Brasil
Maria Rosa Guimarães Loula assume a Secretaria Nacional de Justiça
Brasília, 06/02/2026 — Maria Rosa Guimarães Loula é a nova secretária Nacional de Justiça (Senajus) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Com sólida formação acadêmica e ampla experiência no serviço público federal, a gestora chega ao cargo com histórico de atuação em áreas estratégicas da administração pública, especialmente em cooperação jurídica internacional, recuperação de ativos e formulação de políticas públicas.
Ex-secretária especial adjunta na Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, Maria Rosa é graduada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), instituição na qual também concluiu o mestrado e o doutorado. Procuradora Federal da Advocacia-Geral da União (AGU) desde 2002, construiu carreira marcada pela ocupação de cargos de liderança e gestão no Poder Executivo e no Poder Judiciário.
Em 2025, O Governo brasileiro lançou a candidatura da Doutora Maria Rosa Loula para o cargo de Diretora Executiva do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
No âmbito do MJSP, já esteve à frente do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) e do Fundo Nacional Antidrogas (Funad), áreas centrais para o enfrentamento ao crime organizado e para o fortalecimento da cooperação entre Estados. Atuou ainda como conselheira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), além de exercer funções como procuradora na Agência Nacional do Petróleo (ANP) e no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No Ministério da Educação, ocupou o cargo de diretora de Regulação da Educação Superior (Direg/SERES).
No Poder Judiciário, foi assessora e chefe de gabinete do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Paralelamente à atuação institucional, desenvolve carreira acadêmica como professora de Direito Internacional e Cooperação Jurídica Internacional na graduação e na pós-graduação, com passagens pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e pela Universidade Católica de Brasília (UCB). É autora de livros e artigos sobre o tema e é fluente em inglês, francês e espanhol.
A chegada de Maria Rosa Guimarães Loula à Senajus reforça a condução técnica e especializada das políticas públicas da área de justiça, com foco no aprimoramento institucional, na cooperação jurídica e no fortalecimento do Estado brasileiro.
Brasil
Programa Brasil Contra o Crime Organizado ultrapassa R$ 2 bilhões de prejuízo às facções criminosas
Brasília, 26/06/2026 – O Programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), alcançou um novo marco no enfrentamento às organizações criminosas. Desde o lançamento da iniciativa, em maio deste ano, as operações integradas já provocaram R$ 2 bilhões de prejuízo estimado às facções criminosas, resultado das ações coordenadas entre forças federais, estaduais e municipais em todo o território nacional.
O balanço mais recente aponta que o programa já contabiliza 12.312 pessoas presas, com a mobilização de 15.793 profissionais de segurança pública em 11 operações nacionais, reforçando a estratégia do Governo Federal de enfraquecer as estruturas financeiras, logísticas e operacionais das organizações criminosas.
Na frente de asfixia financeira, um dos principais eixos do programa, as ações já resultaram na apreensão de 115,2 toneladas de drogas, 32,4 mil unidades de drogas sintéticas e na erradicação de 63,3 mil pés de maconha. As operações também permitiram a apreensão de R$ 706,3 milhões em bens, o bloqueio de R$ 319,9 milhões em ativos, além da aplicação de R$ 12,7 milhões em multas e da recuperação de R$ 6,9 milhões em tributos, retirando recursos que financiavam a atuação das organizações criminosas.
Os resultados também refletem o fortalecimento do combate ao armamento dessas facções. Desde o começo do programa, foram retiradas de circulação 266 armas longas, 606 armas curtas, 289 armas artesanais, quase 30 mil munições, além de explosivos e diversos acessórios utilizados pelas organizações criminosas.
Outro eixo estratégico da iniciativa é a proteção às mulheres. Até o momento, as ações integradas já resultaram em 3.062 prisões relacionadas à violência contra a mulher, além da realização de 2.731 ações educativas presenciais, 455 ações de conscientização nas redes sociais e do alcance de mais de 51 mil pessoas em atividades de prevenção em todo o País.
Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, os resultados demonstram que o enfrentamento ao crime organizado exige atuação coordenada e foco na desarticulação das estruturas econômicas das facções.
“O crime organizado não será enfrentado apenas com prisões. Precisamos retirar sua capacidade financeira, impedir a circulação de armas, fortalecer o sistema prisional e integrar inteligência, investigação e controle financeiro. Quando atacamos o patrimônio das organizações criminosas, retiramos o oxigênio que mantém essas estruturas funcionando”, ressalta.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destaca que o programa foi concebido para atingir todos os pilares que sustentam a atuação das organizações criminosas.
“O resultado de R$ 2 bilhões de prejuízo demonstra que estamos atacando aquilo que mantém o crime organizado de pé: sua capacidade financeira, sua logística e sua articulação interestadual. Cada arma apreendida, cada ativo bloqueado, cada bem sequestrado e cada prisão realizada representam um enfraquecimento concreto dessas organizações. O Brasil Contra o Crime Organizado é uma estratégia permanente de integração entre União, estados e municípios para tornar cada vez mais difícil a atuação das facções em nosso País”, afirma.
Lançado pelo Governo Federal em maio de 2026, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado reúne ações permanentes de inteligência, investigação, integração operacional e fortalecimento institucional. A iniciativa articula diferentes órgãos e forças de segurança para combater o tráfico de drogas e armas, promover a asfixia financeira das organizações criminosas, fortalecer o sistema prisional e ampliar a proteção à população, consolidando uma política nacional de enfrentamento ao crime organizado baseada na integração e no uso estratégico da inteligência.
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