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Matinhos: replantio de grama começa a dar nova aparência ao Canal da Avenida Paraná

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O canal da Avenida Paraná, em Matinhos, começou a ganhar uma nova roupagem. O Instituto Água e Terra (IAT), em parceria com a prefeitura do município, deu início ao plantio de grama nas margens da estrutura, a primeira fase da reestruturação paisagística do local. O complexo é peça-chave nos processos de macro e microdrenagem que estão sendo instalados na cidade e, além disso, integra a obra de revitalização da Orla de Matinhos.

O investimento global do Governo do Estado no projeto, que incluiu entre outras ações o engordamento da faixa de areia, é de R$ 314,9 milhões, com previsão de término para o segundo semestre de 2024.

Após a conclusão desta etapa, serão plantadas novas espécies arbóreas nativas. A previsão é que essa fase comece em julho, na junção do canal com a rodovia PR-412. A proposta, juntamente com a supressão da vegetação exótica, visa a ampliação dos diâmetros do canal de drenagem para suportar maiores volumes de escoamento das águas pluviais, evitando assim as enchentes no bairro Tabuleiro, em Caiobá.

“Estamos falando de uma obra social, que vai beneficiar especialmente a parcela da população de baixa renda, com o fim das cheias na cidade. O escoamento da água será muito mais rápido”, afirmou o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, José Luiz Scroccaro.

As espécies nativas serão plantadas ao longo de toda a extensão de 1,5 km do canal, conjunto composto por quaresmeiras, manacás-da-serra e jerivá, entre outras que se adequem às funções biológicas na faixa de macrodrenagem. Elas foram escolhidas por não serem tão frondosas, não superior a 5 metros de altura, e por pertencerem ao bioma Mata Atlântica, especificamente na floresta ombrófila densa, ou seja, bem adaptáveis ao clima do Litoral.

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“Atualmente, a legislação vigente veta o plantio de espécies exóticas para o paisagismo urbano, dando sempre preferência para espécies nativas a fim de adequar o paisagismo à nova legislação ambiental”, explicou o engenheiro florestal Hiago Adamoski Machado, gerente de projetos da Arcgeo Engenharia e Meio Ambiente, empresa que integra o Consórcio Sambaqui, vencedor da licitação pública para a realização da obra.

A ação faz parte do Plano de Manejo da Vegetação das Obras de Recuperação da Orla de Matinhos, ação iniciada em 2022 em pontos da faixa de praia. “Estamos observando todos os trâmites jurídicos e toda a liturgia que deve se seguir no licenciamento florestal”, destacou o engenheiro.

MACRODRENAGEM – As intervenções de macrodrenagem começaram em junho do ano passado e já alcançaram 55% de conclusão. Elas estão sendo feitas ao longo de 1,5 quilômetro no Canal da Avenida Paraná, no bairro do Tabuleiro, em Caiobá. O projeto prevê deixar o canal com sete metros de largura, em concreto formatado como um U (na base e nas laterais), aumentando a velocidade do escoamento e diminuindo o nível de alagamento. O investimento é de pouco mais de R$ 10 milhões.

O canal da Avenida Paraná terá a finalidade de aliviar as águas que vão para o Rio Matinhos, minimizando as cheias e melhorando a vida de uma grande parcela de moradores do bairro Tabuleiro, um dos mais afetados pelas chuvas.

Matinhos tem por característica ser bastante plano, o que impacta nos acúmulos de água. O município conta com três saídas principais para o mar, pelos canais do Rio Matinhos, da Avenida Paraná e da Avenida Juscelino Kubitschek (JK). Neste último, parte da água deságua na prainha e outra no Rio Matinhos.

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Já as obras de microdrenagem começaram em maio e se estenderão por 14 meses, com investimento de R$ 39,2 milhões. Serão ao todo 23 quilômetros de novas redes em diferentes pontos da cidade.

OBRAS – A obra de revitalização da Orla de Matinhos é feita em duas etapas, num valor total de mais de R$ 500 milhões. A fase inicial, com orçamento de R$ 314,9 milhões, abrange serviços de engorda da faixa de areia por meio de aterro hidráulico; estruturas marítimas semirrígidas; canais de macrodrenagem e redes de microdrenagem, e revitalização urbanística da orla marítima com o plantio de espécies nativas.

O projeto é acompanhado de melhorias na pavimentação asfáltica e recuperação de vias urbanas. O objetivo é reduzir os impactos gerados pela combinação do desequilíbrio de sedimentos, ocupações mal planejadas e fenômenos naturais, como chuvas fortes e ressacas que costumeiramente atingem o Litoral. Essa combinação vem destruindo e comprometendo boa parte da infraestrutura urbana, turística e de lazer em Matinhos.

