Connect with us


Brasil

MCTI contribui para a Enop com apoio a pesquisas de soluções sustentáveis contra poluição plástica no oceano

Publicado em

O Governo do Brasil instituiu, por meio do Decreto nº 12.644/2025, a Estratégia Nacional Oceano sem Plástico (Enop), que orientará políticas públicas de prevenção, redução e eliminação da poluição por plástico no período de 2025 a 2030. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) é responsável por formular políticas públicas, integrar esforços de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, incentivar a criação de novas soluções sustentáveis e apoiar a geração de tecnologias e produtos que reduzam o descarte de plástico no meio ambiente. 

A iniciativa reconhece o oceano e os ecossistemas marinhos e costeiros como elementos essenciais para a regulação do clima e a preservação da biodiversidade. A estratégia será coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o MCTI, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).  

Segundo a coordenadora-geral de Ciências para Oceano e Antártica do MCTI Andréa Cruz, a pasta tem apoiado uma série de iniciativas voltadas ao diagnóstico e ao desenvolvimento de estratégias e tecnologias aplicadas ao enfrentamento da poluição por plásticos e seus subprodutos, alinhadas ao Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar (PNCLM). “Também temos promovido ações de educação, popularização e disseminação científica em conjunto com especialistas e instituições que atuam em áreas formais e informais de ensino”, destaca.  

Leia mais:  Ministro Luiz Marinho participa de assinatura de adesão de oito municípios do Pará à Escola do Trabalhador 4.0

Entre as ações de destaque, está a chamada pública de fomento a projetos integrados ou redes de pesquisa em três linhas prioritárias: quantificação e classificação de plástico; tecnologias para decomposição, tratamento e substituição de plásticos; e monitoramento da cadeia de produção, descarte e reciclagem. São ao todo 15 projetos contratados, envolvendo universidades e centros de pesquisa de todo o País.  

Outro avanço é o projeto internacional Ecossistema de Inovação para a Circularidade dos Plásticos, aprovado pelo Global Environmental Facility (GEF) em janeiro de 2025. A iniciativa, submetida pelo MCTI, será implementada em cinco capitais brasileiras — Belém (PA), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC) e São Paulo (SP) — e terá duração de 5 anos. O lançamento oficial ocorrerá durante a 1ª Conferência Plastic Reboot, organizada pelo GEF e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), de 21 a 24 de outubro, em Salvador.  

O MCTI participou ativamente da construção da Enop, especialmente no Eixo 5 (Ciência, Tecnologia e Inovação), consolidando sua atuação no apoio ao desenvolvimento de materiais alternativos ao plástico, na inovação de processos produtivos e na formação de redes de pesquisa sobre o tema. “As competências atribuídas ao MCTI na Enop refletem ações já em curso e fortalecem nossa missão de promover soluções inovadoras que impeçam o descarte de produtos plásticos no oceano e ampliem a disseminação científica junto à sociedade”, completa Andréa.  

Leia mais:  Chefe de Gabinete do Ministério do Turismo participa de reuniões bilaterais durante o Tourism Innovation Summit 2025

MMA  

Para o MMA, a estratégia representa um marco na construção de políticas integradas e participativas. “O plástico gera um montante considerável de lixo no mar, com impactos diretos e indiretos sobre a biodiversidade, a saúde humana, a pesca, o turismo e o clima. E o Brasil, que é um dos países costeiros mais biodiversos do mundo, precisa enfrentar o problema com medidas estruturantes”, afirma a diretora do Departamento de Oceano e Gestão Costeira, da Secretaria Nacional de Mudança do Clima da pasta, Ana Paula Prates.  

Acesse a íntegra do Decreto nº 12.644/2025. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook

Brasil

Brasil avança na construção de um novo modelo de organização do trabalho, diz Luiz Marinho

Published

on

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou os avanços recentes do Brasil na promoção do trabalho decente durante discurso realizado nesta quarta-feira (10), na sessão plenária da 114ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT), promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça.

