo brasileiro vem alcançando recordes históricos de desempenho”, destaca o ministro.

A VERDADE SOBRE A FICHA – Para que hóspedes e hoteleiros possam aproveitar as vantagens da nova ficha digital de registro, o Ministério do Turismo esclarece alguns dos principais pontos da ferramenta e desmente falsas informações sobre a plataforma. Confira!

– A coleta de dados de hóspedes começou com a nova FNRH Digital?

Não. A Lei Geral do Turismo de 2008 definiu o envio de dados ao Ministério do Turismo, e a portaria nº 41 do Ministério do Turismo, de 14 de novembro de 2025, apenas estabeleceu a digitalização do processo, tornando-o mais rápido e seguro.

– O sistema permite a apropriação indevida de dados?

Não. O Gov.br funciona somente como um validador de identidade. O sistema apenas confirma o CPF do hóspede para evitar fraudes e erros de preenchimento, garantindo que o cliente é quem diz ser.

– As informações recolhidas pelo sistema ficam expostas?

Não. Os registros são criptografados e armazenados no banco de dados do Serpro. O Ministério do Turismo acessa apenas dados macro (quantitativos); dados individuais só são acessados por ordem judicial ou policial, como já ocorre hoje.

– A ferramenta colhe informações sobre gastos dos hóspedes?

Não. A FNRH Digital não coleta dados a respeito de despesas dos hóspedes. Ela serve exclusivamente para estatísticas oficiais de fluxo turístico e apoio à segurança pública.

– O check-in vai ficar mais difícil com a nova ficha digital?

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Não. Quem utiliza a conta Gov.br finaliza o registro em segundos. O processo é antecipado via sistema Gov.br e concluído por meio da leitura de QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo próprio estabelecimento.

– É obrigatório fazer o check-in antes de chegar ao meio de hospedagem?

Não. O check-in pode ser feito previamente ou, caso o hóspede prefira, é possível optar pelo preenchimento digital já no hotel, com auxílio do atendente diretamente no balcão do estabelecimento.

– O novo sistema é pago pelo meio de hospedagem?

Não. O sistema oficial é gratuito, o Ministério do Turismo não cobra pelo acesso. Eventuais custos dependem apenas do contrato do hotel com seus fornecedores de softwares de gestão (PMS).

– Hoteleiros ainda podem aderir ao sistema da FNRH Digital?

Sim, empreendimentos não adequados ainda podem fazê-lo. O Ministério do Turismo reforça que está à disposição da hotelaria de todo o país para orientar o processo de transição.

– Como o Ministério do Turismo vem acompanhando a transição?

O foco inicial é sensibilizar o setor quanto à necessidade de adaptação, conscientizando quanto aos benefícios da utilização do sistema para seus hóspedes e a gestão dos próprios negócios.

ORIENTAÇÕES – O Ministério reitera que o processo de transição para a nova FNRH Digital exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

A Pasta disponibiliza uma página eletrônica com todo o passo a passo da ferramenta para hóspedes e hoteleiros. (Acesse AQUI)

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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