As intervenções neste momento estão sendo feitas ao longo de 6,3 quilômetros entre o Morro do Boi e o Balneário Flórida. Em uma segunda etapa, ainda sem previsão de data, será recuperado o trecho de 1,7 quilômetro entre os balneários Flórida e Saint Etienne. Haverá, ainda, a instalação de novos equipamentos urbanos, como ciclovia, pista de caminhada e corrida, pista de acessibilidade e calçada.

Fonte: Governo PR

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Paraná instala cabine de amamentação em terminal metropolitano e amplia conforto das mães

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O Governo do Estado implementou, de forma pioneira no Brasil, uma cabine modular de amamentação em um terminal do transporte coletivo metropolitano. A iniciativa começa com um módulo experimental no Terminal Metropolitano Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, com instalação realizada pela Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep) nesta quinta-feira (7), perto do Dia das Mães. Ela já estará à disposição da população a partir desta sexta-feira (8).

O projeto-piloto recebeu investimento de R$ 53,5 mil. A Amep também será responsável pelo acompanhamento e fiscalização da estrutura durante a fase inicial. A proposta inclui fornecimento, transporte, montagem e instalação da cabine, além de garantia e suporte técnico, seguindo normas de acessibilidade, segurança e higiene.

Segundo o presidente da Amep, Gilson Santos, a iniciativa responde a uma demanda concreta das usuárias do sistema. “Hoje, quase 60% dos passageiros do transporte coletivo metropolitano são mulheres. Muitas delas se deslocam diariamente com seus filhos e precisam de um espaço apropriado para amamentação ou cuidados básicos. A cabine vem justamente para oferecer conforto, segurança e dignidade para essas usuárias”, afirmou.

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A proposta surgiu a partir de uma diretriz do governador Carlos Massa Ratinho Junior, após observar modelos semelhantes em funcionamento no Exterior. “Desenvolvemos o projeto e agora iniciamos essa fase piloto, que será monitorada para avaliar o uso e eventuais ajustes antes de ampliar para outros terminais”, explicou Santos. Nos primeiros meses, a Amep fará o acompanhamento do funcionamento para avaliar a adesão das usuárias e o desempenho do equipamento.

ESTRUTURA E DEMANDA – A cabine foi projetada para oferecer um ambiente reservado, seguro e confortável para mães que utilizam o transporte coletivo e precisam de um espaço adequado para amamentação e cuidados com os filhos durante o deslocamento. O uso será gratuito e aberto ao público, sem necessidade de cadastro.

A estrutura foi planejada para operação contínua em ambientes de grande circulação, com ventilação adequada, superfícies de fácil higienização e mobiliário de apoio. A cabine contará com monitoramento externo e sinalização dentro do terminal, facilitando a identificação pelas passageiras.

A medida atende a uma demanda recorrente no sistema metropolitano, especialmente entre mulheres que conciliam trabalho e cuidados com os filhos. Muitas passageiras utilizam os terminais como pontos de conexão e, nesse intervalo, precisam realizar tarefas como amamentação ou troca de crianças sem dispor de um espaço apropriado.

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Além do impacto na mobilidade, a iniciativa dialoga com recomendações de saúde pública. O aleitamento materno deve ser incentivado de forma exclusiva até os seis meses de idade e continuado até pelo menos os dois anos, pelos benefícios à criança e à mãe.

A expectativa é que, após o período de testes de aproximadamente 60 dias, o modelo possa ser replicado em outros terminais metropolitanos do Paraná, como Colombo e Fazenda Rio Grande, ampliando a rede de acolhimento às mães que utilizam o transporte público.

“É um projeto inovador, uma experiência nova no Brasil. A ideia é começar, avaliar e, a partir disso, expandir essa estrutura para outros equipamentos do sistema metropolitano”, concluiu o presidente da Amep.

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Foto: Amep

REDE DE APOIO – O projeto da Amep se insere em uma política mais ampla do Governo do Estado voltada à primeira infância e à valorização das mulheres.

Em 2023, foi inaugurada a primeira sala de apoio à servidoras lactantes no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Paralelamente, o Paraná também conta atualmente com 29 salas de apoio à amamentação certificadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). As estruturadas, instaladas em empresas privadas, precisam seguir critérios que garantem condições adequadas para o atendimento das mulheres e o armazenamento seguro do leite materno.

Fonte: Governo PR

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