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Mato Grosso registra recorde nos abates de bovinos em janeiro de 2026

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Abates de bovinos atingem recorde mensal em Mato Grosso

O estado de Mato Grosso registrou em janeiro de 2026 o maior volume de abates de bovinos já observado para o mês, com 641,04 mil cabeças processadas, segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea). O levantamento foi divulgado na análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), publicada nesta segunda-feira (9).

O resultado representa um crescimento de 5,45% em relação a dezembro de 2025, refletindo a combinação entre aumento da oferta e ajustes no manejo do rebanho.

Fêmeas ganham espaço e impulsionam os abates

Do total abatido, 310,55 mil cabeças foram de fêmeas e 330,49 mil de machos, o que indica aumento expressivo de 21,36% nas fêmeas e redução de 6,13% nos machos, em comparação ao mês anterior.

Com esse movimento, a participação das fêmeas nos abates cresceu 6,35 pontos percentuais frente a dezembro. De acordo com o Imea, o avanço foi impulsionado principalmente pelo descarte de matrizes vazias após a estação de monta, aliado à maior entrada de animais terminados prontos para o abate.

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Comparativo anual mostra início de redução no envio de fêmeas

Apesar da alta mensal, o comparativo com janeiro de 2025 mostra uma queda de 5,86% nos abates de fêmeas. Segundo o Imea, esse dado indica um possível início de movimento de retenção de matrizes pelo produtor, o que pode reduzir a oferta de fêmeas para o abate ao longo do ano.

O instituto observa que a estratégia de retenção costuma estar associada a expectativas de preços mais firmes e à busca por recomposição do plantel reprodutivo.

Expectativas para fevereiro indicam leve recuo nos abates

Para fevereiro de 2026, a projeção do Imea é de retração no volume de abates em Mato Grosso. A previsão se deve ao menor número de dias úteis no mês e à paralisação temporária das indústrias durante o feriado de Carnaval.

Mesmo com a esperada redução, o setor segue atento à dinâmica de oferta e à evolução da demanda interna e externa por carne bovina, fatores que deverão ditar o ritmo de abates nos próximos meses.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico

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O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.

Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história

O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.

A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.

Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras

Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.

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A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.

Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento

A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.

Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.

Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas

Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.

O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.

Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.

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Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.

As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.

Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior

Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.

Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.

“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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