Luiz Marinho ressaltou a aprovação de medidas voltadas à melhoria das condições de trabalho no país, com destaque para a redução da jornada semanal de trabalho em discussão no Congresso Nacional. “O Brasil avança na construção de um novo modelo de organização do trabalho, com a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários, e a superação da escala 6×1, garantindo duas folgas semanais aos trabalhadores.”

O ministro também destacou os resultados recentes do mercado de trabalho brasileiro, apontando a geração de empregos como um dos pilares da política econômica. “Batemos recordes históricos com a geração de mais de cinco milhões de empregos formais, provando que uma economia forte se constrói com a inclusão de trabalhadores no mercado formal e com salários valorizados”, informou.

O ministro enfatizou que essas medidas estão alinhadas à agenda internacional de promoção do trabalho decente e buscam responder aos desafios contemporâneos da organização do trabalho. Luiz Marinho reforçou o papel da tecnologia nesse processo: “A tecnologia deve trabalhar para libertar o ser humano, não para escravizá-lo a uma lógica de vigilância ininterrupta e exaustão física e mental.”

Leia mais:  Aeroportos do Nordeste movimentam 1,7 milhão de passageiros em outubro

Inteligência artificial e futuro do trabalho

Outro ponto central do discurso foi o impacto das novas tecnologias sobre o mercado de trabalho. Luiz Marinho defendeu o uso da inteligência artificial de forma responsável, com foco na proteção dos trabalhadores. “As consequências da inteligência artificial sobre a qualidade e a quantidade de empregos dependerão das nossas escolhas políticas, do fortalecimento das instituições e da eficácia do diálogo social.”

O ministro também alertou para os riscos associados ao uso inadequado dessas tecnologias. “Precisamos democratizar o acesso. Não podemos permitir uma automação em que a máquina dite as regras e o ser humano se torne um mero executor desprovido de autonomia”, ressaltou.

Compromisso com normas internacionais

Na área dos direitos trabalhistas, Luiz Marinho reafirmou o compromisso do Brasil com as convenções da OIT. “Celebramos este ano os 15 anos da Convenção 189, que assegura o trabalho decente para trabalhadores domésticos — uma conquista histórica da qual o Brasil se orgulha de fazer parte ativa na implementação”, acrescentou.

Também destacou o empenho na ratificação de instrumentos internacionais de proteção. “Manifestamos aqui nosso empenho em ratificar a Convenção 190, fortalecendo o combate à violência e ao assédio no mundo do trabalho e garantindo ambientes profissionais seguros e igualitários”, disse.

Leia mais:  Ministro Luiz Marinho participa de assinatura de adesão de oito municípios do Pará à Escola do Trabalhador 4.0

O ministro reforçou que os avanços no mundo do trabalho dependem do fortalecimento das instituições democráticas e do diálogo entre os atores sociais. “Não há justiça social onde as instituições são enfraquecidas e onde a voz dos trabalhadores é silenciada”, destacou.

Agenda internacional e articulação global

Além do discurso na plenária, o ministro cumpriu agenda de reuniões bilaterais e multilaterais ao longo do dia. Pela manhã, encontrou-se com a brasileira Clair Siobhan Ruppert, diretora-adjunta da ACTRAV, departamento da OIT responsável pela interlocução com o movimento sindical, para discutir o cenário institucional da organização.

Na sequência, participou de reunião com representantes do governo do Reino Unido para tratar da agenda do Grupo de Trabalho sobre Emprego do G20. O encontro abordou a continuidade das discussões internacionais sobre trabalho e emprego no âmbito do grupo, especialmente diante da transição de sua presidência, que será assumida pelo Reino Unido no próximo ano.

No período da tarde, o ministro participou da 13ª Reunião Anual Brasil-OIT, realizada na sede da organização, no âmbito da cooperação Sul-Sul. Durante o encontro, Luiz Marinho destacou o papel da cooperação internacional na promoção de um mundo do trabalho mais justo e inclusivo, além de reafirmar o compromisso brasileiro com o multilateralismo.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262